Inverno da Alma (“Winter’s Bone”, EUA, 2010)
Eu indico Winter’s Bone (EUA, 2010) Ree Dolly (Jennifer Lawrence),
Eu indico Winter’s Bone (EUA, 2010) Ree Dolly (Jennifer Lawrence),
Eu indico Wicker Park (EUA, 2004) Matthew (Josh Hartnett) é

The Favourite (2018)
Estamos na época das grandes premiações e este filme tem ficado em destaque, com mérito. O diretor grego Yorgos Lanthimos já trouxe outras produções fortes e criativas que incomodaram e conquistaram muitos espectadores, como O Lagosta (2015) e O Sacrifício do Cervo Sagrado (2017). Agora ele nos mergulha nos bastidores da realeza britânica neste drama de época que se passa no século XVIII. Aqui também ele nos deixa intrigados e muitas vezes inertes defronte a tela.
A guerra contra a França deixa a realeza britânica preocupada e isso reflete também nas atitudes da rainha Anne (Olivia Colman), que está em foco nesta trama. Imagine então Rachel Weisz e Emma Stone numa luta pela atenção da rainha, já que ambas querem ser a favorita. A disputa vira uma guerra entre as duas com boas reviravoltas, misturando bajulação, manipulação e sedução, inteligência e intrigas. A primeira faz uma personagem fria e estrategista, daquelas que tratam a criadagem com crueldade. A segunda vai se revelando aos poucos como mais uma usurpadora fria e calculista. Assim, com maestria o diretor inverte a nossa empatia para com as personagens enquanto elas invertem a posição perante a realeza.
“Às vezes, uma dama precisa se divertir”
Com tudo isso, quem surpreende mesmo é a própria rainha, insegura, pressionada pela iminente guerra, piorando seu estado de saúde física e mental, com tendências homossexuais e manias. Olivia Colman tem a sua melhor atuação e provavelmente é a maior atriz do ano, mesmo contracenando com as outras duas que são bem populares e já possuem sua cota de premiações. A rainha Anne é histérica e ao mesmo tempo carente, abusa do poder e demostra várias manias (um exemplo é a criação de coelhos no próprio quarto real como se fossem seus filhos, algo que vai se conectar com o passado dela num dos momentos onde podemos sentir pena da personagem). Colman tem o papel mais difícil no filme e, junto com as outras duas gigantes, existe uma disputa de quem de fato é principal e quem é coadjuvante.
“E se eu dormir e escorregar?”
Numa divisão em capítulos com frases norteadoras que vão aparecer nas cenas, o diretor mergulha a gente no lado mais podre da realeza, com extravagâncias suficientes para gerar aversão, passando para uma decadência de seus personagens, juntando com uma trilha sonora de batidas incessantes e piano inquietante (típico do diretor). O humor é ácido, sarcástico, numa trama bem bolada com muita política.
Um agente temporal (Ethan Hawke) trabalha para uma organização secreta que procura criminosos e os captura antes que eles cometam o delito. Após anos de trabalho, ele encara sua última missão antes de se aposentar: capturar um criminoso responsável por grandes atentados, sendo um em 1975, deixando mais de 11 mil mortos em Nova York. Dirigido por Michael e Peter Spierig.
Este filme foi ousado em reinventar uma das cenas mais fortes do livro (e do primeiro filme), que envolve a primeira catástrofe para a família. Isso ficou interessante e manteve a lógica. Outro ponto positivo foi a atuação de John Lithgow como o velho Jud Crandall, personagem chave com garantia de grandes momentos em tela graças ao ator consagrado. A garotinha Ellie, interpretada pela Jeté Laurence, também está boa no papel. Uma das cenas mais legais envolve os dois, é pesada e bem parecida com a cena do livro. Boa sorte!
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