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Lançado em 2013 pela Disney, Frozen virou um fenômeno inspirando até temas de festa de aniversário. Com uma história que mistura magia e relações entre pessoas e a natureza, conquistou as crianças, principalmente as garotinhas e amoleceu o coração de adultos e da academia do Oscar, levando os prêmios de melhor longa de animação e melhor canção original com a famosa “Let It Go” de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez. Antes que essa chama começasse a se apagar, ou melhor, esse gelo todo começasse a derreter, chega aos cinemas a continuação.

Frozen (2013)

Frozen 2 trás os mesmos protagonistas praticamente sem tirar nem por, contudo inova em abordar os 4 elementais (Água, Fogo, Terra e Ar) que são como personagens vivos na narrativa, tendo aqui o maior acerto do filme. Com isso levanta uma questão crítica da convivência entre as pessoas e a natureza e toda essa crise do clima que a gente sente já há algum tempo. Uma mensagem legal para adultos reforçarem com suas crianças, já que elas manterão o foco no encanto com o visual da animação e seus personagem tão adorados.

Me incomodou, mesmo sabendo que é uma animação bem musical, a sequência de muitas músicas nas primeiras cenas, parecendo uma tentativa de excesso de canções para ver se alguma recebe indicação ao Oscar tentando repetir o sucesso da canção do primeiro filme. A grande aposta está nas canções “Into the Unknown” e “Show Yourself”. Nesse contexto, o que gostei mesmo foi de um breve momento quando um personagem comenta algo que faz sentido: “Por que será que as cações de ninar têm sempre essas letras bizarras?“. Pena que não percebi isso nas músicas, mas valeu o comentário.

Sobre os personagens, Elsa se destaca a medida que a trama avança. Muito poderosa e mais confiante, enfrentando os espíritos da natureza com o seu poder de criar gelo, tendo uma das batalhas a mais marcante da saga. Houve certa polêmica, na minha visão com muita imaturidade, nas redes sociais de que ela seria lésbica. Neste ponto o filme deu a sua resposta: Elsa se mostra uma mulher forte, independente, e apesar do senso comum querer que ela arranje um parceiro, ela nem pensa em romance. Isso fica para a irmã. Os demais personagens não entregam nada além do esperado, embora seja legal ver o Olaf com novas piadas e momentos cômicos. Parece que deixaram o dublador à vontade para improvisar o boneco de neve; se foi isso mesmo, um parabéns para Josh Gad que volta a interpretar o personagem. A cena da retrospectiva do primeiro filme é realmente engraçada.

Josh Gad dubla o Olaf

O mundo de Frozen é inspirado na Noruega e logo de cara o filme exibe fiordes e a aurora boreal. A respeito dessa inspiração, recomendo conferir a nossa última viagem de cinema, que passou pela Escandinávia e tem um tópico sobre Frozen lá no finalzinho da matéria:

Viagem de cinema pela Escandinávia (Dinamarca e Noruega)

Nos EUA, Frozen 2 se tornou a maior bilheteria de abertura de uma animação, superando O Rei Leão que estava com esse posto até então. Acredito que no Brasil vai acontecer a mesma coisa. Em se tratando de animação em 2019, não supera Toy Story 4 (meu preferido até então) e Como Treinar o Seu Dragão 3, que possui um excelente final para a saga. Mas vale conferir a animação rodeado de crianças e esperar até o final dos créditos pois tem uma cena.

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