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Dicas para aproveitar de verdade o Festival de Cinema de Gramado
Cult Drama Favoritos Filmes

Dicas para aproveitar de verdade o Festival de Cinema de Gramado

Você é daqueles que ama cinema e pretende viajar a Gramado na época do Festival de Cinema? A maioria das pessoas aparece na área do Festival somente para ver as celebridades passando pelo tapete vermelho, nem chegam a andar pelo tapete ou assistir aos filmes, mas eu acho isso tão pouco dentro do que se pode aproveitar. Então, se você é como eu, aproveite essas dicas de uma pessoa que compareceu a dois festivais em Gramado.

Cult Drama Favoritos Filmes

O Abutre (Nightcrawler, EUA, 2014)

Eu indico Nightcrawler (EUA, 2014) Enfrentando dificuldades para conseguir um

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A Forma da Água (2017)
Cult Drama Favoritos Filmes

A Forma da Água (2017)

Em meio aos grandes conflitos políticos e bélicos e as grandes transformações sociais ocorridas nos Estados Unidos, Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, conhece e se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa no local. Para elaborar um arriscado plano de fuga ela recorre a um vizinho (Richard Jenkins) e à colega de trabalho Zelda (Octavia Spencer). Escrito e dirigido por Guillermo del Toro.

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Mommy (Canadá, 2014)

Mommy (Canadá, 2014)

Canadá, ano de 2015. Diane Després (Anne Dorval) é surpreendida com a notícia de que seu filho, Steve (Antoine-Olivier Pilon), foi expulso do reformatório onde vive por ter incendiado a cafeteria local e, com isso, provocado queimaduras de terceiro grau em um garoto. Os dois voltam a morar juntos, mas Diane enfrenta dificuldades devido à hiperatividade de Steve, que muitas vezes o torna agressivo. Os dois apenas conseguem encontrar um certo equilíbrio quando a vizinha Kyla (Suzanne Clément) entra na vida de ambos. Dirigido por Xavier Dolan.

Wonderwall:

Se eu pudesse decidir pelos indicados ao próximo Oscar de filme estrangeiro, com certeza este estaria na frente. Premiado pelo júri no último Festival de Cannes, o jovem diretor Xavier Dolan, com 25 anos de idade, assume a direção, roteiro, produção, edição e cuida do figurino, com uma temática séria e realista, e ainda introduzindo certa ficção, já que o filme se passa num futuro próximo, só que bem próximo (em 2015), no qual a lei canadense permite que os pais, em caso de problemas com os filhos, possam livremente interná-los em hospitais públicos, sem burocracia. Essa é a premissa para mostrar a conturbada relação de Diane Després (Anne Dorval), mãe solteira, com seu filho Steve (Antoine-Olivier Pilon), este último com forte distúrbio comportamental, denominado TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), um personagem que vai nos preocupar e até nos divertir. A relação entre eles começa a melhorar quando conhecem a vizinha, professora, Kyla (Suzanne Clément) que, apesar de dar um equilíbrio aos dois, não consegue um equilíbrio dentro da própria casa. Sabemos que a lei está vigente e acompanhamos a relação entre mãe e filho, então o expectador atento vai ficar na expectativa sobre as decisões da mãe.

As interpretações realistas e intensas dos três atores principais é um ponto alto do filme, mas existe uma particularidade neste que, além de original, ficou muito bem encaixada na proposta: o formato de tela. Expectadores desatentos ou pouco informados vão reclamar de alguma falha na projeção (ocorreu na sessão de cinema na qual estive). O diretor decidiu utilizar o formato 1:1, tela quadrada, quando estamos acostumados com a tela retangular. Dessa forma, podemos nos sentir um pouco desconfortáveis, com sensação de aperto, entretanto esse artifício foi proposital, é só assistir para conferir (para quem precisar, ou não tiver a oportunidade de assistir, confira o SPOILER sobre a tela, mais abaixo).

A trilha sonora, passando por Dido, Oasis, Counting Crows e Beck, é fantástica, ainda mais quando aparece “On Ne Change Pas” (“Nós Não Mudamos”, cantada por Celine Dion) interpretada numa cena pelos três personagens, de forma divertida, em seu ambiente particular, esquecendo o resto do mundo que, como dito por Diane Després, é um mundo com pouca esperança e expectativas ruins.

A tela e a música “Wonderwall” do Oasis – SPOILER:

O formato da tela muda no decorrer da história, em momentos diferentes, representando a sensação de liberdade, felicidade ou leveza que os personagens sentem naquele instante. Particularmente, a primeira cena na qual a tela estica é fenomenal, até porque ocorre ao som de “Wonderwall” do Oasis, umas das minhas músicas preferidas. A forma como a tela abre é como se fosse forçada pelo personagem Steve, quando este abre os braços “empurrando” a imagem da tela. Para personagens que possuem uma difícil realidade, a tela abre em momentos de grandes esperanças, sonhos e melhores expectativas. Bem original e no momento certo, gerando uma sensação de agradável surpresa em expectadores apaixonados.

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Fontes:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-223002/criticas-adorocinema/
http://odia.ig.com.br/diversao/2014-12-11/ricardo-cota-em-cartaz-um-dos-melhores-filmes-do-ano-mommy.html

Tags Relacionadas Cannes, crítica, Oasis, Olivier Pilon, resenha, Wonderwall, Xavier Dolan
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