L’Apollonide: Os Amores da Casa de Tolerância
Eu indico L’Apollonide: Souvenirs de la Maison Close (França, 2011)
Eu indico L’Apollonide: Souvenirs de la Maison Close (França, 2011)
Na beira do rio Han, mora uma família dona de uma barraquinha de comida. O filho mais velho, Hee-bong, tem 40 anos, mas é um tanto imaturo; a filha do meio é arqueira do time olímpico coreano; e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina mais nova, filha de Hee-bong, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia, surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a menina. A família então decide enfrentar o monstro em busca da menina. Dirigido por Bong Joon-ho.
Às vésperas do feriado da semana santa, Eu & A Telona selecionou cinco filmes importantes. Alguns épicos, bíblicos e até clássicos, que podem preencher o seu final de semana santa de alegria, mesmo que você não seja religioso, cristão ou o que seja, afinal são grandes produções e podem agradar a maioria.

Goodnight Mommy (Ich seh, Ich seh, Áustria, 2015)
No calor do verão, uma casa isolada no campo, entre bosques e campos de milho. Gêmeos de dez anos de idade esperam por sua mãe. Quando ela volta, com a cabeça envolta em ataduras após uma cirurgia plástica, nada é como era antes. Severa e distante, ela fecha a família para o mundo exterior. Começando a duvidar que esta mulher é realmente sua mãe, os meninos estão determinados a encontrar a verdade de qualquer maneira. Dirigido por Severin Fiala e Veronika Franz.
Elias e Lukas:
Eu, brasileiro, tive a oportunidade de escolher somente um filme para assistir em Nova York, queria muito conhecer algum espaço de cinema nos EUA. Escolhi o Elinor Bunin Munroe Film Center, no Lincoln Center, em Manhattan, que é tipo sala de arte, passando filmes estrangeiros. Dessa forma, apesar da língua falada no filme escolhido ser a alemã, as legendas em inglês foram suficientes para entendimento pleno… e a escolha do filme foi certeira.
Há quem diga que este é o filme de terror mais assustador do ano. Na verdade, o filme alterna entre o drama e o suspense, inclusive trás à tona uma boa discussão sobre relacionamentos familiares e a importância de cuidar bem dos filhos após a ocorrência de um trauma. A Áustria anunciou que este será o seu representante para o Oscar 2016 de Melhor Filme Estrangeiro. Só espero que passe logo pelas salas do cinema nacional, pois merece muito ser assistido.
Na trama, mãe e dois filhos (gêmeos) estão isolados numa residência em meio a árvores e plantações de milho. Ela sofreu uma cirurgia plástica no rosto, sua aparência coberta de ataduras dá um ar assustador e seu comportamento com os filhos parece severo e questionável. Então, a relação entre eles vai ficando cada vez mais tensa. Alguns fatos recentes observados pelos garotos faz com que eles suspeitem se de fato ela é sua mãe verdadeira. Daí em diante não dá para contar, só deixar o registro de que a trama fica carregada de mistério, suspense, expectativas sobre a verdade e, claro, cenas bem fortes.
O elenco é formado por Susanne Wuest, Elias Schwarz e Lukas Schwarz. Ela simplesmente é chamada sempre de “mãe” (mommy), então não sabemos o seu nome e essa deve ser uma forma que os diretores encontraram para universalizar o papel de mãe. Os garotos emprestaram o seu primeiro nome de verdade para os personagens (os atores se chamam Elias e Lukas mesmo).
O filme é carregado de mistério, os cineastas decidiram disponibilizar poucas explicações durante a trama, nos deixando somente ser levados pelas cenas. Um ponto muito forte é a fotografia, quanto mais com grandes paisagens da floresta e da própria casa que é um espetáculo. Mas o ponto de maior destaque é a forma como foi transportada para as telas essa discussão sobre a relação familiar, as consequências de desentendimentos e desconfianças – muitas vezes como reação após um trauma – e a agressividade resultante dessa desconfiança, quanto mais num ambiente isolado. A dupla Severin Fiala e Veronika Franz mistura tudo isso com algumas cenas que se aproximam do macabro. Como os dois garotos e a mãe precisam conviver quase o tempo inteiro juntos, ficamos sempre na expectativa de como um vai tratar ou reagir a uma ação do outro.
Aguarde um final impactante e difícil de ser previamente descoberto, apesar de que existem algumas pistas durante a trama, assim como outras que são estratégias para nos confundir um pouco. Particularmente, gosto muito de ser surpreendido pelos finais dos filmes, o que foi o caso.
Louise Banks é uma linguista convocada pelo governo americano para um grande desafio incomum: dialogar com alienígenas de uma das doze naves que pousaram no planeta terra. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade. Dirigido por Denis Villeneuve.
O terror de verdade não precisa de monstros, sanguinolência, sustos sucessivos... precisa causar medo, causar frio na espinha, tensão, arrepio, suspense. James Wan acerta na dose e no estilo, agradando aos fãs do gênero (e também a quem não é).
O trabalho mais recente do Chris Tex demonstra vanguardismo e amplifica a aceitação de produções cinematográficas brasileiras atípicas, tanto no âmbito do cinema nacional quanto internacional. O curta de ficção Sayonara entrega mistério, ação, suspense e discute xenofobia e violência. Sendo assim, vamos discorrer mais a respeito de Sayonara, curta nacional de Chris Tex e o início de sua carreira internacional.
[…] este ano foi fraco em relação a filmes de terror. Poucas exceções como este filme e o excelente Goodnight Mommy (Áustria, 2015) devem salvar o […]