Search

Você pode gostar disso:

laughingpunk
O Hospedeiro (Coreia do Sul, 2006)
Comédia Cult Drama Filmes Na pré

O Hospedeiro (Coreia do Sul, 2006)

Na beira do rio Han, mora uma família dona de uma barraquinha de comida. O filho mais velho, Hee-bong, tem 40 anos, mas é um tanto imaturo; a filha do meio é arqueira do time olímpico coreano; e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina mais nova, filha de Hee-bong, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia, surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a menina. A família então decide enfrentar o monstro em busca da menina. Dirigido por Bong Joon-ho.

tongue
Frozen 2 (2019)
Comédia Cult Drama Filmes Na pré

Frozen 2 (2019)

De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a sepaação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes. Dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck.

happy
TOP 10 filmes (pouco conhecidos) que sempre indico
Comédia Cult Drama Filmes Na pré

TOP 10 filmes (pouco conhecidos) que sempre indico

Resgatei minha listinha de filmes favoritos e selecionei os que considero menos conhecidos, para compor a minha lista "10 filmes que sempre indico". Dessa forma espero que o leitor amplie suas experiências cinematográficas aproveitando essa preciosa lista.

angelconfusedcryingtongue

O Formidável (França, 2017)

Le Redoutable (França, 2017)

Sinto um prazer toda vez que um filme inicia com uma narração em francês de uma voz feminina e jovial. Stacy Martin, que é franco-inglesa, já começa com uma suavidade e, em tela, mostra sua beleza inestimável. Por isso resolvi começar essa resenha falando dela. Aqui, mais linda do que em Nifomaníaca (2013) e, arrisco dizer, mais jovial e sensual. Explorada ao extremo no filme, cada tomada de seu rosto, corpo e gestos já garantem um júbilo por parte do espectador. Ela interpreta a atriz Anne Wiazemsky que foi companheira de Jean-Luc Godard durante anos. O filme se passa em Paris, anos 60, onde o diretor e ela começaram a viver um romance e, futuramente, por decisão dela, a história dos dois é contada. A direção e roteiro fica por conta de Michel Hazanavicius, que venceu o Oscar com o filme O Artista (2012).

Entre o cinema e a revolução, o célebre diretor Jean-Luc Godard (Louis Garrel) lançou o seu filme A Chinesa (1967), onde um grupo de jovens tenta incorporar princípios do líder comunista e revolucionário chinês Mao. A reação dos críticos ao filme não foi muito boa e já é uma deixa para abordar o quanto Godard foi incompreendido, até porquê hoje em dia seus filmes são como obras cinematográficas inquestionáveis. Quem ainda não experimentou, precisa assistir ao menos os mais famosos: Acossado (1960), O Desprezo (1963) e O Demônio das Onze Horas (1965). Ele foi um dos pioneiros, junto com François Truffaut (diretor de Os Incompreendidos, 1959) da denominada nouvelle vague, a “nova onda” do movimento artístico do cinema francês. Nos anos sessenta, sem grande apoio financeiro, os primeiros filmes franceses conotados com esta expressão eram caracterizados pela juventude dos seus autores, unidos por uma vontade comum de transgredir as regras normalmente aceitas do cinema comercial.

É interessante compreender essa mescla de fazer filmes e atuar na revolução da época, que fazia parte do mundo de Godard. Ele nem desassociava uma coisa da outra e insistia em ser coerente com suas ações para mostrar-se a favor da revolução. Algumas cenas chegam a ser engraçadas onde ele se recusa a tomar um banho de mar num lugar deslumbrante (e, convenhamos, acompanhado da bela Anne Wiazemsky) e até tenta boicotar o Festival de Cannes justamente para protestar que a França estava vivendo algo maior e não havia espaço para esses eventos. Período turbulento e mente turbulenta de um diretor em destaque. A relação com Anne Wiazemsky sofre o tempo todo com conflitos que começam com a forma de pensar e agir de Godard. A narrativa acerta em mostrar a imagem nada carismática de um dos maiores diretores da história do cinema. Melhor ainda, é narrada pelos dois, cada um com seu ponto de vista e o espectador admirando o que eles falam e pensam. Tem uma cena onde sabemos o que eles estão pensado enquanto dialogam um com o outro. O não dito fica dito para o espectador. Fantástico… ou melhor, formidável!

Damos valor ao Godard inteligente, coerente consigo mesmo e no comportamento com os outros, mas algo é certo: não havia carisma ali. Aos 37 anos ele vivia em conflito até com uma juventude de visão madura, mas que não o entendia. Assim, na grande interpretação de Louis Garrel, um dos protagonistas de Os Sonhadores (2003), o resultado é muito positivo. Ele personifica as manias do artista e passa todo o sufoco vivido por ele. O diretor Hazanavicius talvez tenha exagerado um pouco ao mostrar um Godard cabeça dura, arrogante demais e até infantil em alguns momentos. Mas quem vai arriscar dizer que não era assim mesmo? O mais importante é mostrar esse importante momento na carreira do diretor. A trama não poderia deixar de citar outros filmes e diretores, como o clássico A Paixão de Joana D’Arc (1928) que passa numa sala de cinema frequentada por Godard com sua companheira, a presença de Bernardo Bertolucci na trama, citações a Dziga Vertov (o piorneiro Um Homem com uma Câmera, de 1929) e o livro que originou o filme As Vinhas da Ira (1940).

Tags Relacionadas Acossado, Anne Wiazemsky, crítica, Demônio das Onze Horas, Godard, Jean-Luc Godard, Louis Garrel, Nifomaníaca, nouvelle vague, O Artista, O Formidável, O Formidável crítica, O Formidável resenha, resenha, Stacy Martin
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

Filmes

Que mal eu fiz a Deus? (França, 2014)

Eu indico Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu? (França,

laughingmoustachetongue
Ghost in the Shell: Vigilante do Amanhã (2017)
Filmes

Ghost in the Shell: Vigilante do Amanhã (2017)

Num mundo pós 2029, cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Motoko Kusanagi é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.

cryingstarmoustachetonguemoney
A Forma da Água (2017)
Favoritos

A Forma da Água (2017)

Em meio aos grandes conflitos políticos e bélicos e as grandes transformações sociais ocorridas nos Estados Unidos, Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, conhece e se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa no local. Para elaborar um arriscado plano de fuga ela recorre a um vizinho (Richard Jenkins) e à colega de trabalho Zelda (Octavia Spencer). Escrito e dirigido por Guillermo del Toro.

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário