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Todo mês de junho, mês dos namorados, você se pergunta como vai comemorar essa data? Uma boa opção é começar com um filme romântico a dois, em casa mesmo. Por isso deixo aqui a relação de 10 filmes que para mim foram especiais, neste sentido. Mas vale assistir sozinho(a) também. Sabendo que muitas listas de “melhores filmes românticos” são encontradas por aí com facilidade, busquei priorizar aqueles que considero menos conhecidos e coloquei em ordem por ano de lançamento.

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A batalha em Dunkirk ocorreu no início da Segunda Guerra e foi conhecida como a Evacuação de Dunkirk ou até mesmo o Milagre de Dunkirk. As forças alemães cercaram quase 500 mil soldados ingleses e franceses na praia de Dunkirk que fica no norte da França. Foi um evento curioso pois a única fuga possível seria pelo mar e foi necessário convocar a própria população da Inglaterra para atravessar o Canal da Mancha com seus barcos pequenos e resgatar os soldados. A operação ficou conhecida como Dínamo.

Nada menos que Christopher Nolan para mostrar esse acontecimento em um dos melhores filmes de guerra que você poderá ver nos cinemas. Não podemos negar que o diretor é bem variado: depois de consagrar o personagem do Batman em um dos melhores filmes do gênero (Batman: O Cavaleiro das Trevas, 2008), seguido do filmaço A Origem (Inception, 2010) que chegou a ser comparado a Matrix e, depois, concretizando uma ficção científica inteligente, indicada ao Oscar (Interstellar, 2104), agora ele simplesmente resolve sair da ficção e encarar um filme baseado num acontecimento real no contexto da Segunda Guerra.

Nolan apresenta uma visão do conflito de uma forma interessante: através de pontos de vista diferentes, de alguns personagens chave. Primeiramente, o soldado que está na praia, em terra firme (digamos assim), interpretado pelo cantor Harry Styles (foi da banda One Direction) e que deu conta do recado como ator; outro é o Tom Hardy que está no ar pilotando um caça no meio da batalha aérea e tentando ao máximo proteger quem está no chão; temos o Mark Rylance que está na água, no mar, e dá um show de interpretação, nada diferente do esperado desde o filme Ponte dos Espiões (2015) onde ele faturou o Oscar de melhor ator coadjuvante. Aqui ele é um dos melhores personagens, maduro no tratamento com as pessoas e também experiente no contexto da batalha, o que nos leva a uma das melhores cenas do filme; por fim, cabe citar também Kenneth Branagh como o comandante que orienta as evacuações dos soldados e enfrenta um dilema intrigante. Somado a isso está a montagem do filme, digna de Oscar, pois o diretor usa com parcimônia e maestria esses ponto de vista diferentes, inclusive em cima de uma mesma cena.

Apesar de sabermos que milhares de soldados foram resgatados nesse dia, os alemães intensificaram os ataques aéreos e nove dos dez contratorpedeiros afundaram. Isso fica bem evidente no filme, a trama é focada nos momentos da evacuação e exprime essa vontade de sobreviver acima de tudo. Um ponto a observar é que a câmera, muitas vezes, está próxima dos soldados e outros personagens a ponto de que a sensação de imersão é forte (basta você se colocar no lugar para sentir o clima pesado). Por outro lado, a câmera se afasta às vezes e dá uma visão panorâmica da situação, mas isso não significa que vai amenizar. A trilha sonora também dança conforme a música (desculpem o trocadilho) e se mistura aos momentos corridos (escutei violino? piano?), mas o que vai pesar mesmo é o som ambiente: a cada percepção dos soldados (e do espectador junto) do barulho de aviões se aproximando, vem a tensão (“é um dos nossos?”) e as consequências. Nolan optou por não mostrar banhos de sangue, cenas explicitamente fortes e exageradas, mostrando sua habilidade em passar o recado sem apelar para clichês do gênero.

No discurso de Winston Churchill sobre este acontecimento, ele deixa claro o que pensa quando fala “as guerras não se vencem com evacuações”. Dentro dessa premissa o filme discute honra, vergonha e heroísmo. Contudo, o que fica mais forte é o instinto de sobrevivência e a ajuda mútua.

Tags Relacionadas A Origem, Batman, Cavaleiro das Trevas, Christopher Nolan, Churchill, crítica, Dunkirk, Harry Styles, Inception, Interstellar, Mark Rylance, resenha, Tom Hardy
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