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Sou Carnaval de São Salvador (Brasil, 2018)
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Não tem como ser baiano e não se emocionar com esse documentário, mesmo não sendo folião. Rico em conteúdo, mostra a história da Bahia, a história da cidade de Salvador, nosso povo, e vai se encaixando com a história e transformação da festa. O conteúdo histórico vai surpreender a muitos. O ponto de vista do povo valida as palavras do narrador através de depoimentos e atitudes mostrados em tela. Comerciantes que trabalham durante a festa, foliões, artistas, mas principalmente esse povo que fica na pipoca. As rápidas entrevistas foram bem selecionadas e bem naturais, muitas divertidas a nos arrancar gargalhadas do nada. Dirigido por Márcio Cavalcante.

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The Troll Hunter (Noruega, 2010)
Drama Filmes Na pré Suspense

The Troll Hunter (Noruega, 2010)

O filme conta a história de um trio de estudantes de cinema que, após um surto de ataques a ursos numa reserva natural no Norte da Noruega, decidem investigar o que realmente se passou. Ignorando os avisos das autoridades sobre os perigos, munem-se de uma câmara de vídeo e partem em busca de material para um documentário. Durante a busca, conhecem Hans (Otto Jespersen), um homem enigmático conhecido como o "caçador de trolls". E é então que os jovens descobrem o segredo mais bem guardado do Governo norueguês: a existência de trolls, seres que eles julgavam apenas habitar na sua imaginação. Dirigido por André Øvredal.

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A Vida Invisível (Brasil, 2019)
Drama Filmes Na pré Suspense

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O diretor Karim Aïnouz, de Madame Satã (2002) e Praia do Futuro (2014), destaca a força das mulheres num filme baseado no romance "A vida invisível de Eurídice Gusmão", de Martha Batalha. A Eurídice Gusmão do título da obra é uma das personagens que divide o protagonismo com a sua irmã Guida, interpretadas respectivamente por Carol Duarte e Julia Stockler. O que Bacurau (de Kleber Mendonça Filho) tem de ousado e focado, este aqui tem de delicado e universal.

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Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal (2019)

Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile (EUA, 2019)

Antes de você chegar no próximo parágrafo, recomendo que assista ao filme sem saber muita coisa a respeito do personagem real Ted Bundy, pois vai garantir mais suspense e surpresas durante a narrativa. Mas caso já conheça essa figura pública, pode continuar que eu não vou revelar cenas do filme em si, só terei que comentar alguns fatos sobre a pessoa.

Theodore Robert Bundy tinha muitas características para ser um assassino temível: charmoso, comunicativo, sedutor… atributos que atraíam facilmente as mulheres. Estudante de direito e psicologia, ele conseguiu convencer a todos, inicialmente, de sua inocência, ao se defender no tribunal e conduzir seu próprio processo. Pior que um assassino, é um assassino que também é advogado! Em uma das melhores cenas do filme, Ted dispensa seu advogado e começa a se defender perante o tribunal.

Boa parte da narrativa trabalha a personalidade de Ted ou se passa no julgamento, deixando as cenas fortes de assassinato para a imaginação do espectador, o que ficou interessante. A angústia da dúvida que o personagem passa para as pessoas que o rodeiam, principalmente para as mulheres com as quais se relacionou e ao júri (nunca sabemos o que eles pensam), o filme tenta passar também para o espectador. A narrativa vai se desenvolvendo sem entregar o protagonista como culpado, existem muitas situações questionáveis e somente em certos momentos de closes no rosto do personagem e certas expressões e comportamentos indicam que ele poderia ser mal.

Zac Efron interpreta sem escorrego um dos mais temíveis assassinos em série da história dos Estados Unidos da América durante a década de 1970. O ator, conhecido pelas divertidas comédias Baywatch (2017) e Vizinhos (2014) agarra a oportunidade de um papel dramático e acerta em cheio, na direção de Joe Berlinger que aproveitou sua própria bagagem por ter dirigido a série Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy (2019), da Netflix. O elenco secundário não me chamou muita atenção, apesar de ter o Haley Joel Osment, eternizado pelo O Sexto Sentido (1999) e o Jim Parsons, que não nos permite deixar de enxergar o Sheldon de Big Bang Theory mesmo interpretando aqui um advogado.

É interessante ver como era fácil escapar da polícia e de algumas prisões após estudar as brechas. E como era fácil enganar vítimas. Incrível e arrepiante imaginar que as pessoas não percebem que pode haver um assassino convivendo com elas, qualquer um pode ser um assassino em série por mais que nos seja alguém íntimo e que nos inspire confiança.

Como um tributo às vítimas conhecidas, uma lista de 26 nomes de mulheres é exibida no final do longa, seguido de algumas cenas reais que ficaram bem parecidas com as do filme. É uma estratégia que não falha e já foi usada outras vezes, como em Argo (2012), só que este último mostrou fotografias comparando cenas do filme com as da realidade.

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