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Si vis pacem, para bellum” é um provérbio latino que significa “se quer paz, prepare-se para a guerra”. A frase é atribuída ao autor romano do quarto ou quinto século Flávio Vegécio e serviu de subtítulo dessa nova sequência da franquia de ação mais esperada de 2019. O sucesso do segundo filme – John Wick: Um Novo Dia Para Matar – foi aproveitar a grande ideia do primeiro, o encaixe perfeito de Keanu Reeves no personagem e incrementar com grandes sequências de ação, deixando uma boa ponte para essa continuação. O legal aqui é começar logo após os eventos finais do último filme, levantando a adrenalina na qual deixou os expectadores no final do anterior já no início deste, em poucos minutos temos uma grande cena de ação para abrir o longa da forma que ele merece.

Chad Stahelski dirigiu os três filmes e considero que houve uma importante melhoria a cada vez. Este novo tem aquilo que desejamos: muitas cenas com tomadas longas de ação e Keanu Reeves numa ótima performance. Aqui o John Wick está no modo survivor man, ele é perseguido pelo mundo do crime e ajudado por poucos, sendo inclusive obrigado a cobrar dívidas passadas para receber um auxílio. Mas tudo o que ele precisa são de armas, um monte de armas!

Existem pequenas passagens para dar vazão ao conteúdo da história, explicando um pouco mais a origem do protagonista, definindo a palavra ‘assassino’, lidando com a questão da ação pela emoção e as consequências disso, assim como relações de retribuição (mais do que amizade). Mas é a mudança de ambientes e o uso variado de tipos de armas de fogo – algumas com balas de 8g que viajam a 435 metros por segundo, outras de calibre 12 que arrancam cabeças – e armas brancas, cavalos, motos e até cães adestrados que garantem muita adrenalina. Acredito que nenhuma cena será tão vibrante como a sequência de Keanu Reeves junto com a Halle Berry e seu dois cachorros… é simplesmente sensacional.

Lembrei de filmes como Duro de Matar, True Lies (1994) e até alguns de Bruce Lee, principalmente aquele onde o lutador enfrenta um oponente a cada andar de um prédio, por conta das cenas no clímax de Parabellum que envolvem as salas de vidro. Pode ter buscado inspiração também no filme coreano A Vilã (2017). Talvez tenha sido uma homenagem proposital a grandes clássicos de ação e luta marcial.

Além da supracitada Halle Berry, temos personagens coadjuvantes de peso, como a Asia Kate Dillon (da série Orange Is the New Black) que está ótima, linda e amedrontadora, Laurence Fishburne e Lance Reddick mais uma vez acrescentando, assim como um oponente de peso simplesmente interpretado pelo Mark Dacascos! Mas entre todos, quero destacar a presença em cena de Ian McShane, ótimo mais uma vez como o dirigente do hotel e que vai largar uma frase no melhor momento possível para explicar o subtítulo do filme. Prepara-se para a guerra! Prepara-se para apreciar um grande filme de ação!

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