Dúvida
Eu indico Doubt (EUA, 2008) O filme é passado em
Em Zumbilândia 2, o mundo zumbi é consumido numa comédia com senso de humor acima da média, uma fiel continuação dez anos depois da primeira aparição do quarteto de caçadores interpretados por Harrelson, Eisenberg, Breslin e Stone. Se a sinergia do elenco foi boa no primeiro filme, aqui é o ponto máximo. Dirigido por Ruben Fleischer.
Aquela cena no filme assustou! Nada melhor do que sentir medo assistindo um filme bem tenso. Aquela sessão de cinema, ou em casa, com uma galera que se assusta junto é essencial para uma vida melhor. Sendo assim, selecionei 10 filmes que me deram medo e tensão e destaquei qual cena (sem muito detalhe para não estragar a surpresa de quem ainda não viu) ficou na memória ou nos meus pesadelos. Posso afirmar que todos são filmes de terror eficientes.

Deslembro (Brasil, 2018)
No Cemetière du Père-Lachaise, em Paris, fica a lápide de Jim Morrison, poeta e vocalista da banda The Doors. Uma das cenas no início do filme mostra um grupo de pessoas nesse lugar, triste e poético, numa espécie de homenagem. Assim como ele foi uma personalidade que deixou história, diversas outras pessoas, sejam poetas, sejam militantes, tiveram a sua história. É a partir disso que a protagonista Joana (Jeanne Boudier) vai lembrando de seu pai, ao ser obrigada a voltar de Paris para o Rio de Janeiro. A princípio, ela odeia a ideia, mas com o tempo vivendo no Brasil ela vai passar por um turbilhão de lembranças que nem sabia ter esquecido.
O som de uma gota marca as cenas onde ela vai relembrando de sua curta infância com seu pai, vítima da ditadura. Jesuíta Barbosa está irreconhecível como o pai com as imagens ofuscadas por serem de lembranças da garota. Junto a isso, poesias e músicas, em estilos variados, do Rock ao Sampa e MPB, nos leva a um grande afeto em relação às famílias vítimas dessa época, sendo marcante o processo de amadurecimento e aceitação de Joana em relação às escolhas do pai que ela perdeu e também do pai adotivo, outro personagem que busca uma revolução no seu país de origem, que não é o Brasil e nem a França. Aliás, o filme tem personagens de diferentes nacionalidades, mas não tão diferentes assim dos brasileiros. Cada um com sua luta.
Numa geladeira, um desenho de criança, mas também a palavra “anistia” e a frase “queremos o poder”. Para a garota, uma revolta pela perda de pessoas próximas que decidiram tentar a revolução arriscando a própria vida. Ela chega a gritar: “foda-se a luta de classes e foda-se a revolução!” em um momento, mas em outro ela vai respeitar essas escolhas. Ela também insiste em falar horas em português, horas em francês, dependendo de com quem conversa ou como está seu humor, mas é ouvindo uma música nacional antiga que ela se depara com outra lembrança e se pega a cantar, se antecipando a letra da música. Linda cena. Um filme expressivo, rico em poesias, músicas nacionais e internacionais.
David Bowie, The Doors e Pink Floyd são alternados para o som de um violão com samba. Depois MPB, Caetano Veloso e Rita Lee. Mas ninguém toma o lugar de ninguém aqui, embora nada seja mais providencial do que “Cajuína” de Caetano Veloso no filme. Mais ainda é a poesia de Fernando Pessoa que inspirou o título:
“Deslembro incertamente. Meu passado
Não sei quem o viveu. Se eu mesmo fui,
Está confusamente deslembrado
E logo em mim enclausurado flui.
Não sei quem fui nem sou. Ignoro tudo.
Só há de meu o que me vê agora –
O campo verde, natural e mudo
Que um vento que não vejo vago aflora.
Sou tão parado em mim que nem o sinto.
Vejo, e onde o vale se ergue para a encosta
Vai meu olhar seguindo o meu instinto
Como quem olha a mesa que está posta.”
A diretora Flavia Castro fez um filme bem pessoal. Ela se inspirou após fazer Diário de uma Busca (2010), documentário onde investiga a morte do próprio pai, militante político e também vítima da ditadura. Ela informou, em entrevista, que queria falar de memória, só que a memória do contexto no qual cresceu.
À primeira vista, Ove é o típico rabugento da terceira idade. Morando em um pequeno condomínio de casas no interior da Suécia, o senhor de quase 60 anos se irrita com todos os atos dos vizinhos, que segundo ele, não fazem nada certo. Sem motivações após a morte da mulher e surpreendido por uma demissão após quatro décadas de dedicação ao trabalho, Ove resolve dar um fim a sua vida, mas a chegada de novos vizinhos acaba mudando isso. Uma história que nos ajuda a relembrar que a gentileza, o amor e a felicidade podem ser encontrados nos lugares mais inesperados. Dirigido por Hannes Holm.
Depois que Brian e Mia se aposentaram, e o resto da equipe foi exonerado, Dom e Letty estão em lua de mel e levam uma vida pacata e completamente normal. Mas a adrenalina do passado acaba voltando com tudo quando uma mulher misteriosa faz com que Dom retorne ao mundo do crime e da velocidade. Dirigido por F. Gary Gray.
Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. Dois Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado. Dirigido e escrito por Afonso Poyart.
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