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Todos os filmes de Clint Eastwood são especiais. Como diretor ele é cuidadoso e merece muito respeito, assim vamos venerar também seu novo filme, A Mula (2018), que estreia na próxima quinta nos cinemas, tendo ele mesmo como ator principal. É inspirador ver que aos 88 anos de idade ele entregando mais um filme bacana e ainda no papel principal mostrando ser um excelente ator.

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Atômica (2017)
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Atômica (2017)

A proposta é comum: espionagem, Guerra Fria, não confie em ninguém. Contudo, o enredo consegue ser atraente, a história se desenrola muito bem no roteiro de Kurt Johnstead e as cenas de ação são sensacionais e brutais, sendo postas no filme junto com músicas famosas dos anos 80 e 90. Afinal, o filme se passa em 1989, nessa transição entre duas décadas importantes na história. Os diálogos discutem de forma interessante a Guerra Fria e como os espiões foram importantes para evitar que essa guerra tomasse proporções catastróficas e estourasse como o efeito de uma bomba atômica. Mas bombástica no filme mesmo é a Charlize Theron, sua personagem é encaixada com facilidade nesse cenário onde a sobrevivência é constantemente ameaçada.

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Bohemian Rhapsody (2018)

Bohemian Rhapsody (EUA, 2018)

Finalmente um dos dramas biográficos mais esperados do cinema! A respeito do artista Freddie Mercury e da banda Queen, Bryan Singer faz bonito demais e celebra de forma emocionante a trajetória da banda, tendo o Freddie Mercury como principal na história. Ao que me pareceu – sou pouco conhecedor da banda – o filme representa muito da realidade do artista e do Queen: eles desafiando estereótipos, criando uma interação fantástica com o público durante o show (o efeito da música “We Will Rock You” é isso e é universal) e até misturando estilos numa só, inclusive com ópera, como ocorre com a música título do filme. Aliás, o processo de criação, escrita e gravação de algumas canções ocupa algumas passagens no filme, tendo como momento principal o processo para “Bohemian Rhapsody”, embora tenha outras como “Love of My Life”, que Freddie Mercury dedicou ao amor de sua vida e sua melhor amiga, a vendedora de roupas Mary Austin, também presente no filme.

Rami Malek é o ator do ano! O cara está tão bom que chega a assustar. Ele canta em algumas cenas, mas é no grande palco que se torna a encarnação de Freddie Mercury, principalmente no clímax do filme, cantando ou dublando e se mexendo daquele jeito, com toda a performance do artista a ponto de chegarmos a acreditar que estamos assistindo a um show do Queen no telão, para só depois despertarmos e percebermos que é uma encenação. O Oscar que não esqueça dele! Apesar do grande concorrente Bradley Cooper – também excelente em Nasce Uma Estrela – Rami Malek se afirma como grande astro do cinema após já ter se mostrado bem no papel principal da série Mr. Robot. Sua presença mostra um Freddie talentoso, com uma vida meio exagerada, em alguns momentos irresponsável, mas bem humanizado em sua ligação com a família, os amigos da banda e sua primeira companheira Mary Austin, tendo assim o lado íntimo dele e até a tristeza em ter que encarar a doença que levou ao seu falecimento em 1991. E não vamos esquecer dos atores que fazem o resto da banda, eles estão ótimos!

Algumas cenas possuem fortes emoções principalmente por sabermos que ocorreram na vida real, como a apresentação no Rio de Janeiro na qual Freddie Mercury se surpreende quando o público canta alto “Love of My Life”. Mais emocionante ainda é a cena da apresentação no Live Aid, onde Mercury, já enfrentando a doença fatal, comanda a banda em uma das maiores apresentações da história do rock.

Já na abertura da 20th Century Fox, a música padrão é tocada numa guitarra e isso já dá uma ideia de que teremos muita música boa. É um filme para causar fortes emoções aos fãs da banda, que acredito farão uma análise positiva, até porquê não deixa de ter grandes shows do Queen, homenagem singela a sua trajetória e as relações entre os integrantes que se comportavam como uma família, um verdadeiro time, todos participando dos bons e maus momentos e contribuindo com as ideais, letras e canções. Mostra bem como eles se consideravam inspiradores para os desajustados, sonhadores e amantes do rock. Também serve para quem pouco conhece sua história, já que aprofunda a parte íntima do vocalista ao mesmo tempo em que mostra a criação e ascensão de uma das bandas mais amadas do planeta.

“Quando sei que o público está me ouvindo, quando percebo que os capturei, eu não poderia desafinar nem se quisesse”
Freddie Mercury

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