Search

Você pode gostar disso:

angelmoney
Ritmo Louco (“Swing Time”, EUA, 1936)
Drama Favoritos Filmes Nacional

Ritmo Louco (“Swing Time”, EUA, 1936)

O casal de atores Fred Astaire e Ginger Rogers, que dançam e cantam em seus filmes, mantiveram uma longa parceria no cinema. Ritmo Louco foi o sexto filme com o casal, contendo cenas de dança sensacionais, ao estilo sapateado, entre outros. Um dançarino e apostador viaja a Nova York para levantar a quantia necessária para poder se casar com sua noiva. Chegando lá, ele acaba se envolvendo com uma bela dançarina novata. Dirigido por George Stevens.

Drama Favoritos Filmes Nacional

Vidas ao Vento (“Kaze Tachinu”, Japão, 2014)

Eu indico Kaze Tachinu (Japão, 2014) Jiro Horikoshi vive em

coolangelconfusedcryingmoney
Footloose: Ritmo Louco (EUA, 1984 e 2011)
Drama Favoritos Filmes Nacional

Footloose: Ritmo Louco (EUA, 1984 e 2011)

Ren McCormick é um rapaz criado na cidade grande que se muda para uma cidade pequena do interior. Disposto a organizar um baile de formatura, Ren acaba descobrindo que dançar não é permitido na cidade. Apaixonado por música, Ren decide lutar pela restauração da dança na cidade e, em meio a isso, acaba conquistando o coração de Ariel Moore. Entretanto, Ariel é a filha do conservador reverendo Shaw Moore, responsável pelo banimento da dança na cidade, em virtude da morte de seu filho. A versão original (1984) foi dirigida por Herbert Ross e a versão de 2011 por Craig Brewer.

cryingstarsecret

O Som ao Redor (Brasil, 2012)

O Som ao Redor (Brasil, 2012)

A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul de Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia (Maeve Jinkings) tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. Roteiro e direção de Kleber Mendonça Filho.

Tantos sons a volta:

O Som ao Redor é um dos melhores filmes nacionais já feito, apontado por diversos críticos como excelente, inclusive por A. O. Scott, do jornal The New York Times, como “um dos 10 melhores filmes do mundo realizados em 2012”. Caetano Veloso, em sua coluna no jornal O Globo, classificou-o como “um dos melhores filmes feitos recentemente no mundo”. Como esperado, recebeu muitas premiações de melhor filme; por exemplo, no Festival de Gramado, Festival do Rio, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival de Nova York, Festival da Polônia, entre outros. É o primeiro longa do diretor Kleber Mendonça Filho, que já havia dirigido o documentário “Crítico” (2008).

O cenário onde ocorre a narrativa é Recife, em um bairro da classe média que vive um momento em que uma equipe particular de segurança aparece oferendo seus serviços. Acompanhando o cotidiano e relacionamentos dessa vizinhança, após a chegada dessa milícia, o filme vai mostrando a rotina e reação das pessoas. Além disso, uma certa atmosfera no ar pode dar indícios de que, a qualquer momento, algo pode acontecer, não perdendo assim o suspense para uma narrativa mais lenta e mostrando como a vida é imprevisível e como todos podemos sair da zona de conforto de forma inesperada.

O filme tem muitos destaques, e um deles, claramente, é o som. Utilizado nos mais diferentes contextos, inclusive ao extremo, seja para gerar barulho e incomodar os personagens e o espectador, seja a sua ausência total, cansando apatia. O ausência do som é quase inexistente, mostrando a poluição sonora da cidade grande, em contraste com o interior que chega a ser mostrado em uma das cenas. De forma criativa e sem perder o padrão do realismo mantido na trama, somos influenciados por cada som que aparece, inclusive para criar tensão e dúvidas sobre o que de fato originou determinado som. E a interpretação a partir de cada som nos remete a vivenciar a rotina desses moradores de classe média. Podemos ser solidários a algum personagem, sofrendo junto com o barulho, ou se identificando positivamente com algum som. Através do som é percebida a separação de classes, quando dispara o medo da classe média com a expectativa constante de uma abordagem da população pobre (vejamos um pesadelo de um dos personagens onde sua residência é invadida por diversos garotos marginais, e ela é despertada pelo barulho e acompanha a situação da janela do quarto).

Alguns personagens são bem explorados, como o corretor de imóveis João (Gustavo Jahn), empregado em um negócio familiar de seu avô Francisco (Waldemar José Solha), respeitado morador local e dono de quase todas as casas da vizinhança. Também temos Bia, uma moradora local, dona de casa e mãe, atormentada por viver cercada por grades e aturando o barulho do cachorro do vizinho. E finalmente Clodoaldo, o chefe da empresa de segurança. Por sinal, muito boa a atuação de Irandhir Santos, como Clodoaldo. A natureza individualista das pessoas frente aos problemas alheios fica evidente, principalmente numa cena bastante interessante, onde ocorre uma reunião de condomínio. Até um comportamento comum de sair da reunião para atender ao celular mostra a falta de vontade em participar das questões coletivas; a classe média evita qualquer envolvimento e atuação política, exceto quando se trata de uma ação que lhe traga claras vantagens.
Causando impressão de que não houve o mínimo desperdício em cada cena, e trabalhando bem cada personagem e seus conflitos, em situações comuns, como por exemplo o barulho do cachorro do vizinho, que fica numa área praticamente colada com a janela de outra pessoa, temos a oportunidade de ver um filme pretensiosamente realista e reflexivo, que traça o comportamento da classe média se escondendo atrás das grades de sua casa, e que na verdade tem a sua parcela de responsabilidade sobre a tensão e os problemas que a permeiam. Temos uma ligação com o passado, a origem das desigualdades sociais do país gerando a riqueza na mão de poucos. Na trama, o passado vem a calhar de alguma forma, incluindo uma dose de suspense e um final para deixar qualquer um boquiaberto, usando o som, uma última vez, com maestria.

__________________________________
Fontes:
http://ocinemaemdebate.blogspot.com.br/2013/04/o-som-ao-redor-2012.html

Tags Relacionadas brasil, crítica, Kleber Mendonça, Recife, resenha
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

Filmes

O Homem Duplicado (“Enemy”, 2013)

O Homem Duplicado (Canadá/Espanha, 2013) Ao assistir um filme, Adam

happy
TOP 10 filmes (pouco conhecidos) que sempre indico
Filmes

TOP 10 filmes (pouco conhecidos) que sempre indico

Resgatei minha listinha de filmes favoritos e selecionei os que considero menos conhecidos, para compor a minha lista "10 filmes que sempre indico". Dessa forma espero que o leitor amplie suas experiências cinematográficas aproveitando essa preciosa lista.

surpriseangry
Os Pequenos Vestígios (2021)
Policial

Os Pequenos Vestígios (2021)

Deke (Denzel Washington) é um policial cansado, com um talento para enxergar os pequenos detalhes que podem solucionar casos e com uma tendência por quebrar regras. Quando ele se une ao esperto detetive Baxter (Rami Malek), para encontrar um serial killer, seu passado obscuro e mau comportamento começam a se tornar um problema. Dirigido por John Lee Hancock.

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário