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Existe um psicopata sanguinário à solta na Coréia do Sul. Jang Kyung-chul (Choi Min-sik) mata mulheres de forma brutal. A polícia tenta capturá-lo há décadas, sem sucesso. Quando a noiva de Soo-hyun (Byung-hun Lee), um agente secreto, é assassinada por este homem, o agente decide procurar sozinho pelo responsável. O encontro entre os dois homens ocorre rapidamente, mas Soo-hyun decide que a morte não é suficiente: será preciso torturá-lo, muitas vezes, para que o outro aprenda todo o mal que causou. Dirigido por Jee-woon Kim.

Olho por olho, dente por dente:

Primeiramente, a proposta de não focar em mistérios, mas sim em reviravoltas deu muito certo neste filme. A situação é clara logo de cara, o assassino é mostrado no início e não demora muito para a questão principal ser difundida. Neste ponto, o diretor Jee-woon Kim (conhecido por dirigir “O último Desafio”, de 2013, aquele com Arnold Schwarzenegger) consegue trazer o espectador para o clímax durante o filme inteiro. Talvez ninguém esteja preparado para as reviravoltas, pois situações saem do controle e os personagens também perdem o seu controle emocional, mesmo que sejam bem seguros com o que estão fazendo. É bom porque consegue humanizar a todos, mesmo lidando com personagens experientes como o agente Soo-hyun e o assassino Jang Kyung-chul, que é muito bem interpretado pelo ator Choi Min-sik, mais conhecido por seu papel excelente no filme “Oldboy”. Agora ele faz um personagem psicopata, garantindo ótimas cenas. Mesmo quando está sofrendo, triunfando, ou sendo sarcástico, ele garante nossa atenção por sua grande interpretação. Em alguns momentos vamos até rir com o comportamento deste.

O filme estreou no Festival Sundance de Cinema de 2011 e nos cinemas norte-americanos de forma limitada. No Brasil, nada de passar pelo cinema. Teve muitas análises positivas lá fora, vejam abaixo duas declarações interessantes:

Mark Olson do Los Angeles Times: “Tem todo o festival de violência, com certeza, mas o que destaca I Saw the Devil dos outros é a sua corrente de emoções reais e o quão tristes elas podem ser.”

Rob Nelson da revista Variety: “Conteúdo repugnante, pior do que o pior pornô de tortura, quase faz o filme inassistível, mas não o faz, simplesmente porque o filme de Kim é lindamente filmado, cuidadosamente estruturado e visceralmente engajador.”

Realmente é um filme brutal, com cenas fortes, mas nada do que pessoas acostumadas já tenham visto por aí. Vale muito mesmo a pena, mesmo que fechando os olhos para algumas cenas, conferir o mesmo até o último segundo. Tem um nível de ação bem empolgante (cenas como a da estufa e da casa onde Soo-hyun enfrenta mais inimigos), ação esta que é garantida pelos confrontos entre o agente e o assassino, numa perseguição insana. A experiência de duas pessoas é colocada à prova, uma caçando um assassino que sabe caçar vítimas. Um agente altamente treinado (e criativo em seu plano de vingança) contra um assassino que nunca foi pego e parece nunca ter falhado em seus feitos, e que também possui um alto raciocínio mesmo em situações difíceis. E, mais uma vez, é um filme que surpreende bastante, com um final difícil de prever e, ao mesmo tempo, justo e coerente com a proposta que é trabalhada durante todo o filme. Questões já conhecidas como “não importa o que seja feito, nada vai livrar-nos do sentimento da perda” são bem trabalhadas e ficamos ansiosos por um desfecho.

A Coreia do Sul tem surpreendido com suas produções de filmes, principalmente suspense e policial. Para exemplificar e aumentar as indicações, vale a pena conferir:

– A trilogia da vingança, composta pelos  filmes “Mr. Vingança” (2002), “Old Boy” (2003) e “Lady Vingança” (2005), todos do diretor Park Chan-wook;

– “The Showdown” (2011), de Park Hoon-jeong-I, com excelente fotografia e efeitos no meio de uma guerra que serve de palco para criar uma situação tensa entre 3 personagens;

– “Memórias de Um Assassino” (2003), de Joon-Ho Bong, mais um suspense policial com uma proposta interessante (um assassino que sempre mata quando uma música específica toca no rádio);

– “The Chaser: O Caçador” (2008), de Na Hong-jin, filme inspirado no serial-killer coreano Yoo Young-chul;

O Hospedeiro (2006), que retomou o estilo monstro do lago;

A Hard Day (2014), triller policial de tirar o fôlego.

E tantos outros que ainda não vi…

[SPOILER] Diálogo interessante entre Jang Kyung-chul e Soo-hyunno filme “Eu Vi o Diabo”:

“Você já perdeu.
Acha que estava brincando comigo até agora?
Não sei o que é a dor.
Também não sei o que é o medo.
Não vai conseguir nada de mim.
Sendo assim… já perdeu.
Sabia disso?”
(Jang Kyung-chul)

“Eu acredito… que você venha a sentir dor mesmo depois de morto.”
(Soo-hyun)

__________________________________
Fontes:
http://filmesegames.com.br/2014/eu-vi-o-diabo-i-saw-the-devil-critica-scary-shit/
http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Saw_The_Devil

Tags Relacionadas Byung-hun Lee, Chaser, Choi Min-sik, Coreia, crítica, Festival Sundance, Hard Day, Hospedeiro, Jee-woon Kim, Korean, resenha, Showdown
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2 Comentários

  1. […] Acompanhando toda essa situação do ponto de vista de Ko Gun-Soo, acabamos até por sentir uma empatia por ele, mesmo após a sua decisão inicial de esconder o corpo. Junto a isso algumas cenas de ação bem elaboradas e muito mistério, com um diretor que consegue nos transportar para a realidade do filme e sentir a inquietação do protagonista, muitas idas e vindas sem descanso, o filme se torna uma divertida e incômoda atração. Lembrando que a Coreia do Sul está, em minha visão, na lista dos países com as melhores produções cinematográficas da atualidade. Recomendo conferir a lista de indicações que deixei no final da postagem sobre o filme coreano Eu Vi o Diabo (2010). […]

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