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Dirigido por Jake Kasdan, o filme vai na carona da empolgante música do Guns N’ Roses, “Welcome to the jungle”, usada também no subtítulo do filme, assim somos inseridos na terra de Jumanji, com florestas densas e criaturas perigosas, além dos inimigos humanos. A diversidade ecológica se mistura à diversidade dos personagens, sendo assim o roteiro acerta um pouco em investir na questão da diversidade na medida em que junta um nerd, uma patricinha que adora exposição, um jogador de futebol popular que não estuda e uma menina estranha e tímida. Temos um confronto de personalidades nessa convivência a qual são submetidos e, somente quando aceitam as diferenças um do outro e passam a se ajudar, dando dicas, inclusive banais, é que eles conseguem avançar no jogo e criar uma sinergia e amizade entre si.

Mas o filme falha justamente onde deveria ser divertido e criativo, as missões do jogo poderiam ser melhor pensadas e apresentadas, são poucas e sem originalidade e perde-se onde o original acertou muito. Assim também nos deparamos com fracas piadas que quase levam o filme por água abaixo se não fosse o talento de atores veteranos, pois ainda assim é divertido ver Dwayne Johnson, Kevin Hart e Jack Black contracenando, além da Karen Gillan que está muito bem no meio deles (ela interpretou a Nebula em Guardiões da Galáxia). É um passatempo legal ver novamente Dwayne e Kevin mesmo com uma interação parecida com o último papel deles juntos (Um espião e meio, de 2016) e mais ainda na ideia acertada de colocar o Jack Black para interpretar uma garota no corpo de um homem com a aparência do Jack Black! Ele mostra um feminismo com uma naturalidade nata. São as piadas que mexem com o físico e charme de Dwayne, as atrapalhadas e falta de sorte de Kevin e essa situação de Jack Black que fazem o filme ter mérito.

O próximo parágrafo contém um pequeno spoiler!

Ao mesmo tempo em que é uma continuação do filme Jumanji de 1995, este também é um remake pois remodela a estrutura do original, dando uma modernizada na fórmula. Ao escutar o barulho dos tambores e mostrar o tabuleiro do filme original, nos vem uma lembrança maravilhosa do filme de 1995 e da presença impecável de Robin Williams. Seria demais este novo filme superar a magia, originalidade e grandeza do primeiro, nem devemos esperar por isso. Temos também, num dado momento, uma referência ao personagem Alan Parrish (de Robin Williams) na cena onde Alex (Nick Jonas) está na morada que Alan construiu no meio da floresta e cita este último.

Jumanji (1995)

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