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TOP 10 filmes de terror disponíveis na Netflix
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TOP 10 filmes de terror disponíveis na Netflix

Procura um filme de terror de verdade para assistir no sofá? Sendo assim, selecionei 10 filmes disponíveis na Netflix que considero grandes produções do gênero. Além do mais, todas as opções possuem um bom roteiro, conteúdo minimamente admirável.

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O Pequeno Nicolau (“Le Petit Nicolas”)

Eu indico Le Petit Nicolas (França, 2009)   Nicolau (Maxime

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O Nevoeiro (2007)
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O Nevoeiro (2007)

Após uma violenta tempestade devastar a cidade de Maine, David Drayton (Thomas Jane) e Billy (Nathan Gamble), seu filho de 8 anos, correm rumo ao supermercado, temendo que os suprimentos se esgotem. Porém um estranho nevoeiro toma conta da cidade, o que faz com que David, Billy e outras pessoas fiquem presas no supermercado. Logo David descobre que há algo de sobrenatural envolvido e que, caso deixem o local, isto pode ser fatal.Dirigido por Frank Darabont.

O Homem Duplicado (“Enemy”, 2013)

O Homem Duplicado (Canadá/Espanha, 2013)
Ao assistir um filme, Adam (Jake Gyllenhaal), um professor universitário, se dá conta que um dos atores é idêntico a ele. Intrigado com a estranha coincidência, ele passa a perseguir obsessivamente este homem a fim de desvendar o mistério. Dirigido por Denis Villeneuve.
Inimigo:
Adaptar um romance de José Saramago, com uma temática voltada para a identidade e cheio de metáforas, não deve ser um trabalho simples. Mas o diretor canadense Denis Villeneuve fez um ótimo filme que pode ser acrescentado aos seus excelentes Incêndios (2010) e Os Suspeitos (“Prisoners”, 2013). Este último tem uma postagem no blog:
http://eueatelona.blogspot.com.br/2013/10/os-suspeitos-prisoners-2013.html.
A partir da premissa acima, o filme aborda várias situações e cria uma ótima atmosfera de suspense. A noção de perda da identidade individual, tema central, é focada numa pessoa, interpretada por Jake Gyllenhaal em um de seus melhores papéis, este que mostrou também, no filme “Os Suspeitos”, grande interpretação e que ainda é a minha preferida. Quando vemos os dois personagens que ele interpreta em O Homem Duplicado, percebemos novamente a maturidade de sua atuação, fazendo com que enxerguemos mesmo, nos detalhes, duas pessoas diferentes.
David Lynch é outro diretor que possui filmes parecidos e trata também dessa questão da identidade. Rapidamente me recordei de dois filmes dele que gostei bastante e, acreditem, foram ainda mais difíceis de entender e interpretar: A Estrada Perdida (1997) e Cidade dos Sonhos (“Mulholland Drive”, 2001). Essa temática foi tratada em muitos filmes, mas poucos deram essa profundidade metafórica e criativa que Villeneuve e Lynch conseguiram.
Com muita metáfora, mas também bastante normal em termos de situações que qualquer um poderia enfrentar, o filme pode nos confundir a ponto de demorarmos a perceber a intenção da trama, em algum ponto podemos confundir qual dos dois personagens está na cena em questão, embora na maioria das vezes o diretor faz questão de mostrar quem está ali. Pela personalidade forte e até óbvia de cada um, vamos acompanhando bem as cenas, mas para chegar a uma explicação, inclusive depois do desfecho, não posso garantir que seja para todos. Neste ponto, o site Cinedica revelou uma explicação embasada, mas não li a obra para saber se está de acordo. Reproduzo no final dessa postagem.
Seriam gêmeos perdidos? Um erro de Deus ao criar a mesma pessoa duas vezes em contextos diferentes no mundo? A mesma pessoa com alucinação ou esquizofrenia? E que tal um clone ou até o encontro com o seu duplo de outra dimensão paralela? E que tal uma viagem no tempo permitindo o encontro dos dois? Independente da ansiedade em desvendar este mistério, já é por si só interessante presenciar as cenas de interação entre os dois e a transformação que vão passando a medida que o clímax se aproxima. Detalhes como a chave, os sonhos, as aranhas e o papel relevante dos personagens coadjuvantes são utilizados para dar mais pistas, conteúdo e coesão com a proposta do escritor ou diretor. Também temos frases que se encaixam com a proposta, tais como “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” ou “O caos é uma ordem por decifrar”, assim como a trilha sonora densa e a fotografia com um visual bem trabalhado da cidade.
Adam e Anthony, ao se deparar com esta realidade duplicada, mostrarão seus desejos por respostas, seus conflitos e suas ações surpreendentes, diante de respostas que não são simples. Chegam a ser quase como inimigos, quando claramente percebemos que ambos estão insatisfeitos com sua vida e isso vai influir em suas ações independente do impacto no outro. Mas isto é só uma entra as várias dimensões desta teia de aranha criada por Saramago e Villeneuve.
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Fontes:
SPOILER – Explicação no site Cinedica:
A história acompanha Adam, um professor que vive em uma monótona rotina. Tudo muda quando ele recebe uma indicação de filme de um colega de trabalho. O homem acaba alugando o filme e o assiste, descobrindo algo curioso na fita. Um dos atores era idêntico a ele. Assustado e ao mesmo tempo curioso, Adam busca pelo homem na internet e descobre seu nome, Anthony, e sua curiosidade o faz procurar o ator.
Esse encontro entre os dois cria um verdadeiro caos. E essa tempestade surge na verdade dentro da cabeça do próprio Adam. Nunca houve dois deles, Anthony na realidade não existe, mas representa o lado mau de Adam, que possui um emprego estável, e mesmo com alguns problemas (como sua mania por controle), ele era um homem bom. Ao contrário de Anthony, o lado ruim do homem que insistia na carreira de ator, mesmo depois dela não ter dado certo, e tinha uma compulsão por sexo além de um medo enorme por compromisso, o que o fazia trair sua companheira.
Portanto, no momento em que Adam descobre da existência do ator (que era ele mesmo), ele tem seus dois lados duelando dentro de sua própria mente. E fica nítido que ele sofria de algum distúrbio psicológico. O final, chocante e surpreendente, vem através daquela enorme aranha mostrar que após Adam ter se livrado de seu lado mau, no acidente fictício em sua mente, e ter encontrado a chave para o clube de sexo, todo o processo estava se repetindo, como ele mesmo cita no início do filme, em uma aula (que as coisas são um ciclo e se repetem duas vezes… a primeira vez é uma tragédia e a segunda uma farsa cômica). Então após abrir a carta, com a chave dentro, Adam volta a cair na tentação de trair a mulher, por medo de comprometimento com ela e com a família que eles estavam gerando. E a aranha que surge no final, representa simbologicamente o sexo feminino, sendo a esposa dele a que surge no quarto. E a esposa, assim como a aranha na cena inicial que esta prestes a ser esmagada, temia ser esmagada pelo marido, temia que seu relacionamento fosse esmagado.
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Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. Dois Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado. Dirigido e escrito por Afonso Poyart.

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