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De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a sepaação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes. Dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck.

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O documentário parte do filme “Coisas Eróticas”, primeiro longa-metragem de sexo explícito lançado no país, em 1982. Há pouco mais de trinta anos atrás a fita rodava nas principais salas de cinema do Brasil, causando alvoroço no público em plena ditadura militar. Recheado de curiosidades e polêmicas, o filme marcou a produção cinematográfica da época para o bem e para o mal, figurando até hoje entre as quinze maiores bilheterias nacionais de todos os tempos. Dirigido por Bruno Graziano, Denise Godinho e Hugo Moura.

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Ao cair da noite (EUA, 2017)

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Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa e o filho numa casa isolada, com uma certa segurança diante de uma espécie de epidemia. Um dia chega uma família desesperada procurando refúgio e eles aceitam. Aos poucos, a paranoia e desconfiança vão aumentando e Paul vai fazer de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando a todos. Escrito e dirigido por Trey Edward Shults.

Paranoia, Love, Pain, Evil:

Fizeram um trailer bem didático, vários pedaços de cena do filme acompanhados dos quatro elementos norteadores: paranoia, amor, dor e mal. Se você pensou que o trailer já revelou demasiadamente a grandiosidade ou triunfo da obra, está enganado. Realmente empolgante, contudo a obra completa não faz por menos. Estamos diante do que popularmente tem sido definido como terror independente, da produtora em ascensão A24, uma produtora americana independente, responsável por alguns triunfos como A Bruxa (The Witch, 2015), O Quarto de Jack (Room, 2015), Docinho da América (American Honey, 2016) e Moonlight (2016), vencedor do Oscar de Melhor Filme.

Acredito que o horror independente seja mais humano e plausível do que o tradicional, pois como vimos em A Bruxa, o mal está dentro da pessoa humana e a forma como isso é abordado nos filmes pode deixar o resultado, digamos, humanamente sinistro. Aqui não é diferente, a fragilidade do ser humano diante de uma situação crítica, as escolhas difíceis e até onde se vai para proteger a própria família extrapola o limite da boa convivência. O filme reutiliza elementos de um mundo pós apocalíptico, já vimos isso até na série de zumbis The Walking Dead. Contudo, algumas situações me remeteram mais à dinâmica do excelente A Estrada (The Road, 2009), com Viggo Mortensen interpretando um pai que tenta proteger seu filho num mundo onde um devastador cataclismo destruiu a civilização. Neste filme Ao Cair da Noite, bastam os primeiros minutos para entender suficientemente onde nos metemos, mesmo sem explicações sobre a origem dos eventos.

O terror está, de cara, nos diálogos. Afinal, você diria para um ente querido algo do tipo “Você não precisa mais lutar. Você pode desistir“? É contra quase tudo que vemos na nossa vida, onde a reação é apoiar a pessoa querida a resistir diante de uma doença. Neste ponto, o filme apresenta um bom conteúdo ao lidar com essa proximidade da relação humana, princialmente os laços fraternais. Travis (Kelvin Harrison Jr) tem uma ligação forte com o avô, seus pais e até o seu cachorro, que dorme na cama ao lado; e Travis acaba se tornando o foco principal da história. É como se tudo girasse em torno dele e aqueles elementos base (paranoia, amor, dor e mal) se materializassem diante dele. Como se não bastasse, Travis tem que suportar pesadelos reveladores, justificando melhor o próprio título do filme.

Medo e paranoia estão tão presentes na trama que tendemos a imaginar rapidamente que decisão tomaríamos no lugar dos personagens, naquela situação. Mas ao final, particularmente, saí bem reflexivo após respirar e me colocar no lugar dos personagens secundários, a família de Will, interpretado de forma surpreendente por Christopher Abbott. Ao lado do ator protagonista Joel Edgerton, já garante um filme com grandes atuações. Este último está bem encarnado como o pai de família super protetor, que possui um rígido esquema de sobrevivência, toma as decisões mais difíceis, contudo mostra em vários momentos uma boa humanidade, que traz junto uma certa fraqueza e fragilidade.

A forma como a câmera se move e mostra a perspectiva em primeira pessoa, os planos mais escuros e a posição voltada para as expressões de medo e horror dos personagens, ao invés de mostrar o que eles estão vendo (ou acham que estão vendo) dá uma fácil imersão do espectador na história, outro elemento que o horror independente e alternativo possui. É tudo bem misterioso no filme e difícil de prever. Nada melhor do que uma casa cercada de uma floresta, no meio do nada, como cenário quase exclusivo. A própria doença do filme é assustadora demais por conta da possibilidade de atingir ao próximo e fazer com que eles percam um ao outro de repente. A porta vermelha que insiste em aparecer em várias cenas representa a brecha para o que há de mal entrar na vida dessas pessoas, contudo vemos que o maior mal está dentro delas.

Aplaudido no festival de cinema independente Overlook Film Festival, foi um prestígio para o diretor Trey Edward Shults, que tem neste o seu segundo longa. É, sem duvida, apesar de um terror e suspense psicológico, um filme bastante reflexivo, daqueles que deixa momentos para o expectador pensar e, quando achamos que estamos quase relaxando, vem mais uma cena forte para incomodar. Essa cadência é importante! Outrossim, focar mais na intimidade entre os personagens e trazer a tona mais um elemento importantíssimo: a desconfiança entre as pessoas.

Tags Relacionadas A24, crítica, Edward Shults, Evil, Joel Edgerton, Love, Pain, Paranoia, resenha, Viggo Mortensen, Walking Dead
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