O Homem Duplicado (“Enemy”, 2013)
O Homem Duplicado (Canadá/Espanha, 2013) Ao assistir um filme, Adam
O Homem Duplicado (Canadá/Espanha, 2013) Ao assistir um filme, Adam
Na beira do rio Han, mora uma família dona de uma barraquinha de comida. O filho mais velho, Hee-bong, tem 40 anos, mas é um tanto imaturo; a filha do meio é arqueira do time olímpico coreano; e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina mais nova, filha de Hee-bong, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia, surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a menina. A família então decide enfrentar o monstro em busca da menina. Dirigido por Bong Joon-ho.
Eu indico Eva (Espanha, 2011) Em 2041, os seres humanos

Spies in Disguise (EUA, 2019)
Buscando inspiração em filmes antigos de espionagem, Um Espião Animal (2019) talvez seja a primeira animação que trate prioritariamente de espionagem com elementos High-tech, referenciando clássicos como 007 e Missão Impossível. Nos primeiros minutos, inteligentemente, trouxe aquele tipo de abertura dos filmes do James Bond com uma música tema. Seguindo a premissa, temos bastante ação derivada desses estilos, igualmente absurdas e, assim também, divertidas, contudo uma situação inusitada acontece com o protagonista – agente secreto Lance Sterling – introduzindo um elemento diferencial: por um acidente, ele vira um pombo. Certamente, essa proposta só funcionaria bem mesmo num filme de animação.
Os melhores momentos do filme, certamente, são os que se seguem após a transformação do protagonista-agente-adorado-experiente-metido Lance Sterling (dublado por Lázaro Ramos) em um pombo. O estado de pânico do personagem e a necessidade de combater o crime naquela forma gera as cenas mais engraçadas e o diferencial do que seria para uma trama que não inventasse essa situação inusitada.
Lázaro Ramos dublando o agente secreto Lance Sterling
A escolha do pombo como animal serve como metáfora, é o símbolo da paz, uma paz que é buscada pelo personagem Walter que insiste em combater o Mal com bondade, entender o que motivou os vilões a serem pessoas ruins e transformá-los. Aqui temos um lado que a trama reafirma o tempo inteiro, numa certa ingenuidade que deixa uma mensagem bonita para a criançada.
Já vimos essa premissa em filmes de herói como Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) quando Peter Parker convence – quase dando a própria vida – Adrian Toomes (O Abutre) a desistir de suas intenções maléficas. Tem havido bastante humanização de vilões, recentemente tivemos algo assim no filme Joker (2019). Enquanto se quer aqui salvar os inimigos com paz e piedade, cabe lembrar que produções antigas de espionagem possuem uma carga de machismo e detonação de vilões.
Uma importância foi dada a um personagem comum em filmes de espionagem que normalmente possui um papel pequeno. Trata-se do cientista que cria as armas e aparatos avançados para uso dos agentes. O nerd, o esquisito. Assim temos o personagem Walter Beckett com sua criatividade e conhecimento; soma-se a isso seu carisma tornando sua presença tão importante quanto a do agente secreto. Eles acabam formando uma boa dupla.
Analogamente, ao se tornar um pombo, o agente secreto se torna também um esquisito. Depois de um tempo, percebe os atributos que só este animal possui e passa a usá-los junto com um bando de pombos amigos, igualmente engraçadíssimos. Will Smith e Tom Holland dublam as vozes dos protagonistas e a identidade visual deles lembra mesmo os atores.
No visual e na ação de Um Espião Animal (2019), a cidade de Veneza foi bem representada e aproveitada numa ótima sequência noturna. No geral a ação funciona quando entrelaçada com a grande variedade de armas tecnológicas. Na proposta de Walter, as armas tendem a não machucar os inimigos, incrementando mais ainda a diversão.
Em síntese, através da interação entre os dois personagens opostos, vemos que a iniciativa e o entusiasmo dão uma porrada no ego e na violência. A esquisitice, sendo pelo Walter ou pela trupe dos pombos, ganha um respeito.
Para finalizar, temos um destaque na música de encerramento, durante os créditos finais, chamada Freak of Nature, que tem até o som de pombos em sua melodia.
Existem alguns filmes que exploram o universo infantil, mas que são voltados para os adultos. Este é um dos melhores. Bem original e divertido, o filme explora amizade, família, o amor pelo cinema e também a quebra de paradigmas.
Lucy, uma garota tímida da pequena cidade de Ohio, EUA, ama filmes e acaba conhecendo o trabalho único de Federico Fellini, um dos mais importantes diretores italianos, responsável por filmes como A Doce Vida (1960), Oito e meio (1963), Amarcord (1973), A Estrada da Vida (1954) e Noites de Cabíria (1957). Lucy está tendo problemas em encarar a realidade e acaba embarcando numa viagem estranha e bonita pela Itália para encontrar Fellini. Ao longo do caminho ela descobre muito além do que esperou. Dirigido por Taron Lexton.
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