Paul
Eu indico Paul (EUA / Reino Unido, 2011) Após saírem
Eu indico L’illusionniste (França, 2010) Animação que conta a história
A jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila entre escola, paqueras e passeios no lago. Após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Enquanto vive o dilema de carregar a sina ou passá-la adiante, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la e não são vistas por mais ninguém. Dirigido por David Robert Mitchell.

Goodnight Mommy (Ich seh, Ich seh, Áustria, 2015)
No calor do verão, uma casa isolada no campo, entre bosques e campos de milho. Gêmeos de dez anos de idade esperam por sua mãe. Quando ela volta, com a cabeça envolta em ataduras após uma cirurgia plástica, nada é como era antes. Severa e distante, ela fecha a família para o mundo exterior. Começando a duvidar que esta mulher é realmente sua mãe, os meninos estão determinados a encontrar a verdade de qualquer maneira. Dirigido por Severin Fiala e Veronika Franz.
Elias e Lukas:
Eu, brasileiro, tive a oportunidade de escolher somente um filme para assistir em Nova York, queria muito conhecer algum espaço de cinema nos EUA. Escolhi o Elinor Bunin Munroe Film Center, no Lincoln Center, em Manhattan, que é tipo sala de arte, passando filmes estrangeiros. Dessa forma, apesar da língua falada no filme escolhido ser a alemã, as legendas em inglês foram suficientes para entendimento pleno… e a escolha do filme foi certeira.
Há quem diga que este é o filme de terror mais assustador do ano. Na verdade, o filme alterna entre o drama e o suspense, inclusive trás à tona uma boa discussão sobre relacionamentos familiares e a importância de cuidar bem dos filhos após a ocorrência de um trauma. A Áustria anunciou que este será o seu representante para o Oscar 2016 de Melhor Filme Estrangeiro. Só espero que passe logo pelas salas do cinema nacional, pois merece muito ser assistido.
Na trama, mãe e dois filhos (gêmeos) estão isolados numa residência em meio a árvores e plantações de milho. Ela sofreu uma cirurgia plástica no rosto, sua aparência coberta de ataduras dá um ar assustador e seu comportamento com os filhos parece severo e questionável. Então, a relação entre eles vai ficando cada vez mais tensa. Alguns fatos recentes observados pelos garotos faz com que eles suspeitem se de fato ela é sua mãe verdadeira. Daí em diante não dá para contar, só deixar o registro de que a trama fica carregada de mistério, suspense, expectativas sobre a verdade e, claro, cenas bem fortes.
O elenco é formado por Susanne Wuest, Elias Schwarz e Lukas Schwarz. Ela simplesmente é chamada sempre de “mãe” (mommy), então não sabemos o seu nome e essa deve ser uma forma que os diretores encontraram para universalizar o papel de mãe. Os garotos emprestaram o seu primeiro nome de verdade para os personagens (os atores se chamam Elias e Lukas mesmo).
O filme é carregado de mistério, os cineastas decidiram disponibilizar poucas explicações durante a trama, nos deixando somente ser levados pelas cenas. Um ponto muito forte é a fotografia, quanto mais com grandes paisagens da floresta e da própria casa que é um espetáculo. Mas o ponto de maior destaque é a forma como foi transportada para as telas essa discussão sobre a relação familiar, as consequências de desentendimentos e desconfianças – muitas vezes como reação após um trauma – e a agressividade resultante dessa desconfiança, quanto mais num ambiente isolado. A dupla Severin Fiala e Veronika Franz mistura tudo isso com algumas cenas que se aproximam do macabro. Como os dois garotos e a mãe precisam conviver quase o tempo inteiro juntos, ficamos sempre na expectativa de como um vai tratar ou reagir a uma ação do outro.
Aguarde um final impactante e difícil de ser previamente descoberto, apesar de que existem algumas pistas durante a trama, assim como outras que são estratégias para nos confundir um pouco. Particularmente, gosto muito de ser surpreendido pelos finais dos filmes, o que foi o caso.
Depois que Brian e Mia se aposentaram, e o resto da equipe foi exonerado, Dom e Letty estão em lua de mel e levam uma vida pacata e completamente normal. Mas a adrenalina do passado acaba voltando com tudo quando uma mulher misteriosa faz com que Dom retorne ao mundo do crime e da velocidade. Dirigido por F. Gary Gray.
Durante um jantar, oito amigos começam a falar sobre a proximidade de um cometa, e sobre os rumores de que a passagem deste é capaz de trazer mudanças graves no comportamento das pessoas. Logo após a discussão, a luz acaba e estranhos fenômenos começam a acontecer com os convidados, questionando a noção de realidade. Dirigido por James Ward Byrkit.
[…] este ano foi fraco em relação a filmes de terror. Poucas exceções como este filme e o excelente Goodnight Mommy (Áustria, 2015) devem salvar o […]