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É uma história de aceitação, sucesso e superação, sobrevivência nesse mundo onde mais atores surgiam e as produtoras sempre estavam ambiciosas. Mas também é uma história de amizade entre os dois protagonistas, um sendo o pilar de sustentação do outro na frente e por trás das câmeras. Genial colocar um ator e seu dublê para representar essas personas. E nem preciso dizer que Leonardo DiCaprio e Brad Pitt dão um show e seus personagens possuem uma sinergia adequada para o filme.

Você respira cinema durante toda a trama ao ser apresentado a termos como 16mm, 35mm (formato ou bitola cinematográfica), locais onde tem escrito cinerama, Cine Drive-in e todo um conteúdo de filmes e celebridades da época, alguns podendo passar desapercebidos. Vou citar poucos casos que percebi aqui e se preferir descobrir sozinho, pule o resto desse parágrafo. Vamos lá! Temos um cartaz de Assim Caminha a Humanidade (1956) e de Tora! Tora! Tora! (1970), temos famosos introduzidos aos poucos, como Roman Polanski e Steve McQueen (o Damian Lewis interpretando foi ótimo e eles são realmente parecidos) e cenários em estúdio cinematográfico. De forma mais explícita temos o filme Arma Secreta contra Matt Helm (The Wrecking Crew, 1969) que teve participação da Sharon Tate. E ainda tem o personagem do Bruce Lee que ficou muito bom com seus conhecidos trejeitos. Para ter ainda mais a cara do Tarantino no filme, existe uma sequência abordando os filmes de faroeste espaguete, que tiveram produção quase sempre italiana, dos quais ele é fã.

Como a brutalidade dos hippies da família Manson marcou muito essa época, por conta do episódio que atingiu família e amigos de Roman Polanski, inclusive a Sharon Tate, Tarantino explora bem essa questão e brinca com nossa angustia por sabermos o que aconteceu de fato. Ele vai nos preparando com genialidade até o clímax.

Acredito que tenha sido um dos melhores finais possíveis para essa trama, o que me fez sair da sala de cinema e desse mundo tão imersivo e interessante, tão real e tão imaginário, criado por Tarantino, bem satisfeito!

Tags Relacionadas Brad Pitt, crítica Era uma Vez em Hollywood, Era uma Vez em Hollywood, filmes Tarantino, Leonardo DiCaprio, Quentin Tarantino, resneha Era uma Vez em Hollywood, Tarantino
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