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O filme escolheu um formato de musical, ou seja, do nada os personagens começam a cantar e dançar, inclusive os não protagonistas. Isso foi bom para dar uma diferenciada em relação ao Bohemian Rhapsody e evitar comparações bobas entre os filmes. Ambos são opções interessantes para ver no cinema e pronto! Até o garotinho que interpreta Elton John criança tem seu espaço. Contudo, muito musical pode cansar e o filme poderia ter destinado mais tempo para as cenas em palco ou com ele cantando seus sucessos e retirado algumas cenas musicais fantasiosas; algumas músicas famosas, ao ser apresentadas no filme com Taron Egerton cantando, foram cortadas antes da hora. Para a maioria das canções deu só aquele gostinho. Particularmente senti falta de Nikita e Sacrifice. Por outro lado temos uma cena espetacular com o piano em câmera 360 e com uma das músicas mais vibrantes dele!

O foco no piano, instrumento inseparável do cantor, foi acertado e, claro, a música que é título do filme surge numa interessante cena que começa num lugar e termina no palco. A marca da extravagância das roupas e do superstar deslumbrante está lá, bem forte, e Taron Egerton parece ter personificado muito bem o artista. Merece ao menos indicação ao Globo de Ouro de melhor musical, melhor ator e figurino. Mais de 50 pares de sapatos foram criados para filme (o cantor poderia ter emprestado os dele, né? hehe).

As cenas finais vão lembrar não somente o filme do Queen, como outros de artistas que sofreram altos e baixos, pensaram em desistir, mas no final deram uma volta por cima e deixaram sua marca. Já que o próprio Elton John produz o filme e acompanhou de perto as filmagens, acho difícil alguém com mais conhecimento de causa detectar divergências no filme em relação a vida dele, então a tendência do sucesso do filme é tão alta como foi a carreira do cantor.

Não deixe de ficar um pouco nos créditos finais para apreciar algumas cenas comparadas com a cena real.

Elton John e Taron Egerton em evento do filme

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2 Comentários

  1. Elton e um ícone e confesso que não me surpreendeu o talento do Taron,apostei nele em Kingsman e apesar do fiasco de Hobin Hood sempre acreditei nesse britânico e espero que saiba escolher suas produções.
    Elton embalou com suas canções a minha vida
    E um ponto positivo da rua resenha foi exatamente o foco: Não podemos comparar os dous filmes,musical e cinebiografia são coisas bem distintas e o Rami tirou leite de pedra com seu talento pra superar a protese e oesdima maquiagem o que rendeu críticas… ao ator d não a equipe.
    Aguardo ansiosamente por esse que hoje minhas filhas ouvem comigo .
    Tiny Dancer,Your Song.. a trajetória de mais um que enfrentou preconceitos,venceu tornou-se e um dos maiores ícones da música pop.
    Salve,Sir Elton John ou seria Reginald Dwigth?

    Reply
    • A aposta num filme com cenas de musical foi boa, deu uma leveza e até um visual bacana. O Taron cantando e dançando nesse filme depois da queda por conta do Robin Hood me deixou bem contente. O pior é que eu vi o filme Robin Hood: a Origem recentemente, bem depois do filme do Elton, e realmente é uma mancha no currículo do ator, ele tem que esconder a cara que nem o personagem ladrão dos ricos, quando lembrarem que ele protagonizou este. Até o Jamie Foxx ficou ruim, não foi aproveitado e mesmo que fosse, é praticamente um filme sem salvação.

      Reply

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