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Foi criado um preconceito com os filmes dos Transformers após Michael Bay ter passado do ponto e realizado as últimas produções com exagero de ação, roteiro bem regular e muito tempo de duração. O que estou recomendando para todos é esquecer os filmes anteriores e ir de coração aberto para este spin off que é focado no personagem mais carismático dos Transformers. O filme é essencialmente sobre ele, seus primeiros passos na Terra e sobre a garota interpretada por Hailee Steinfeld. Melhor: é sobre o laço criado entre os dois.

“As pessoas costumam ser más com aquilo que não entendem”

A marca que este filme deixa é parecida com outros queridos dos anos 80: a relação de um humano que possui seus traumas com uma criatura (no caso, máquina alienígena) que vai se provar mais humana do que algumas pessoas. Spielberg assina como produtor executivo e fica fácil perceber a influência de outros filmes dele aqui. A interação entre Charlie e Bumblebee tem momentos engraçados, sem passar do ponto, é comovente e trata essencialmente do amadurecimento dos dois, cada um a sua maneira e ajudando um ao outro. É uma história sobre as melhores amizades e influências que nos ajudam a superar os desafios da vida.

Para nossa alegria, se passa na década de 80 e faz referências fabulosas à essa época, sobre outros filmes e séries de TV, contudo o que preenche mesmo são as músicas. É recheado de clássicos anos 80, uma música legal após outra. The Smiths, Duran Duran, Tears for Fears e A-Ha é só uma parte das bandas usadas para a playlist TOP. Pelo fato de se passar vinte anos antes do primeiro filme, temos visual antigo dos robôs deixando eles mais próximos do que me recordo da linha de brinquedos criada pela Hasbro e do desenho animado.

Bumblebee é dirigido por Travis Knight que tem apenas 6 anos de carreira e, antes desse filme, trabalhou em animações, duas indicadas ao Oscar: Os Boxtrolls (2014) e Kubo e as Cordas Mágicas (2016). Este último é imperdível e foi dirigido por ele. Assim, existe um cuidado com os efeitos especiais e cenas corridas que só mesmo um experiente em filmes de animação poderia fazer bem feito. Isso é mais um acerto para quem é fã da adrenalina da saga, pois temos boas cenas de ação com batalhas entre Autobots e Decepticons que, na minha visão, ficou melhor que a ação alucinada e confusa dos últimos filmes.

Nosso Yellow Beattle, o fusquinha amarelo, alienígena e robô está demais e merecia mesmo um filme solo! As primeiras reações na Internet elogiaram o filme considerando este o melhor da franquia Transformers.

Tags Relacionadas Bumblebee 2018, crítica Bumblebee, filmes Transformers, resenha Bumblebee, Spielberg, Steven Spielberg, Travis Knight
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