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Blue Valentine, traduzido no Brasil para “Namorados Para Sempre”, conta a história de Cindy e Dean, casados há algum tempo e com uma filha. O casal passa por um momento de crise, vendo o relacionamento ser desmanchado aos poucos. Dispostos a seguir em frente, os dois tentam superar os problemas, buscando no passado e no presente os motivos que o mantiveram unidos até este momento e os fizeram se apaixonar um pelo outro.

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Essa é uma história real, uma incrível história real das aventuras de um piloto americano experiente que, durante os anos 80, acabou transportando drogas e armas para o cartel de Medellín e, recrutado pela CIA, tornou-se agente duplo. Barry Seal (bem interpretado por Tom Cruise) conta sua própria história para uma câmera e não se importa em ficar justificando suas escolhas, o que torna a situação curiosa e interessante. Ele mesmo diz de cara: “Às vezes eu tomo decisões sem pensar”. Dirigido por Doug Liman.

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Colin, um jovem rico, quer se apaixonar. Com a ajuda de seu cozinheiro Nicolas e de seu melhor amigo, Chick, ele conhece Chloe, com quem se casa. Mas logo após seu casamento, Chloe fica doente. Ela tem um lírio de água crescendo em seu peito. Arruinado por despesas médicas, Colin recorre a métodos cada vez mais desesperados para salvar a vida da amada. Dirigido por Michel Gondry.

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Ao 16 anos, Pierre descobre que sua mãe não é biológica, quando a mesma é presa pela polícia. Confuso e tendo que morar com seus parentes verdadeiros, que o conhecem como Felipe, o rapaz tem que se adaptar à nova realidade. Dirigido por Anna Muylaert.

Não me chame de filho!
Exibido no Festival de Berlim, esse filme, da mesma diretora de “Que horas ela volta?” (2015), parte de um caso verídico, “o caso Pedrinho”, que passou no noticiário nacional na década de 1990. O famoso sequestro do menino Pedrinho ocorreu em Brasília, em 1986. O filme vai além, quando acrescenta, a essa premissa, um drama bem elaborado, que fala sobre aceitar o outro, assumir e expor a própria identidade e, principalmente, sobre os laços fraternais que unem uma família.
A lei determina que o garoto passe a morar com a família biológica e temos uma assistente social no meio do processo. A atriz Dani Nefussi (de Bicho de Sete Cabeças, 2001) interpreta dois personagens, a mãe criminosa e a biológica. Eu mesmo não havia percebido se tratar da mesma atriz.
Ao descobrir ter sido sequestrado quando bebê, Pierre vai passar por momentos difíceis e, aos poucos, revela sua angústia, às vezes de forma repentinamente agressiva. Lá fora, o filme foi intitulado “Don’t Call Me Son!”, que significa “Não me chame de filho!”. Assim temos um drama familiar girando em torno dessa mudança. Com a habilidade da diretora Anna Muylaert, o resultado é incrível e consegue nos fazer entender o sentimento de todos os personagens que são afetados por esse fato. Afinal, até os pais têm dificuldade, apesar da felicidade com esse reencontro quase impossível, de encarar os gostos e comportamento do filho que retornou. Assim como o irmão mais novo e a ex-irmã. As emoções levam a conflitos, mas também a nova realidade acaba sendo uma oportunidade do garoto assumir e expor a sua própria identidade.
Protagonizado pelo estreante Naomi Nero, que está ótimo no papel de um adolescente que não obedece às convenções tradicionais da sociedade, mas que, diante de uma situação como essa, vai reagir como uma pessoa normal. Ele pensa em investir na sua banda, pinta as unhas, transa com meninas e beija garotos, ainda usa lingerie e gosta de se maquiar. É uma figura bem exótica, que ainda precisa esconder certos comportamentos.
O clímax é sensacional e reforça algo importante do filme, que é a questão da fraternidade, deixando uma mensagem muito boa. Mas pode ser interpretado como deficiente em relação à falta de um fechamento da trama, já que termina de maneira um pouco repentina. É uma estratégia já vista em outros filmes, para passar um recado junto com a ideia de que a vida continua, com seus momentos bons e ruins. Na minha opinião, o desfecho não poderia ser melhor.

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Fontes:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-243939/criticas-adorocinema/
http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/07/mae-so-ha-uma-busca-inspiracao-em-caso-real-de-sequestro-de-jovem.html

Tags Relacionadas Anna Muylaert, brasil, brazil, caso Pedrinho, crítica, Don't Call Me Son, filme, nacional, resenha, “Que horas ela volta
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