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O ano é 2045. Em Columbus, Ohio, vive Wade Watts (Tye Sheridan), jovem que se vê preso a um mundo onde em vez de resolver os problemas, as pessoas apenas sobrevivem a eles. Morando sob o mesmo teto de sua tia Alice, constantemente vítima de seus detestáveis companheiros perdedores, o garoto encontra a fuga deste ambiente na realidade virtual do jogo OASIS. Dirigido por Steven Spielberg. Resenha SEM spoilers.

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Docinho da américa (EUA, 2016)
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Uma adolescente de espírito livre foge de casa e parte numa viagem ao longo dos Estados Unidos. Para sobreviver, a jovem vende assinaturas de revistas, enquanto curte festas, se apaixona pela primeira vez e também acaba se envolvendo em crimes. Dirigido por Andrea Arnold.

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Rami Malek é o ator do ano! O cara está tão bom que chega a assustar. Ele canta em algumas cenas, mas é no grande palco que se torna a encarnação de Freddie Mercury, principalmente no clímax do filme, cantando ou dublando e se mexendo daquele jeito, com toda a performance do artista a ponto de chegarmos a acreditar que estamos assistindo a um show do Queen no telão, para só depois despertarmos e percebermos que é uma encenação. A respeito do artista Freddie Mercury e da banda Queen, Bryan Singer faz bonito demais e celebra de forma emocionante a trajetória da banda, tendo o Freddie Mercury como principal na história.

Barton Fink – Delírios de Hollywood (1991)

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Barton Fink (EUA, 1991)

Nova York, 1941. Barton Fink (John Turturro) é o dramaturgo do momento e toda a Broadway, além da imprensa, se curva ao seu talento. Eleacaba indo a Hollywood para escrever um roteiro para um filme. Porém, ele é atingido por um bloqueio de escritor. Charlie Meadows (John Goodman), seu vizinho, um amigável vendedor de seguros, tenta ajudá-lo mas diversos acontecimentos bizarros surgem na vida de Barton. Dirigido por Joel Coen.
Roteirista em Hollywood:
Uma visão realista da Hollywood na década de 1940 é transportada para as telonas pelos irmãos Joel e Ethan Coen, que também assumiram o roteiro, produçãoe edição deste filme.Anarrativa é excêntrica em vários momentos, tendo suas metáforas e significados críticos, cabendo a cada espectador sua interpretação.É o quarto filme dos irmãos Coen, que possem até então quase vinte produções, entre elas grandes filmes que recomendo:Bravura Indômita (2010), Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), O Homem Que Não Estava Lá (2001), E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (2000), Na Roda da Fortuna (1994) e Arizona Nunca Mais (1987).
Estrelado por John Turturro, que está em sua melhor atuação até o momento, mostrando um talento nato ao representar um personagem com algumas esquisitices e aparência não tão agradável. Perfeito na caricatura de um escritor, roteirista de Hollywood, com personalidade forte e um pouco de loucura diante do conhecido bloqueio de escritor. A história é muito interessante e retrata de forma não convencional a realidade de Hollywood, com seus preconceitos e tudo o mais, formando essa cultura de produção de filmes. Algo de muito valor no enredo é o aspecto do “homem comum” e os valores pessoais que um profissional tenta seguir. Barton Fink entra em choque ao seguir seus valores e esbarrar com os desejos dessa indústria, com seus empresários ricos e com muito pouco bom senso. Essa generalização da figura do escritor roteirista como um profissional correto e tão pouco reconhecido, podemos ver em outros filmes: em 1963, no filme italiano Oito e meio, de Federico Fellini, a crise de criatividade de um cineasta é retratada numa narrativa bem fora do comum. Temos algo parecido no filme Adaptação (2002). Lembrando que o movimento do cinema denominado realismo poético francês surgiu no cinema francês a partir da metade da década de 1930 e foi o movimento que enfatizou o papel do roteirista, embora essa função ainda não fosse reconhecida profissionalmente.
O ambiente presente na trama, mostrando um calor infernal, fica bem evidente junto com todos os acontecimentos, realistas ou insanos, que ocorrem até o seu desfecho. John Goodman também está em uma de suas melhores interpretações e, nas cenas que contracena com Turturro, ambos disputam a melhor atuação. Ele é o personagem que tira Barton Fink do isolamento e faz ele relaxar e, talvez, voltar a encontrar a inspiração que precisa. Mas como nada nessa vida vem de graça, vamos ver no que vai dar. A turma de coadjuvantes também se destaca, principalmente Tony Shalhoub (astro da série Monk na qual ele já venceu vários prêmios como ator) e Steve Buscemi, ambos aparecendo em poucas cenas, mas deixando uma grande impressão para quem estiver atento a este aspecto.
Barton Fink recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1991, bem como os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator (Turturro). Também foi indicado a três Oscars e muito bem recebido pela crítica. Por motivos diversos, o filme arrecadou somente dois terços do seu orçamento estimado.
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