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Um Lugar Silencioso Parte II (2021): respire sem fazer barulho

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Resenha Um Lugar Silencioso Parte II (2021)

A Quiet Place – Part II (EUA, 2021)

A resposta de John Krasinski às expectativas criadas quando decidiu realizar esse segundo filme foi madura e acertada: ele entregou mais um ótimo filme e decidiu ampliar as informações sobre o mundo complicado que foi apresentado na proposta original. Inegavelmente, sequências geniais de aventura foram criadas, usando tudo o que se podia dos cenários e objetos, dando pistas, conectando cenas. Acrescentado a isso, um show de fotografia e sons, que não podiam faltar para explorar a proposta. A proposital ausência de sons em várias cenas também foi pertinente.

Respire sem fazer barulho!

Ligações feitas com o primeiro filme servem para dar mais forma ao conceito de sequência, inclusive voltando para o DIA 1, o dia no qual tudo começou. Vemos o mesmo mercado da primeira cena do filme anterior, só que muitos meses antes, assim como uma revisita a outros locais. Ainda assim, não percebi uma repetição; a vida segue para os personagens que agora vão conhecer outras pessoas, algumas boas, outras más. O comportamento humano indo ao seu pior é uma lógica bem explorada na série e HQ Walking Dead, assim como em filmes ótimos, os quais destaco Ao Cair da Noite (2017), A Estrada (2009) e um menos conhecido, A Luz No Fim Do Mundo (2019), que vocês devem assistir. Os dois primeiros estão na HBO Max e um deles tem uma resenha nossa aqui:

Ao cair da noite (EUA, 2017)

Em resumo, são filmes onde o monstro surge nas pessoas e John Krasinski decide explorar essa questão, tão plausível, aqui na sequência, embora o antagonismo predomine nas criaturas assassinas.

Em Um Lugar Silencioso Parte II, o silêncio não é suficiente para sobreviver

Ademais, continuam os elementos essenciais e seu ensaio sobre a sobrevivência da família, que tentei passar na resenha do primeiro filme, disponível aqui. Acrescentando o complicado convívio humano, o filme mostra que fazer silêncio não é suficiente para a sobrevivência.

Continuo fã, por certo, da Millicent Simmonds. A atriz, agora com 18 anos, ficou surda antes de completar um ano de idade. Em 2019 ela foi nomeada como Melhor Atriz Jovem pelo filme Um Lugar Silencioso, no Critics’ Choice Movie Awards. Ela garante as melhores cenas junto com o personagem de Cillian Murphy, que se destaca como um personagem transtornado. Introduzido neste segundo filme, sua cara de assustado em alguns momentos é sensacional, assim como seus surtos de coragem combinando com o amadurecimento das duas crianças (Millicent Simmonds e Noah Jupe), que com efeito possuem um papel essencial aqui.

Cillian Murphy pede silêncio, ao lado de Djimon Hounsou

Em conclusão, fica novamente um gostinho de quero mais. Contudo, essa decisão de um terceiro filme cabe a John Krasinski, que possui a maior parte do mérito pela alta bilheteria do segundo. O filme teria sido lançado junto com o início da pandemia, mas acabou ficando para agora. Isso resultou numa coincidência arrepiante da quantidade de dias vividos pelos personagens após a catástrofe com a quantidade de dias que estamos vivendo essa pandemia da Covid-19. Os personagens, neste segundo filme, chegaram ao DIA 474, ou seja, 1 ano e 4 meses de sobrevivência. Tamo junto!

Tags Relacionadas Cillian Murphy, crítica Um Lugar Silencioso Parte II, John Krasinski, Millicent Simmonds, Noah Jupe, resenha Um Lugar Silencioso Parte II, Um Lugar Silencioso Parte II
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