Síndrome de Caim (“Raising Cain”)
Eu indico Síndrome de Caim (EUA, 1992) Charles Nix (John
Eu indico Síndrome de Caim (EUA, 1992) Charles Nix (John
Com a proximidade do Oscar, faço uma reflexão e indico os 10 melhores filmes produzidos em 2014, os quais tive a feliz oportunidade de assistir. Você pode ver a resenha que fizemos de alguns dos filmes clicando no título.
Durante o período de transição da ditadura militar para a democracia, Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras, dona de sua voz e única autora de sua própria história. Dirigido por Maurício Farias.

Woody Woodpecker (EUA, 2107)
Os adultos de hoje lembram facilmente dos desenhos do Pica-Pau. O personagem foi criado em 1940 pelo artista Walt Lantz, tendo muitas animações produzidas pelo estúdio do próprio artista e distribuídas pela Universal Pictures. É o personagem pássaro de desenho animado mais famoso do mundo. Agora, anos depois do sucesso do desenho, resolveram fazer um filme live-action misturado com animação gráfica, para mostrar esse personagem peculiar. Dirigido por Alex Zamm e escrito por Dave Krinsky e John Altschuler.
Uma das poucas coisas que o filme tem de bom é o próprio Pica-Pau. Na dublagem de Eric Bauza, o personagem realmente se parece bastante com a versão mais conhecida do pássaro nos desenhos. A personalidade inquieta, como uma criança que sempre apronta e fala sozinho, enérgico e cheio de fome, infernizando a vida dos outros, ficou bem caracterizada e fiel. Embora o personagem infernize de verdade e sem muito motivo no desenho, neste filme isso ocorre como um mecanismo de defesa, pois ele está com a vida e lar ameaçados, caçadores invadem a floresta atrás de espécies raras para comercializar e uma família ainda tenta construir uma casa moderna bem onde ele mora. Essa é a desculpa perfeita para mostrar o Pica-Pau infernizando a vida dos humanos no filme.
A escolha de introduzir o personagem através de efeitos visuais como uma pequena animação dentro de um filme com atores reais, não me pareceu cair bem. O resultado ficou estranho, quanto mais quando a sonoplastia dos barulhos que o personagem produz, se mostra visivelmente dessincronizada, trabalho pouco cuidadoso neste aspecto. Neste ponto, lembrei de uma referência inesquecível, que funcionou perfeitamente e foi produzido em 1988: “Uma Cilada Para Roger Rabbit”. Talvez se tivesse optado por um filme 100% animado e, claro, caprichado no humor, teríamos um resultado melhor.
Cheguei a pensar que este filme do Pica-Pau seria um entretenimento para os adultos de agora (público que de fato conhece o personagem), mas as piadas e cenas do filme falham muitas vezes na tentativa de serem engraçadas. Considerando que as crianças de hoje são bem exigentes (principalmente as brasileiras, como disse o personagem de Vladimir Brichta no filme Bingo, e olha que isso já era na década de 1980), é provável que este nem seja uma diversão garantida para os menores.
Um fato curioso é que a primeira versão do Pica-Pau mostra ele como um pássaro louco, até sua aparência era estranha. Com o tempo, sofreu mudanças no seu visual e se tornou até agradável, gerando empatia do público. Tem um momento até interessante no filme, quando um personagem explica a origem do Pica-Pau como a reencarnação de um demônio que inferniza e destrói, algo assim. Existem muitas mensagem subliminares nos desenhos que deixam o personagem bem sinistro. Mas este filme vai pelo lado bom, passa até o alerta a favor da convivência das espécies (humana e animal), que pode ocorrer de forma saudável. Apela, também, para a importância de cuidar da natureza e respeitar os animais. O personagem principal, por sinal, é uma espécie quase em extinção no filme e que deseja fazer parte de uma família. Assim fica fácil torcer por ele, o que não ocorria muito nos desenhos, por sinal eu sentia pena dos outros personagens.
O primeiro duplador nos Estados Unidos foi Mel Blanc, seguido por Ben Hardaway, um dos criadores do desenho, e mais tarde por Grace Stafford, esposa de Walter Lantz. Mas os brasileiros se acostumaram mesmo com a dublagem nacional e fica um parabéns a Eric Bauza por este trabalho aqui no filme. Aproveito e desejo sucesso e deixo um obrigado a todos os grandes dubladores nacionais! Por fim, um fato divertido mesmo foi ver a atriz brasileira Thaila Ayala, que está neste filme, dublando ela mesma na versão dublada.
O casal de atores Fred Astaire e Ginger Rogers, que dançam e cantam em seus filmes, mantiveram uma longa parceria no cinema. Ritmo Louco foi o sexto filme com o casal, contendo cenas de dança sensacionais, ao estilo sapateado, entre outros. Um dançarino e apostador viaja a Nova York para levantar a quantia necessária para poder se casar com sua noiva. Chegando lá, ele acaba se envolvendo com uma bela dançarina novata. Dirigido por George Stevens.
Em um mundo tão real quanto fictício, Horácio procura sua verdade. Assim, aprende a dar espaço a seu desejo, em uma história em que a comédia se cruza com a melancolia. Dirigido por Eduardo Albergalia e escrito em parceria com Carlos Thiré, Ana Cohan e Fernando Velasco, esse filme parece ter saído de uma história de Nelson Rodrigues.
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