Traídos pelo Desejo (“The Crying Game”, 1992)
Eu indico The Crying Game (Reino Unido / Irlanda /
Eu indico The Crying Game (Reino Unido / Irlanda /
Juan (Alexis Díaz de Villegas) é um sujeito de 40 anos especializado na arte de não fazer nada. Um dia, se depara com uma misteriosa infecção que está transformando os habitantes de Havana em mortos-vivos. Como um bom cubano, decide começar um negócio ao lado do amigo Lazaro (Jorge Molina) para tirar vantagem da situação. Eles se especializam em assassinar zumbis e trabalham com o slogan "Matamos seus entes queridos". O negócio acaba sendo afetado com o crescimento constante do número de infectados. Dirigido por Alejandro Brugués.
Owen e Claire retornam à ilha Nublar para salvar os dinossauros restantes de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Eles encontram novas e aterrorizantes raças de dinossauros gigantes ao descobrir uma conspiração que ameaça todo o planeta. Dirigido por Juan Antonio Bayona.

Good Time (EUA, 2017)
O plano de Constantine Nikas (Robert Pattinson) era assaltar um banco e conseguir uma boa quantia em dinheiro, mas não funciona e o seu irmão mais novo acaba sendo preso. Decidido a resgatá-lo, Constantine embarca em uma perigosa corrida contra o relógio e onde ele mesmo é o próximo alvo da polícia. Dirigido pelos irmãos Safdie.
Robert Pattinson (sim, o vampiro principal da saga Crepúsculo) entrega um personagem interessante, numa situação plausível onde os próximos eventos serão imprevisíveis. Com um objetivo que ele insiste em não desviar – tirar o irmão da cadeia, o filme se torna uma noite alucinante, cheia de adrenalina para ele e chegando a ser agonizante de assistir em muitos momentos, junto a uma trilha composta de músicas eletrônicas que forçam nossos sentidos. O enredo é certeiro ao apresentar situações difíceis, uma após a outra, exigindo do personagem uma capacidade criativa e boa resiliência para ir desenrolando os percalços como pode. Robert Pattinson soube dar conta de um papel dramático e se torna um dos triunfos do filme, ele está quase irreconhecível comparado ao padrão assimilado e ainda barbudo e com um cabelo pouco cuidado.
Adotando cenas com tomadas longas próximas aos rostos dos personagens, a dinâmica do filme lembra outros excelentes como Filho de Saul (Hungria, 2015) que por sua vez também adota a proximidade da câmera, só que sobre um único personagem chegando a ser considerado um survival horror; também temos neste uma pessoa insistente em seu objetivo (enterrar o filho). O recente e espetacular filme Mãe (2017) faz o mesmo com Jennifer Lawrence. Mas a conquista principal neste “Bom Comportamento” está na sensação quase interminável de que o personagem está por um triz, trazendo vagas lembranças do filme de 2003 com Denzel Washington (Por um Triz) e até do coreano A Hard Day (Um dia difícil), de 2014.
É uma briga contra o tempo, pois o irmão Nick Nikas (Ben Safdie, que também é um dos diretores do filme) possui certa deficiência mental e pode não durar um dia na prisão. O apego do protagonista ao irmão pode ser contagiante e é reforçado quando um desconhecido, que passa pelo seu caminho, fala ao telefone com o irmão e diz que o ama. O título original “Bom momento” ou “Tempo Bom” (Good Time) é uma clara ironia com o que acontece fatidicamente aos personagens, na verdade praticamente a todos que, de alguma forma, serão envolvidos e afetados pela situação que foi engatilhada após o assalto. E aí temos coadjuvantes de peso como um traficante desnorteado (Buddy Duress), a namorada desleixada (Jennifer Jason Leigh), a adolescente quase abandonada e descuidada (Taliah Webster) e o segurança que tenta ser um herói descontrolado (Barkhad Abdi, que quase recebeu o Oscar pela sua atuação em Capitão Phillips, de 2013).
Numa análise cuidadosa, percebemos que é um drama sobre a dificuldade dos desfavorecidos em se manter na linha do “bom comportamento” numa cidade violenta. Quem não possui dinheiro e se mete numa confusão, está em total desvantagem até nos EUA. A direção de Ben Safdie e Joshua Safdie (os Safdie brothers) garante um ritmo legal e realista. Também não toma um lado de forma clara e deixa a discussão para o espectador, até porquê apresenta como proposta, algumas ações sociais de reabilitação, é só prestar atenção nas cenas que envolvem o psicólogo e não julgar a situação somente do mesmo ponto de vista do personagem de Robert Pattinson.

Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora. Escrito e dirigido por Greta Gerwig.
Eu indico L’illusionniste (França, 2010) Animação que conta a história
Este filme foi ousado em reinventar uma das cenas mais fortes do livro (e do primeiro filme), que envolve a primeira catástrofe para a família. Isso ficou interessante e manteve a lógica. Outro ponto positivo foi a atuação de John Lithgow como o velho Jud Crandall, personagem chave com garantia de grandes momentos em tela graças ao ator consagrado. A garotinha Ellie, interpretada pela Jeté Laurence, também está boa no papel. Uma das cenas mais legais envolve os dois, é pesada e bem parecida com a cena do livro. Boa sorte!
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