O Atalante (França, 1934)
Eu indico L’Atalante (França, 1934) Jean (Jean Dasté), jovem capitão
Eu indico L’Atalante (França, 1934) Jean (Jean Dasté), jovem capitão
Esse é o nosso TOP 10 com os melhores filmes lançados em 2021. Foram 40 filmes pré-selecionados aqui no blog e escolhi os 10 que me causaram as melhores emoções, assim como uma grande satisfação ao término da sessão.
Little Tall é uma pequena cidade que fica em uma ilha longe do continente e está prestes a receber uma violenta tempestade de neve. Andre Linoge (Colm Feore), um forasteiro bastante estranho, chega na pequena cidade e cria pânico e morte entre os moradores. Ele sabe o segredo de todos os habitantes. Mike Anderson (Timothy Dale), o policial da cidade, tenta manter cada um em alerta contra a forte tempestade e contra Linoge. Dirigido por Craig R. Baxley. Roteiro de Stephen King.

Good Time (EUA, 2017)
O plano de Constantine Nikas (Robert Pattinson) era assaltar um banco e conseguir uma boa quantia em dinheiro, mas não funciona e o seu irmão mais novo acaba sendo preso. Decidido a resgatá-lo, Constantine embarca em uma perigosa corrida contra o relógio e onde ele mesmo é o próximo alvo da polícia. Dirigido pelos irmãos Safdie.
Robert Pattinson (sim, o vampiro principal da saga Crepúsculo) entrega um personagem interessante, numa situação plausível onde os próximos eventos serão imprevisíveis. Com um objetivo que ele insiste em não desviar – tirar o irmão da cadeia, o filme se torna uma noite alucinante, cheia de adrenalina para ele e chegando a ser agonizante de assistir em muitos momentos, junto a uma trilha composta de músicas eletrônicas que forçam nossos sentidos. O enredo é certeiro ao apresentar situações difíceis, uma após a outra, exigindo do personagem uma capacidade criativa e boa resiliência para ir desenrolando os percalços como pode. Robert Pattinson soube dar conta de um papel dramático e se torna um dos triunfos do filme, ele está quase irreconhecível comparado ao padrão assimilado e ainda barbudo e com um cabelo pouco cuidado.
Adotando cenas com tomadas longas próximas aos rostos dos personagens, a dinâmica do filme lembra outros excelentes como Filho de Saul (Hungria, 2015) que por sua vez também adota a proximidade da câmera, só que sobre um único personagem chegando a ser considerado um survival horror; também temos neste uma pessoa insistente em seu objetivo (enterrar o filho). O recente e espetacular filme Mãe (2017) faz o mesmo com Jennifer Lawrence. Mas a conquista principal neste “Bom Comportamento” está na sensação quase interminável de que o personagem está por um triz, trazendo vagas lembranças do filme de 2003 com Denzel Washington (Por um Triz) e até do coreano A Hard Day (Um dia difícil), de 2014.
É uma briga contra o tempo, pois o irmão Nick Nikas (Ben Safdie, que também é um dos diretores do filme) possui certa deficiência mental e pode não durar um dia na prisão. O apego do protagonista ao irmão pode ser contagiante e é reforçado quando um desconhecido, que passa pelo seu caminho, fala ao telefone com o irmão e diz que o ama. O título original “Bom momento” ou “Tempo Bom” (Good Time) é uma clara ironia com o que acontece fatidicamente aos personagens, na verdade praticamente a todos que, de alguma forma, serão envolvidos e afetados pela situação que foi engatilhada após o assalto. E aí temos coadjuvantes de peso como um traficante desnorteado (Buddy Duress), a namorada desleixada (Jennifer Jason Leigh), a adolescente quase abandonada e descuidada (Taliah Webster) e o segurança que tenta ser um herói descontrolado (Barkhad Abdi, que quase recebeu o Oscar pela sua atuação em Capitão Phillips, de 2013).
Numa análise cuidadosa, percebemos que é um drama sobre a dificuldade dos desfavorecidos em se manter na linha do “bom comportamento” numa cidade violenta. Quem não possui dinheiro e se mete numa confusão, está em total desvantagem até nos EUA. A direção de Ben Safdie e Joshua Safdie (os Safdie brothers) garante um ritmo legal e realista. Também não toma um lado de forma clara e deixa a discussão para o espectador, até porquê apresenta como proposta, algumas ações sociais de reabilitação, é só prestar atenção nas cenas que envolvem o psicólogo e não julgar a situação somente do mesmo ponto de vista do personagem de Robert Pattinson.

Filmado durante 12 anos (começou em 2002), este filme é um retrato dessas experiências, da infância até a juventude, focada na vida de um garoto. O diretor Richard Linklater manteve os mesmos atores durante os 12 anos de produção, cada ano reunia a todos e filmava um pouco mais.
Mort Rainey (Johnny Depp) é um escritor em crise, que acaba de se separar de sua esposa (Maria Bello) após tê-la flagrado com outro homem. Mort decide se isolar em uma cabana à beira do lago Tashmore, em busca de tranquilidade. Porém lá aparece John Shooter (John Turturro), que começa a atormentá-lo ao acusá-lo seguidamente de plágio.
Anna Muylaert dirige este filme nacional que poderia vencer um Oscar. Baseado em um caso real, mostra um garoto de 16 anos que descobre que sua mãe não é biológica, quando a mesma é presa pela polícia. Confuso e tendo que morar com seus parentes verdadeiros, que o conhecem como Felipe, o rapaz tem que se adaptar à nova realidade.
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