Search

Você pode gostar disso:

cryingtongue
Bohemian Rhapsody (2018)
Drama Filmes Nacional

Bohemian Rhapsody (2018)

Rami Malek é o ator do ano! O cara está tão bom que chega a assustar. Ele canta em algumas cenas, mas é no grande palco que se torna a encarnação de Freddie Mercury, principalmente no clímax do filme, cantando ou dublando e se mexendo daquele jeito, com toda a performance do artista a ponto de chegarmos a acreditar que estamos assistindo a um show do Queen no telão, para só depois despertarmos e percebermos que é uma encenação. A respeito do artista Freddie Mercury e da banda Queen, Bryan Singer faz bonito demais e celebra de forma emocionante a trajetória da banda, tendo o Freddie Mercury como principal na história.

cryingtongue
The Post – A Guerra Secreta (2017)
Drama Filmes Nacional

The Post – A Guerra Secreta (2017)

Ben Bradlee (Tom Hanks) e Kat Graham (Meryl Streep), editores do The Washington Post, recebem um enorme estudo detalhado sobre o controverso papel dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã e enfrentam de tudo para publicar os bombásticos documentos. Dirigido por Steven Spielberg.

laughingtongue
Power Rangers (2017)
Drama Filmes Nacional

Power Rangers (2017)

GO GO! Armaduras especiais, Zord e o Megazord. A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena.

cryingsecret

Deslembro (Brasil, 2018)

 

Deslembro (Brasil, 2018)

No Cemetière du Père-Lachaise, em Paris, fica a lápide de Jim Morrison, poeta e vocalista da banda The Doors. Uma das cenas no início do filme mostra um grupo de pessoas nesse lugar, triste e poético, numa espécie de homenagem. Assim como ele foi uma personalidade que deixou história, diversas outras pessoas, sejam poetas, sejam militantes, tiveram a sua história. É a partir disso que a protagonista Joana (Jeanne Boudier) vai lembrando de seu pai, ao ser obrigada a voltar de Paris para o Rio de Janeiro. A princípio, ela odeia a ideia, mas com o tempo vivendo no Brasil ela vai passar por um turbilhão de lembranças que nem sabia ter esquecido.

O som de uma gota marca as cenas onde ela vai relembrando de sua curta infância com seu pai, vítima da ditadura. Jesuíta Barbosa está irreconhecível como o pai com as imagens ofuscadas por serem de lembranças da garota. Junto a isso, poesias e músicas, em estilos variados, do Rock ao Sampa e MPB, nos leva a um grande afeto em relação às famílias vítimas dessa época, sendo marcante o processo de amadurecimento e aceitação de Joana em relação às escolhas do pai que ela perdeu e também do pai adotivo, outro personagem que busca uma revolução no seu país de origem, que não é o Brasil e nem a França. Aliás, o filme tem personagens de diferentes nacionalidades, mas não tão diferentes assim dos brasileiros. Cada um com sua luta.

Numa geladeira, um desenho de criança, mas também a palavra “anistia” e a frase “queremos o poder”. Para a garota, uma revolta pela perda de pessoas próximas que decidiram tentar a revolução arriscando a própria vida. Ela chega a gritar: “foda-se a luta de classes e foda-se a revolução!” em um momento, mas em outro ela vai respeitar essas escolhas. Ela também insiste em falar horas em português, horas em francês, dependendo de com quem conversa ou como está seu humor, mas é ouvindo uma música nacional antiga que ela se depara com outra lembrança e se pega a cantar, se antecipando a letra da música. Linda cena. Um filme expressivo, rico em poesias, músicas nacionais e internacionais.

David Bowie, The Doors e Pink Floyd são alternados para o som de um violão com samba. Depois MPB, Caetano Veloso e Rita Lee. Mas ninguém toma o lugar de ninguém aqui, embora nada seja mais providencial do que “Cajuína” de Caetano Veloso no filme. Mais ainda é a poesia de Fernando Pessoa que inspirou o título:

“Deslembro incertamente. Meu passado
Não sei quem o viveu. Se eu mesmo fui,
Está confusamente deslembrado
E logo em mim enclausurado flui.

Não sei quem fui nem sou. Ignoro tudo.
Só há de meu o que me vê agora –
O campo verde, natural e mudo
Que um vento que não vejo vago aflora.

Sou tão parado em mim que nem o sinto.
Vejo, e onde o vale se ergue para a encosta
Vai meu olhar seguindo o meu instinto
Como quem olha a mesa que está posta.”

A diretora Flavia Castro fez um filme bem pessoal. Ela se inspirou após fazer Diário de uma Busca (2010), documentário onde investiga a morte do próprio pai, militante político e também vítima da ditadura. Ela informou, em entrevista, que queria falar de memória, só que a memória do contexto no qual cresceu.

Tags Relacionadas crítica, crítica Deslembro, Deslembro, Deslembro 2018, Deslembro 2019, Deslembro filme, filme Deslembro, filme nacional, Flavia Castro, Jesuíta Barbosa, resenha, resenha Deslembro
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

coolcrying
Esperança e Glória (Reino Unido, 1987)
Filmes

Esperança e Glória (Reino Unido, 1987)

Uma autobiografia do diretor John Boorman, nascido e criado em Londres, durante a Segunda Guerra Mundial. O filme relata a história de um garoto de nove anos que relembra os horrores de uma Inglaterra devastada por bombardeios durante a guerra.

cryingtongue
Bohemian Rhapsody (2018)
Filmes

Bohemian Rhapsody (2018)

Rami Malek é o ator do ano! O cara está tão bom que chega a assustar. Ele canta em algumas cenas, mas é no grande palco que se torna a encarnação de Freddie Mercury, principalmente no clímax do filme, cantando ou dublando e se mexendo daquele jeito, com toda a performance do artista a ponto de chegarmos a acreditar que estamos assistindo a um show do Queen no telão, para só depois despertarmos e percebermos que é uma encenação. A respeito do artista Freddie Mercury e da banda Queen, Bryan Singer faz bonito demais e celebra de forma emocionante a trajetória da banda, tendo o Freddie Mercury como principal na história.

laughingangeltongue
Oito Mulheres e um Segredo (2018)
Ação

Oito Mulheres e um Segredo (2018)

Essa é uma sequência da trilogia com George Clonney e Brad Pitt, que começou com o filme de 2001, uma ótima nova versão do clássico Onze Homens e um Segredo de 1960 (com Frank Sinatra e dirigido por Lewis Milestone). Só que agora temos personagens mulheres estrelando mais um grande roubo. Dirigido por Gary Ross.

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário