O Pequeno Nicolau (“Le Petit Nicolas”)
Eu indico Le Petit Nicolas (França, 2009) Nicolau (Maxime
Eu indico Le Petit Nicolas (França, 2009) Nicolau (Maxime
Ren McCormick é um rapaz criado na cidade grande que se muda para uma cidade pequena do interior. Disposto a organizar um baile de formatura, Ren acaba descobrindo que dançar não é permitido na cidade. Apaixonado por música, Ren decide lutar pela restauração da dança na cidade e, em meio a isso, acaba conquistando o coração de Ariel Moore. Entretanto, Ariel é a filha do conservador reverendo Shaw Moore, responsável pelo banimento da dança na cidade, em virtude da morte de seu filho. A versão original (1984) foi dirigida por Herbert Ross e a versão de 2011 por Craig Brewer.
Jasira, uma garota de 13 anos, vive com sua mãe americana e o futuro padrasto, que está encantado com a crescente maturidade da garota. Por isso, sua mãe a envia para o Texas com seu rígido pai Libanês. Este trata de educá-la nos valores tradicionais da cultura muçulmana. Entretanto, Jasira segue sem saber muito bem o que fazer com sua sexualidade quando nota como seu corpo afeta os homens que a rodeiam, em especial seu vizinho (Aaron Eckhart), um atraente e intolerante soldado da marinha. Um filme de Alan Ball.
Muitos filmes sabem se sustentar no suspense psicológico e passar um ensaio sobre comportamento humano, seja num mundo afetado por uma catástrofe, seja por invasão alienígena. Nesse aspecto, os melhores nem precisam ou arriscam uma continuação. Sequer existe a carência de uma sequência mesmo quando não explicam o motivo dos eventos e ainda deixam um final em aberto. Muitos se perguntaram se Um Lugar Silencioso (2018), muito bem aceito pelos críticos e público geral, precisava de um sequência. Confira nossa resenha de Um Lugar Silencioso Parte II (2021), mas não esqueça de respirar sem fazer barulho, embora o silêncio não seja mais suficiente para garantir a sobrevivência.

A Quiet Place – Part II (EUA, 2021)
A resposta de John Krasinski às expectativas criadas quando decidiu realizar esse segundo filme foi madura e acertada: ele entregou mais um ótimo filme e decidiu ampliar as informações sobre o mundo complicado que foi apresentado na proposta original. Inegavelmente, sequências geniais de aventura foram criadas, usando tudo o que se podia dos cenários e objetos, dando pistas, conectando cenas. Acrescentado a isso, um show de fotografia e sons, que não podiam faltar para explorar a proposta. A proposital ausência de sons em várias cenas também foi pertinente.
Ligações feitas com o primeiro filme servem para dar mais forma ao conceito de sequência, inclusive voltando para o DIA 1, o dia no qual tudo começou. Vemos o mesmo mercado da primeira cena do filme anterior, só que muitos meses antes, assim como uma revisita a outros locais. Ainda assim, não percebi uma repetição; a vida segue para os personagens que agora vão conhecer outras pessoas, algumas boas, outras más. O comportamento humano indo ao seu pior é uma lógica bem explorada na série e HQ Walking Dead, assim como em filmes ótimos, os quais destaco Ao Cair da Noite (2017), A Estrada (2009) e um menos conhecido, A Luz No Fim Do Mundo (2019), que vocês devem assistir. Os dois primeiros estão na HBO Max e um deles tem uma resenha nossa aqui:
Em resumo, são filmes onde o monstro surge nas pessoas e John Krasinski decide explorar essa questão, tão plausível, aqui na sequência, embora o antagonismo predomine nas criaturas assassinas.
Ademais, continuam os elementos essenciais e seu ensaio sobre a sobrevivência da família, que tentei passar na resenha do primeiro filme, disponível aqui. Acrescentando o complicado convívio humano, o filme mostra que fazer silêncio não é suficiente para a sobrevivência.
Continuo fã, por certo, da Millicent Simmonds. A atriz, agora com 18 anos, ficou surda antes de completar um ano de idade. Em 2019 ela foi nomeada como Melhor Atriz Jovem pelo filme Um Lugar Silencioso, no Critics’ Choice Movie Awards. Ela garante as melhores cenas junto com o personagem de Cillian Murphy, que se destaca como um personagem transtornado. Introduzido neste segundo filme, sua cara de assustado em alguns momentos é sensacional, assim como seus surtos de coragem combinando com o amadurecimento das duas crianças (Millicent Simmonds e Noah Jupe), que com efeito possuem um papel essencial aqui.

Cillian Murphy pede silêncio, ao lado de Djimon Hounsou
Em conclusão, fica novamente um gostinho de quero mais. Contudo, essa decisão de um terceiro filme cabe a John Krasinski, que possui a maior parte do mérito pela alta bilheteria do segundo. O filme teria sido lançado junto com o início da pandemia, mas acabou ficando para agora. Isso resultou numa coincidência arrepiante da quantidade de dias vividos pelos personagens após a catástrofe com a quantidade de dias que estamos vivendo essa pandemia da Covid-19. Os personagens, neste segundo filme, chegaram ao DIA 474, ou seja, 1 ano e 4 meses de sobrevivência. Tamo junto!
Uma autobiografia do diretor John Boorman, nascido e criado em Londres, durante a Segunda Guerra Mundial. O filme relata a história de um garoto de nove anos que relembra os horrores de uma Inglaterra devastada por bombardeios durante a guerra.
O filme conta a história de uma amizade entre um garoto (Totó) e um projecionista (Alfredo), além do amor de ambos pelo cinema, na figura do chamado Cinema Paradiso, onde Alfredo trabalhava. Já adulto, Salvatore Di Vita (Totó) é um cineasta bem-sucedido e vive em Roma. Ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo faleceu, e isso traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso.
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