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James Wan é conhecido pela franquia Invocação do Mal, ele dirigiu os dois filmes que estão entre os melhores filmes de terror já feitos. Particularmente eu fiquei fã do diretor por conta dessa franquia e fico feliz por ele experimentar novos gêneros em Velozes & Furiosos 7 (2015), talvez o melhor da franquia, e agora um filme de super herói que precisava ser muito bom para dar uma moral à DC.

Aquaman surgiu nos quadrinhos na década de 1940 e demorou um pouco para ter grande visibilidade. Em se tratando de um rei dos mares, sem dúvida é um personagem bem relevante e isso fica claro no filme. Ele pode se tornar o rei dos mares na trama, mas estamos diante mesmo de um genuíno filme de herói como explicado pelas belas palavras de Atlanna (Nicole Kidman como a mãe do protagonista).

“Um rei luta pela sua nação, mas um herói luta pelo mundo inteiro”

O filme possui muitas qualidades: os cenários e feitos são espetaculares, é belíssimo adentrar em alguns dos 7 mares, locais mitológicos como a cidade afundada de Atlântida (um dos grandes mistérios da humanidade e há quem acredite e procure provas de que exista); a trama é recheada de ação e aventura, cenas desenfreadas e diferenciadas, batalhas inovadoras dentro do mar e também fora. Se por um lado temos uma guerra fantástica no fundo do mar, também temos uma sequência de ação fenomenal na Sicília, lindíssima região italiana. Também as cenas de luta corporal são vibrantes e as batalhas com tridente, interessantes, ainda mais com os giros 360 da câmera.

É a história de Arthur Curry (Jason Momoa) aceitando sua verdadeira identidade e escolhendo salvar as pessoas que ama e unir os dois mundos. O povo marinho se apresenta como a maior potência militar do planeta, só que as motivações pessoais e a ganância de alguns podem levar a uma guerra dentro e fora do oceano. A trama faz um apelo à união das criaturas da terra com as criaturas do oceano e uma crítica voltada a questão ambiental. Boas referências a personagens da literatura, outros filmes e até citação de Júlio Verne.

Se temos que apontar defeitos, o trailer do filme entregou demais, principalmente porquê resumiu as melhores cenas de ação. Outra observação é que o filme agrada muito, até demais, tudo tem um final legal e nada daquele clima mais pesado e dramático que tivemos, por exemplo, em Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008). As melhores histórias de heróis dos quadrinhos possuem um drama mais forte e momentos melancólicos.

No mais, prepare-se para respirar água!

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