Search

Você pode gostar disso:

happy
TOP 10 filmes lançados em 2018
Clássico Drama Favoritos Filmes

TOP 10 filmes lançados em 2018

Nossa lista anual é sempre disponibilizada perto ou logo após o Oscar. Os 10 melhores do ano passado para você concordar, discordar ou correr para assistir! Alguns deles possuem resenha aqui no site, é só clicar no título. Dessa vez tivemos metade da lista com filmes não americanos, sendo 2 brasileiros, 1 mexicano, 1 francês e 1 coreano.

happy
Top 10 melhores filmes que tratam do tema “luto”
Clássico Drama Favoritos Filmes

Top 10 melhores filmes que tratam do tema “luto”

O luto, definido como sentimento de tristeza profunda pela morte de alguém, já foi abordado nos filmes de variadas formas. Particularmente, adoro os grandes filmes que trataram deste tema. Possuem lições grandiosas. Assim, neste mês onde todos lembram de quem partiu, selecionamos os 10 melhores filmes sobre o assunto.

angrypunk
A Tempestade do Século (EUA / Canadá, 1999)
Clássico Drama Favoritos Filmes

A Tempestade do Século (EUA / Canadá, 1999)

Little Tall é uma pequena cidade que fica em uma ilha longe do continente e está prestes a receber uma violenta tempestade de neve. Andre Linoge (Colm Feore), um forasteiro bastante estranho, chega na pequena cidade e cria pânico e morte entre os moradores. Ele sabe o segredo de todos os habitantes. Mike Anderson (Timothy Dale), o policial da cidade, tenta manter cada um em alerta contra a forte tempestade e contra Linoge. Dirigido por Craig R. Baxley. Roteiro de Stephen King.

coolcryingstar

As Vinhas da Ira (1940)

The Grapes of Wrath (EUA, 1940)

As Vinhas da Ira (1940) conta a história de uma família de pequenos agricultores que, expulsos de suas terras no Oklahoma durante a depressão, atravessam o país em busca de melhor sorte na Califórnia. Dirigido por John Ford.

John Steinbeck e a Grande Depressão em seu livro As Vinhas da Ira

Baseado no livro de John Steinbeck, este filme foi lançado um ano depois da obra e faturou o Oscar de melhor diretor (John Ford) e melhor atriz coadjuvante (Jane Darwell). Analogamente à fala do personagem Tom Joad (Henry Fonda, indicado ao Oscar por este papel) no final da história (ver no final desta resenha), este é um filme extremamente inspirador.

Tom é um homem que acabou de sair da cadeia e é recebido pela sua família com a triste informação de que eles serão expulsos de sua morada. Um retrato da Grande Depressão que colocou muitas famílias reais de agricultores nesta mesma situação, com os bancos vendendo as terras e um sistema de exploração baseado em forte capital, com máquinas sob o controle de assalariados agrícolas. Portanto, não demora muito para tratores passar por cima das casas, fazendo com que muitas famílias fujam em busca da própria sobrevivência, buscando o suposto paraíso, a Califórnia.

A família Joad de As Vinhas da Ira (1940)

A narrativa segue a família de Tom, uma trajetória cheia de incertezas, desventuras mas também de transformações pessoais. Na figura do amigo da família, o ex-pastor Casey, surge uma inspiração de Tom para confrontar as injustiças e opressões contra os pobres. Numa sociedade que explorava cada vez mais a força de trabalho, surge em poucos personagens a consciência de classe que vai resistir a isso. Inegavelmente, Tom universaliza os militantes do mundo.

“O Casey pode ter sido pastor, mas via as coisas com clareza. Foi como uma candeia. Também me ajudou a ver as coisas. ”

As Vinhas da Ira (1940): Tom Joad (Henry Fonda)

Tom Joad (Henry Fonda)

Imaginar que As Vinhas da Ira (1940) foi lançado no finalzinho da Grande Depressão já pode dar uma ideia de como este filme balançou a cabeça dos americanos, sobretudo ao mostrar como o país era visto por muita gente que sofria neste cenário. A família de Tom é simples, sofre os diabos desde a mudança, junto com muitas outras que eles encontram nos acampamentos de sem-terra da Califórnia.

O super lotado carro ambulante da família causa um impacto visual e significativo. É o único meio “viável” de transporte e o único bem que eles possuem, mas parece que vai desmontar a qualquer momento, assim como a família que logo vai sofrendo as consequências da situação. No início da jornada, o bisavô de Tom abandona os demais por não conseguir, física e psicologicamente, abandonar suas terras. A adaptação é para poucos.

Ma Joad

A mãe de Tom retrata todo o sentimento passado pela família, com uma interpretação sensacional da atriz Jane Darwell. O brilho nos seus olhos e sua expressão facial transmite tudo: amor pela família, alívio quando surge esperança e momentos de tranquilidade, receio e resistência nas situações difíceis. Decerto, ela é um dos grandes sustentos da família e por isso mesmo tenta sempre se manter firme. Bastaria sua postura ao defender a família, diante do filho que retornou da prisão, para vermos ali uma verdadeira mãe.

“Eles o machucaram, filho? Eles o machucaram e o enlouqueceram? Às vezes eles fazem coisas com você. Eles o machucam até você se tornar um homem mau. E o machucam de novo e você se torna pior ainda. Até que não é mais menino nem homem, apenas malvadeza encarnada.”

As Vinhas da Ira (1940): Jane Darwell

Jane Darwell levou Oscar pelo papel de Ma Joad

Tom Joad

As Vinhas da Ira (1940) começa e termina numa encruzilhada, mas seu desfecho transmite esperança. Assim como a faísca de esperança da família ao encontrar um acampamento do Ministério da Agricultura – um dormitório para famílias em busca de trabalho – que logo se apaga quando percebem que a opressão também chega ali. Contudo, o personagem Tom vive um interessante conflito, no início buscando somente a sobrevivência da família, no final despertando para a missão de pensar na sociedade, para além do interesse pessoal.

O personagem de Henry Fonda trás um discurso final, com um olhar que reforça a mensagem de um homem que, no passado, havia sido preso por assassinato:

“Andarei por aí no escuro. Estarei em toda a parte. Para onde quer que olhem. Onde houver uma luta para que os famintos possam comer, estarei lá. Onde houver um policial a espancar uma pessoa, estarei lá. Estarei nos gritos das pessoas que enlouquecem. Estarei nos risos das crianças quando têm fome e as chamam para jantar. E quando as pessoas comerem aquilo que cultivam e viverem nas casas que constroem. Também lá estarei.”
(Tom Joad)

John Ford é um dos diretores preferidos aqui do site e esse clássico As Vinhas da Ira (1940) está entre os nossos filmes favoritos. Clique aqui para saber e conferir as resenhas dos filmes da nossa lista de favoritos!

Tags Relacionadas As Vinhas da Ira, As Vinhas da Ira 1940, crítica As Vinhas da Ira, filmes John Ford, Henry Fonda, Jane Darwell, John Ford, resenha As Vinhas da Ira, resenha As Vinhas da Ira (1940), The Grapes of Wrath, Tom Joad
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

coolcryingstar
Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)
Drama

Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)

Em 1946, o jovem e bem-sucedido banqueiro Andrew "Andy" Dufresne (Tim Robbins) é sentenciado a duas penas consecutivas de prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e de seu amante, a serem cumpridas na Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine, comandada pelo religioso e cruel agente penitenciário Samuel Norton (Bob Gunton). Rapidamente, Andy se torna amigo de Ellis "Red" Redding (Morgan Freeman), interno influente, também sentenciado à prisão perpétua, que controla o mercado negro do presídio. Ao longo das quase duas décadas de Dufresne na prisão, ele se revela um interno incomum. Dirigido por Frank Darabont.

angeltongue
Pica-Pau: O Filme (2017)
Animação

Pica-Pau: O Filme (2017)

Os adultos de hoje lembram facilmente dos desenhos do Pica-Pau. O personagem foi criado em 1940 pelo artista Walt Lantz, tendo muitas animações produzidas pelo estúdio do próprio artista e distribuídas pela Universal Pictures. É o personagem pássaro de desenho animado mais famoso do mundo. Agora, anos depois do sucesso do desenho, resolveram fazer um filme live-action misturado com animação gráfica, para mostrar esse personagem peculiar. Dirigido por Alex Zamm e escrito por Dave Krinsky e John Altschuler.

Filmes

72 horas (“The Next Three Days”)

Eu indico 72 horas (EUA / França, 2010) John Brennan

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário