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Trata-se de um roteiro com muito conteúdo histórico com cerne na ciência e religião. Para isso, o diretor Richard Schenkman, a partir do roteiro de Jerome Bixby, opta por uma trama com muitos diálogos, todos inteligentes, até porquê entre os personagens temos professores, doutores, pessoas bem formadas. Um deles, John Oldman (David Lee Smith), protagonista, está de mudança e vai se afastar dos amigos, e resolve fazer uma revelação chocante sobre si mesmo, o que dá início a uma série de reações e discussões que vão nos dar uma aula de história, ciência, de tudo.

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No dia de seu aniversário de 17 anos, a jovem Mari Collingwood (Sara Paxton) e uma amiga acabam nas mãos de cruéis criminosos que escaparam da prisão, comandados por Krug (Garret Dillahunt). Enquanto seus pais (Tony Goldwyn e Monica Potter) organizavam os preparativos de uma festa surpresa para ela, Mari e sua amiga são violentadas e mortas. No dia seguinte, os assassinos vão refugiar-se exatamente na casa dos pais da vítima, sem imaginar o destino infeliz que os aguardava. Dirigido por Dennis Iliadis, com Wes Craven como produtor.

Família Vingança:

Bebendo da fonte do filme A Fonte da Donzela (“Jungfrukällan”, Suécia, 1959), que foi do grande diretor sueco Ingmar Bergman e venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro, duas refilmagens se seguiram. Refilmagens que repaginaram e, digamos, modernizaram a estrutura original. Em 1972 surgiu Aniversário Macabro, dirigido e roteirizado por Wes Craven (sim! O conhecido por filmes de terror, entre eles “Pânico” e “A Hora do Pesadelo”), sendo a sua estreia como diretor e já causando alvoroço (coisas de Wes Craven mesmo) tendo sido proibida a sua exibição em muitos países por algum tempo, devido às cenas de sexo e violência explícita.

Então este A Última Casa à Esquerda, de 2009, é a última refilmagem – até então – do clássico de Ingmar Bergman. O fato de existir uma casa mais isolada, no final rua, com uma família que, por acaso, acaba abrigando um grupo de psicopatas, já dá uma ideia da situação. Entretanto, quem espera falta de originalidade, por similaridade com outros filmes, vai se surpreender positivamente. O filme possui uma grande inversão a favor daqueles que costumam tomar o lado do bem… mas esse bem é bom mesmo?

Alguns acontecimentos levam a garota Mari e sua amiga a se encontrar com os bandidos, sendo sequestradas e violentadas (ao que parece, a sequência de estupro levou mais de 15 horas para ser filmada). A família de Mari, posteriormente, abriga a família de psicopatas e acaba descobrindo o que eles fizeram. A grande vantagem da surpresa está nas mãos dos pais… e eles não fazem feio. A forma como a violência aparece é, ao mesmo tempo, explícita e interessante, principalmente nos momentos de vingança que marcam a segunda metade do filme, gerando grande tensão e expectativas crescentes, características de um suspense bem feito.

Não consegue levantar novas questões em relação ao original de Ingmar Bergman. Contudo, a reviravolta e as cenas com doses de violência que a família se permite para com os assassinos é o grande triunfo aqui. Podemos sentir um certo prazer em ver os assassinos passarem de predadores à presa e nos questionar até que ponto o ser humano pode chegar para se vingar, de forma cruel, das pessoas que machucaram ou acabaram com a vida de alguém próximo. E até que ponto alguém chegaria para se defender e dar o troco àqueles que merecem.

Tags Relacionadas crítica Última Casa à Esquerda, Fonte da Donzela, Ingmar Bergman, resenha Última Casa à Esquerda, Última Casa à Esquerda
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