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Até o momento, este filme representa o mais próximo que o cinema nacional pode chegar de Cinema Paradiso (Itália, 1988). A produção é baseado no livro "Um pai de cinema" de Antonio Skármeta, escritor chileno que também tem “O carteiro e o poeta”. Na história, o jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.

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O Formidável (França, 2017)
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O Formidável (França, 2017)

O filme se passa em Paris, anos 60, onde o diretor Jean-Luc Godard (Louis Garrel) e a atriz Anne Wiazemsky (Stacy Martin) começaram a viver um romance e, futuramente, por decisão dela, a história dos dois é contada. A direção e roteiro fica por conta de Michel Hazanavicius, que venceu o Oscar com o filme O Artista (2012).

Artigas: La Redota

Eu indico
Artigas: La Redota (Uruguai, 2011)
Em 1884, o governo uruguaio dá ao retratista compatriota Juan Manuel Blanes (1830 – 1901) a missão de retratar José Artigas (1764 – 1850). Motivos políticos à parte, a tarefa era grandiosa. Para os uruguaios, el libertador Artigas foi mais que o rosto de um homem corajoso. Pelos ideais cultivados e feitos realizados, o homem se confunde com a identidade uruguaia e o mais primitivo dos anseios humanos: liberdade.
El libertador Artigas:
Carregado de um bom material histórico e político, a trama já fica interessante quando inicia pela tarefa do pintor em reconstruir a imagem de um herói. A tarefa é difícil, pois o material disponível para produzir a pintura são anotações de 70 anos atrás, feitas por Guzmán Larra (Rodolfo Sancho), um espião espanhol enviado para se infiltrar entre os revolucionários e matar Artigas (Jorge Esmoris). Com isso temos duas narrativas, em momentos diferentes, onde esses dois homens tentam encontrar Artigas, líder da marcha histórica conhecida como La Redota, quando o líder fugiu com milhares de seguidores e deu início ao movimento nacionalista do Uruguai. Com histórias separadas pelo tempo, Blanes e Larra se encontram na busca pelo herói da independência do país.
Muito boa a idéia de mostrar um herói que realmente existiu, este quase desconhecido pelos brasileiros, herói nacional do Uruguai, José Artigas. Percebemos um grande feito da equipe de produção do filme, em resgatar muito conteúdo histórico para agregar à trama.
Na primeira parte da narrativa, vemos os defeitos de Artigas, através das sensações de Larra, e somos meio que influenciados a sentir certa aversão a ele. Junto com o espião, e também com o pintor, separados pelo tempo, vamos transformando nossa percepção através dos fatos, das ações que vamos acompanhando deste revolucionário, que liderou guerrilhas formadas por pessoas do povo (gaúchos, índios, negros), buscando tratar a todos com igualdade, como uma única grande família. Sitiados entre a violência dos inimigos e o esquecimento, os revolucionários vivem entre farrapos e com pouca comida. A perseverança e a comunhão de esperança daquela pobre gente intriga Larra. Mais o que mais o intriga é o Artigas, que é apenas um homem, mas exerce uma influência sobre o seu povo que é difícil de explicar. Ele também é falível e por vezes ingênuo, como demonstra numa cena em que confia cegamente na deserção de um dos seus homens. Para tristeza do governo uruguaio e surpresa de Blanes, é pela força do povo que Artigas emerge, como o centro de uma força que já não se pode deter.
Também existe uma crítica à força da imagem e seu uso na história. Como os registros históricos ambíguos são apresentados para as gerações posteriores. A história é reescrita e também é repintada.
Produzido para a televisão espanhola como parte da série Os Libertadores, Artigas: La Redota é o segundo longa-metragem de César Charlone, e faz parte de um conjunto de filmes sul-americanos, onde um deles será sobre Tiradentes (retratado pelo cineasta Marcelo Gomes). Sua estréia como diretor se deu com O Banheiro do Papa (2007), que lhe rendeu uma série de prêmios. Ele também cuidou da fotografia em Cidade de Deus (2002), O Jardineiro Fiel (2005) e Ensaio sobre a Cegueira (2008).
No Festival de Gramado 2012:
Tive oportunidade de conhecer Gramado este ano, na semana do 40º Festival de Cinema de Gramado, sendo que este foi o primeiro filme que assisti nas 5 noites em que pude ficar. Artigas: La Redota levou quase todos os prêmios na mostra de longas estrangeiros (concorreram filmes do Uruguai, Chile, Argentina e Cuba), mas não posso deixar de indicar outros filmes e também curtas selecionados no Festival 2012, excelentes e que tive oportunidade de ver na minha curta passagem por lá:
– Menino do Cinco (2012) – BA: curta bahiano que foi o mais premiado no festival, onde um garoto finalmente encontra um amigo, mas ele não pode ser seu. Sensacional e com um final impactante;
– Super Nada (2012) – SP: filme que gostei muito, sobre um ator que sonha em ser grande, na cidade de São Paulo. Seu ídolo e exemplo é Zeca, comediante de TV que, embora velho e decadente, ainda mora no coração de toda uma geração. Seus caminhos se cruzam e a sorte de Guto parece mudar;
– Meta (2012) – SP: curta interessantíssimo. Federico vive em um filme que ele mesmo dirige, mas será isso suficiente para conquistar a garota de seus sonhos?
– Colegas (2012) – SP: filme que pode chamar bastante atenção quando entrar em cartaz. Um Road movie onde três jovens com síndrome de Down resolvem se aventurar e fugir, buscando realizar três sonhos;
– Vinci (2012) – Cuba: filme sobre Leonardo Da Vinci, quando aos 24 anos ficou preso num calabouço com mais dois prisioneiros, e usou sua arte para sobreviver;
– A Mão que Afaga (2011) – SP: curta que mostra uma operadora de telemarketing que planeja a festa de aniversário de 9 anos de seu único filho, Lucas, com poucas chances de dar certo;
– Casa Afogada (2011) – RS: curta sobre um homem que vive recluso em uma casa sobre palafitas. Subitamente as águas tornam-se revoltas e ele precisa lutar para manter sua casa, suas memórias, seu último refúgio;
– Linear (2012) – SP: curta com animação, sobre a linha ser um ponto que saiu caminhando;
– O Que Se Move (2012) – SP: filme onde três núcleos familiares, em três diferentes situações, precisam lidar com mudanças súbitas em suas vidas, envolvendo alguma perda ou um reencontro há muito esperado;
Infelizmente não puder ficar para assistir ao filme O Som ao Redor (2012) – PE, que está recebendo prêmios em outros festivais e tem uma proposta bem interessante. Este recebeu boa parte das premiações em Gramado, juntamente com o filme Colegas.
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Fontes:
http://www.papodecinema.com.br/filmes/artigas-la-redota
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Não podemos negar que o diretor David F. Sandberg conseguiu manter o nível do precursor James Wan, criador de Invocação do Mal e toda essa franquia que também incluí Annabelle e os futuros filmes A Freira e Invocação do Mal 3. A conexão que este filme faz com os anteriores é bem feita, disposta no meio da trama para agradar aos fãs e, para melhorar, esse filme é infinitamente superior ao primeiro Annabelle, que não agradou. É o mesmo diretor de Quando as Luzes se Apagam, que merece ser visto também. O roteiro é do mesmo do primeiro Annabelle, Gary Daubermann. E, é claro, James Wan está na produção, cuidando de seu legado.

1 Comentário

  1. Muito bom. "Artigas" retrata o amor pelos herois nacionais, mesmo quando esses herois não possuem nem mesmo uma imagem, um rosto. A busca por devolver ao Uruguai um retrato daquele que lutou bravamente pelo que acreditava. Por um novo significado de nação.

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