Viver (“Ikiru”, Japão, 1952)
Eu indico Ikiru (Japão, 1952) Kanji Watanabe, um idoso burocrata
Eu indico Ikiru (Japão, 1952) Kanji Watanabe, um idoso burocrata
Eu indico Our Hospitality (EUA, 1923) Por volta de 1830,
Tarantino nos joga na Hollywood do final da década de 1960 num filme que é muitas coisas, inclusive um filme pessoal, pois nesta época ele tinha 6 anos de idade e já admirava a Hollywood que enxergava.

Tolerância (Brasil, 2000)
O diretor gaúcho Carlos Gerbase pertenceu à Casa de Cinema de Porto Alegre, a empresa que contém nomes como Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, entre outros cineastas brasileiros importantes. Em 2011, juntamente com Luciana Tomasi, criou a produtora Prana Filmes. É também professor de cinema na PUCRS, escritor e músico, tendo sido membro da banda Replicantes. Com um roteiro inteligente e criativo, o diretor nos presenteia com esta ótima produção nacional.
No filme, o casal de protagonistas é interpretado por Roberto Bontempo e Maitê Proença, ambos excelentes em suas atuações, sendo que o primeiro levou o Prêmio Lente de Cristal de Melhor Ator, no Festival do Cinema Brasileiro de Miami, EUA. Maitê Proença não fica para trás e, obviamente, está linda.
Existem três boas características neste filme. Uma delas é a forma como tratou a temática de relacionamento flexível, onde o casal se permite, em algum momento, ter outras relações. A regra é não mentir, mas claro que isso pode gerar consequências na relação e, neste caso, situações interessantes e surpreendentes. Pitadas de sensualidade e sedução se misturam a esse aspecto principal do filme pois, apesar de sua vida normal, em família, o casal tende a praticar esse “acordo” de alguma forma.
O segundo ponto que chama a atenção é a vertente do suspense, pois se trata de uma trama bem elaborada, com reviravoltas e um final bem criativo, no nível de alguns dos melhores filmes com gênero suspense ou policial americanos.
E o terceiro é a abordagem de temas diversos e interessantes, que servem como uma trama paralela, como a questão agrária que envolve a advogada e seu cliente, assim como os conflitos vividos pelo casal de protagonistas: ela, uma advogada que acabou cedendo à realidade e agindo de forma a convencer o júri e ganhar a causa de qualquer forma, mesmo tendo sido uma ativista quando jovem; ele, jornalista, acabou tendo que trabalhar numa revista para homens, vivendo em contato visual com imagens de corpos nus femininos, sendo que na década de 70 sonhava em fazer imagens que mudariam o mundo. A realidade, o nascimento da filha e o mundo mudou tudo.
Júlio (Roberto Bontempo) confessa para a esposa Márcia (Maitê Proença) que gostaria de ir para a cama com uma mulher que conheceu. Ele se comunica com ela pela Internet e o processo de sedução chega a um ponto intolerável. A esposa, cansada de mentir no tribunal, deseja ser sincera em casa e confessa que foi para a cama com outro homem, um cliente dela. Cada um terá que exercitar a sua tolerância, principalmente quando Júlio começa a ser seduzido pela amiga da filha. A garota é nova e bonita e ele a deseja muito. A partir disso a trama vai mostrar as mudanças na vida dos personagens e a tolerância de cada um será testada.
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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Gerbase
http://www.terra.com.br/cinema/drama/tolerancia.htm
http://www.70anosdecinema.pro.br/764-TOLERANCIA_(2000)
[…] dirigido por Glauber Rocha – Terra em Transe (1967): também por Glauber Rocha – Tolerância (2000): uma trama bem elaborada com uma boa pitada sexual – Eu Tu Eles (2000) – Bicho […]