The Man From Nowhere (Coreia do Sul, 2010)
O filme segue a história de um misterioso homem que parte em busca de sua vizinha, uma criança que foi raptada por traficantes de órgãos. Escrito e dirigido por Lee Jeong-beom.
O filme segue a história de um misterioso homem que parte em busca de sua vizinha, uma criança que foi raptada por traficantes de órgãos. Escrito e dirigido por Lee Jeong-beom.
Eu indico A Doce Vida (Itália, 1960) O jornalista Marcello
Uma mistura dos melhores episódios de Black Mirror, Westworld e Além da Imaginação. Com o perdão da repetição, “corra” para ver! Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador. Escrito e dirigido por Jordan Peele.

Ready Player One (EUA, 2018)
Quando você pensa em alguém adaptando, para os cinemas, o livro Jogador Nº 1, romance de 2011 de Ernest Cline, com certeza Steven Spielberg deve ser a primeira opção. Assim eu mesmo pensei, apesar de já saber que o mesmo estava produzindo o filme, quando li a obra. E que bom que assumiu logo a direção! Nas mãos deste cineasta que influenciou muito a própria obra de Ernest Cline, o resultado é mais que fabuloso. Agora, Spielberg que é influenciado pela obra quando adapta a história e transmite às telonas como um agrado certeiro a todo o tipo de público. Algo que ele sempre soube fazer bem, agradar a muitos.
Junto com outros filmes lançados nos anos 80, as produções de Spielberg inspiraram bastante o autor do livro. Temos assim uma bela história de ficção, futurista, mas que nos remete bastante à cultura anos 80, uma homenagem ao Nerd que há em cada um de nós. São tantas referências, muitas explícitas, outras escondidas – para citar um termo muito usado hoje em dia, “Easter Eggs” – que é um deleite assistir a cada milissegundo do filme (ou ler cada parágrafo do livro). Muito difícil que alguém passe por essa experiência e não identifique algum personagem do qual é fã.
Junto com Zak Penn, Ernest Cline escreve o roteiro para o filme. Apesar de um grande cineasta estar à frente da produção e direção, o escritor merecia estar ali para ajudar no resultado. Para quem teve o privilégio de ler, vai perceber que o trabalho de adaptação é bastante fiel, embora o nível dos desafios no filme tenha ficado simples (simples até demais) e, também, deixou de usar principalmente o conteúdo de filmes da década de 80 e alguns jogos do Atari e Fliperama. É uma adaptação e Spielberg não quis seguir todo o script, com Ernest Cline assinando embaixo. Assim, não é como uma obra de Stephen King que foi adaptada e gerou ódio no escritor (mesmo que o filme tenha agradado)… fica aqui esse meu Easter Egg para os conhecedores de Stephen King, que provavelmente só será revelado a vocês quando virem o filme Jogador Número 1 😉
A narração inicial e primeira entrada no Oasis são poucos minutos para resumir muito bem o cenário deste mundo virtual e seu alcance. Aos poucos vão entrando músicas de Van Halen, George Michael até Tears For Fears, combinando muito com as cenas e o clima de nostalgia que o filme passa. E com um elenco quase todo de jovens e até infantil que só agrada, estrelado por Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, T. J. Miller, Simon Pegg e Mark Rylance.
O filme e o livro não são meramente um monte de referências soltas à cultura pop. O uso desses ingredientes, além de homenagear, são um pano de fundo para uma grande história de ficção, futurismo, que levanta discussões como a importância da realidade em equilíbrio com a importância da fantasia (o virtual). Um despertar do desejo pelas descobertas, representadas pelos milhares de Easter Eggs apresentados, muitos explicados pelos personagens e muitos outros que vão exigir atenção e experiência dos espectadores.
Além de mudar e até ampliar as referências, o filme tem muitas cenas no mundo real, aproveitando bem os atores e deixando o suspense em alta (já que ali a morte não é somente um game over onde você pode recomeçar do zero). As referências são usadas para dar mais sentido ou engrandecer as cenas e existem muitas referências banacas ao cinema. Apesar do livro usar melhor os filmes dos anos 80 e parecer mais como um grande jogo de RPG, gerando um desafio maior aos personagens, o filme ao menos cita bastante e utiliza alguns filmes nas cenas, e representa perfeitamente o universo virtual do Oasis. Não vou citar aqui os filmes, quadrinhos, desenhos, games, músicas, RPG’s, animes, que reconheci no filme, deixarei o espectador ser invadido por essa nostalgia a cada cena, sem estragar a beleza da surpresa.
Canadá, ano de 2015. Diane Després (Anne Dorval) é surpreendida com a notícia de que seu filho, Steve (Antoine-Olivier Pilon), foi expulso do reformatório onde vive por ter incendiado a cafeteria local e, com isso, provocado queimaduras de terceiro grau em um garoto. Os dois voltam a morar juntos, mas Diane enfrenta dificuldades devido à hiperatividade de Steve, que muitas vezes o torna agressivo. Os dois apenas conseguem encontrar um certo equilíbrio quando a vizinha Kyla (Suzanne Clément) entra na vida de ambos. Dirigido por Xavier Dolan.
Na procura de uma matéria provocante, Elena, uma jovem escritora, parte numa aventura excitante e exótica na cidade de Paris, onde suas fantasias se tornam realidade, acordando-a para seu próprio poder sensual e seus desejos. Dirigido por Zalman King.
Foi ótima, verdade? Adoro os filmes de suspense, Ready Player One realmente teve um roteiro decente, elemento que nem todos os filmes deste gênero tem. A participação de Mark Rylance foi meu favorita, ele é um ótimo ator, e fez um trabalho excepcional e demonstrou suas capacidades, é um filme que vale muito a pena ver. Recém o vi em Dunkirk, é incrível. Christopher Nolan como sempre nos deixa um trabalho de excelente qualidade, sem dúvida é um dos melhores diretores que existem, a maneira em que consegue transmitir tantas emoções com um filme ao espectador é maravilhoso. É um exemplo de filme que serve bem para demonstrar o poder do cinema em contar uma história através de sons e imagens, que é, diga-se de passagem, a principal característica da sétima arte. É um filme sobre esforços, sobre como a sobrevivência é uma guerra diária, inglória e sem nenhuma arma. Aqui: https://br.hbomax.tv/movie/TTL612333/Dunkirk compartilho os horários das próximas transmissões, é uma produção que vale a pena do principio ao fim.
Luciana, ótimo comentário, obrigado! Jogador Número 1 é um filme especial para mim pois foi um dos últimos livros que li e a adaptação ficou muito boa. Sem dúvida poderíamos ver este filme mais de uma vez. Dunkirk tem uma das melhores fotografias já feitas e passa uma sensação de imersão muito forte, confesso que quase me senti parte de toda aquela situação. Nolan sabe impactar! Beijos!