Search

Você pode gostar disso:

Viagem de cinema: Noruega e Dinamarca
Filmes Na pré Suspense Terror

Viagem de cinema: Noruega e Dinamarca

Passando pela região da Escandinávia, mais precisamente pelas capitais da Dinamarca e Noruega, visitei locais de filmes e reuni umas dicas de viagem de cinema. Veja aqui um resumo bacana sobre o cinema escandinavo e os melhores filmes e passeios temáticos de cinema nessa região!

Filmes Na pré Suspense Terror

Paul

Eu indico Paul (EUA / Reino Unido, 2011) Após saírem

coolcryingstar
As Vinhas da Ira (1940)
Filmes Na pré Suspense Terror

As Vinhas da Ira (1940)

A história de uma família de pequenos agricultores que, expulsos de suas terras no Oklahoma durante a depressão, atravessam o país em busca de melhor sorte na Califórnia. Dirigido por John Ford, um dos diretores preferidos aqui do site.

tongueangrypunk

Midsommar – O Mal Não Espera a Noite (Suécia, 2019)

Midsommar (Suécia / EUA, 2019)

Aguardado com muito entusiasmo – e tensão – por quem curtiu Hereditário (2018), filme anterior e primeiro longa dirigido por Ari Aster – ficando entre os melhores e mais assustadores filmes de terror dos últimos anos – Midsommar chega às telonas para impactar de novo. Afinal, é um filme que tem o DNA do anterior, embora aqui se entregue muitas vezes o que vai ser o resultado dessa visita de um grupo de amigos a uma comunidade na Suécia. Existe um apelo por cenas fortes, perturbadoras, por outro lado o nível de tensão não supera (e seria mesmo difícil superar) o anterior.

A fotografia e direção parecem à prova de falhas. Tomadas mais abertas, de ângulos diferentes, alguns momentos em primeira pessoa, mas sem mudanças muito bruscas na perspectiva, dão um tom ideal a ponto de criar o suspense descartando a necessidade das sombras. Afinal, nessa época a Suécia quase não conhece a escuridão da noite, mas o clima de horror aqui acontece mesmo a céu aberto, tudo muito visível e claro. Mérito dessa ousadia em não seguir o convencional que precisa de sombras e escuridão para causar medo. Tente não se sentir parte da comunidade para não piorar a sua situação, pois o tempo inteiro o diretor tentará te puxar para dentro da trama.

Um grupo de amigos americanos, entre eles um casal com a relação desequilibrada, viaja para conhecer uma pequena vila sueca. No entanto, à medida que o tempo passa, o grupo começa a desconfiar quando os cultos da comunidade começam a se tornar mais aparentes. Aqui está a maior força do filme, mostrar os cultos sem muito filtro, alguns bem pesados e esquisitos, porém a forma como é conduzido deixa tudo bem crível (sendo assim, mais aterrorizante). Os rituais são muito bem trabalhados.

A importância da personagem Dani, numa interessante interpretação de Florence Pugh, para uma das reflexões que o filme provoca, não é revelada de cara. Mas o destino dos personagens é fácil de perceber, o filme entrega pistas o tempo inteiro e não procura confundir o espectador, isso reduz o clima de mistério antes da metade da trama, mas não acho que prejudicou muito o impacto de sua conclusão. Os traumas de Dani desde antes da viagem parecem soltos, mas vão se encaixar, pois Ari Aster sabe casar o drama com o suspense.

Parece seguir na linha de O Homem de Palha, filme de 1973, ou do não-tão-antigo-assim O Jantar (2017), mas não posso confirmar nada. Somente digo que aqui o impacto visual e cadência da situação é tão bom quanto o primeiro e supera o segundo. Também remete ao excelente O Ritual (2017). O diretor chegou a declarar que “Midsommar é sequência espiritual de Hereditário“.

E o que significa “Midsommar“?

Palavra em sueco traduzida como “pleno verão”, ou seja, é o solstício de verão, feriado nacional idolatrado na Suécia e considerado uma das festas mais importantes do ano.

Segundo a lenda, o Midsommar é na verdade um ritual pagão para celebrar a fertilidade da natureza no dia mais poderoso do ano, quando o Sol e a Terra estão no auge de seus poderes reprodutivos.

Tags Relacionadas Ari Aster, Ari Aster filmes, diretor hereditário, filme de terror, filme Midsommar, filme O Mal Não Espera a Noite (2019), filmes Ari Aster, Midsommar, Midsommar crítica, Midsommar filme, Midsommar resenha, O Mal Não Espera a Noite, resenha Midsommar
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

coolcrying
Agonia e Êxtase (1965)
Clássico

Agonia e Êxtase (1965)

Preocupado com o legado que deixaria para as gerações futuras, o Papa Júlio II (Rex Harrison) resolve contratar o artista Michelangelo (Charlton Heston) para pintar o teto da Capela Sistina. O artista se nega, mas logo é forçado pelo pontífice a fazê-lo. A partir daí, começam as disputas entre Michelangelo e o papa à respeito do projeto. Dirigido por Carol Reed.

laughingcryingmoustache
O Predestinado (Austrália, 2014)
Filmes

O Predestinado (Austrália, 2014)

Um agente temporal (Ethan Hawke) trabalha para uma organização secreta que procura criminosos e os captura antes que eles cometam o delito. Após anos de trabalho, ele encara sua última missão antes de se aposentar: capturar um criminoso responsável por grandes atentados, sendo um em 1975, deixando mais de 11 mil mortos em Nova York. Dirigido por Michael e Peter Spierig.

cryingsecret
Deslembro (Brasil, 2018)
Filmes

Deslembro (Brasil, 2018)

A diretora Flavia Castro fez um filme bem pessoal. Ela se inspirou após fazer Diário de uma Busca (2010), documentário onde investiga a morte do próprio pai, militante político e também vítima da ditadura. Ela informou, em entrevista, que queria falar de memória, só que a memória do contexto no qual cresceu.

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário