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Como comédia, Baywatch funciona muito bem. Com situações bem engraçadas, utilizando bem os clichês do gênero, assim como atores adequados ao papel, é uma opção certa para quem quer relaxar e se divertir vendo um filme. Dwayne Johnson, Zac Efron e outros formam uma equipe que vão atrás de uma conspiração criminosa na praia onde eles trabalham como salva-vidas. Dirigido por Seth Gordon.

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O filme conta a história de Leslie (Elizabeth Taylor), Bick (Rock Hudson) e Jett (James Dean). Bick conheceu Leslie quando foi a casa do pai dela comprar um cavalo premiado e os dois se apaixonaram. Eles se casam e vão para o Texas - terra de Bick - e lá constroem sua família, no rancho Reata. Ali perto mora Jett, que de certa forma é inimigo de Bick. A cada dia que passa os dois continuam se odiando, ainda mais quando Jett enriquece e se torna um magnata do petróleo. O filme aborda claramente a intolerância racial e é um épico imbatível que explora o assunto e defende o fim do racismo.

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Bom Comportamento (2017)

Good Time (EUA, 2017)

O plano de Constantine Nikas (Robert Pattinson) era assaltar um banco e conseguir uma boa quantia em dinheiro, mas não funciona e o seu irmão mais novo acaba sendo preso. Decidido a resgatá-lo, Constantine embarca em uma perigosa corrida contra o relógio e onde ele mesmo é o próximo alvo da polícia. Dirigido pelos irmãos Safdie.

Robert Pattinson (sim, o vampiro principal da saga Crepúsculo) entrega um personagem interessante, numa situação plausível onde os próximos eventos serão imprevisíveis. Com um objetivo que ele insiste em não desviar – tirar o irmão da cadeia, o filme se torna uma noite alucinante, cheia de adrenalina para ele e chegando a ser agonizante de assistir em muitos momentos, junto a uma trilha composta de músicas eletrônicas que forçam nossos sentidos. O enredo é certeiro ao apresentar situações difíceis, uma após a outra, exigindo do personagem uma capacidade criativa e boa resiliência para ir desenrolando os percalços como pode. Robert Pattinson soube dar conta de um papel dramático e se torna um dos triunfos do filme, ele está quase irreconhecível comparado ao padrão assimilado e ainda barbudo e com um cabelo pouco cuidado.

Adotando cenas com tomadas longas próximas aos rostos dos personagens, a dinâmica do filme lembra outros excelentes como Filho de Saul (Hungria, 2015) que por sua vez também adota a proximidade da câmera, só que sobre um único personagem chegando a ser considerado um survival horror; também temos neste uma pessoa insistente em seu objetivo (enterrar o filho). O recente e espetacular filme Mãe (2017) faz o mesmo com Jennifer Lawrence. Mas a conquista principal neste “Bom Comportamento” está na sensação quase interminável de que o personagem está por um triz, trazendo vagas lembranças do filme de 2003 com Denzel Washington (Por um Triz) e até do coreano A Hard Day (Um dia difícil), de 2014.

É uma briga contra o tempo, pois o irmão Nick Nikas (Ben Safdie, que também é um dos diretores do filme) possui certa deficiência mental e pode não durar um dia na prisão. O apego do protagonista ao irmão pode ser contagiante e é reforçado quando um desconhecido, que passa pelo seu caminho, fala ao telefone com o irmão e diz que o ama. O título original “Bom momento” ou “Tempo Bom” (Good Time) é uma clara ironia com o que acontece fatidicamente aos personagens, na verdade praticamente a todos que, de alguma forma, serão envolvidos e afetados pela situação que foi engatilhada após o assalto. E aí temos coadjuvantes de peso como um traficante desnorteado (Buddy Duress), a namorada desleixada (Jennifer Jason Leigh), a adolescente quase abandonada e descuidada (Taliah Webster) e o segurança que tenta ser um herói descontrolado (Barkhad Abdi, que quase recebeu o Oscar pela sua atuação em Capitão Phillips, de 2013).

Numa análise cuidadosa, percebemos que é um drama sobre a dificuldade dos desfavorecidos em se manter na linha do “bom comportamento” numa cidade violenta. Quem não possui dinheiro e se mete numa confusão, está em total desvantagem até nos EUA. A direção de Ben Safdie e Joshua Safdie (os Safdie brothers) garante um ritmo legal e realista. Também não toma um lado de forma clara e deixa a discussão para o espectador, até porquê apresenta como proposta, algumas ações sociais de reabilitação, é só prestar atenção nas cenas que envolvem o psicólogo e não julgar a situação somente do mesmo ponto de vista do personagem de Robert Pattinson.

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