E o Oscar vai para…
Primórdios do Oscar com algumas curiosidades e a relação com os filmes brasileiros, que na verdade é muito mais do que a maioria imagina, mesmo o Brasil não tendo conquistado nenhuma premiação principal.
Tarantino nos joga na Hollywood do final da década de 1960 num filme que é muitas coisas, inclusive um filme pessoal, pois nesta época ele tinha 6 anos de idade e já admirava a Hollywood que enxergava.
Em 1946, o jovem e bem-sucedido banqueiro Andrew "Andy" Dufresne (Tim Robbins) é sentenciado a duas penas consecutivas de prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e de seu amante, a serem cumpridas na Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine, comandada pelo religioso e cruel agente penitenciário Samuel Norton (Bob Gunton). Rapidamente, Andy se torna amigo de Ellis "Red" Redding (Morgan Freeman), interno influente, também sentenciado à prisão perpétua, que controla o mercado negro do presídio. Ao longo das quase duas décadas de Dufresne na prisão, ele se revela um interno incomum. Dirigido por Frank Darabont.

Sou Carnaval de São Salvador (Brasil, 2018)
Márcio Cavalcante captura a energia do povo numa das maiores festas do mundo: o Carnaval de Salvador. Esse documentário, primoroso por vários aspectos, coloca o Carnaval como protagonista do filme. Sim! Ele é o personagem principal que narra sua própria história, então ouvimos a sua voz enquanto acompanhamos imagens, principalmente da cidade de Salvador – um palco maravilhoso – com sons, músicas e depoimentos de pessoas ao longo do tempo. Quem empresta a voz a esse personagem é nada menos que um dos maiores atores brasileiros, João Miguel. Ele incorpora a baianidade no jeito de falar e demonstra alegria, tristeza, muitas emoções, com bastante naturalidade a cada momento da história do Carnaval. Ele narra sua própria transformação ao longo dos anos, das origens até a época atual. Ano a ano vamos lembrando ou aprendendo sobre os grandes momentos dessa festa num único filme.
Não tem como ser baiano e não se emocionar com esse documentário, mesmo não sendo folião. Rico em conteúdo, mostra a história da Bahia, a história da cidade de Salvador, nosso povo, e vai se encaixando com a história e transformação da festa. O conteúdo histórico vai surpreender a muitos. O ponto de vista do povo valida as palavras do narrador através de depoimentos e atitudes mostrados em tela. Comerciantes que trabalham durante a festa, foliões, artistas, mas principalmente esse povo que fica na pipoca. As rápidas entrevistas foram bem selecionadas e bem naturais, muitas divertidas a nos arrancar gargalhadas do nada.
Carregado de baianidade, nossa cultura é esbanjada no filme. Soteropolitanos vão se sentir em casa e todo espectador vai sentir aquele acolhimento típico nosso. Mostra o quanto o Carnaval é mais diversidade aceita do que rejeitada. Tudo que foi posto em tela pareceu bastante respeitoso. Como dito pelo diretor, o filme se propõe explicar o motivo dessa histeria coletiva que sustenta o Carnaval há anos. O “Sou” do título “Sou Carnaval de São Salvador” é o que somos nós todos, cada um tem um pouquinho dele nas veias.
Márcio Cavalcante, diretor e roteirista, teve o insight em 2013 durante uma conversa com um amigo. De 2014 a 2018 mergulhou profundamente nessa história real, começando por músicas e vídeos antigos encontrados no Youtube e assim montou uma pequena equipe para produzir o filme. Junto com a diretora de produção, Sheila Gomes, com montagem por Jefferson Neto e outros colaboradores, vemos um resultado que parece não ter deixado nada importante de fora: a influência de várias culturas e raças na música e na dança, músicas e artistas inesquecíveis que vão aparecendo no seu momento de auge, a pegação, o significado dos Filhos de Gandhy, a violência, a corda segregando pessoas e raças e depois o abandono da corda por alguns trios… de tudo um pouco está lá. Artistas como Ivete Sangalo, Dodô e Osmar, Netinho, Luiz Caldas, Armandinho, Morais Moreira… enfim… até a recente ascensão do carnaval suburbano com o sucesso de Igor Kannário e sua representação como inclusão social.
Interessante o trabalho de edição e montagem, deixando o filme agradável e sem nada de cansativo. Muito material de vídeo antigo não caberia bem na telona esticada em horizontal, sendo assim a montagem foi certeira em exibir certos conteúdos centralizados com uma moldura simulando um televisor antigo, como se o Carnaval estivesse relembrando seus grandes momentos através de uma exibição na TV.
Eu indico Le Petit Nicolas (França, 2009) Nicolau (Maxime
Estamos na época das grandes premiações e este filme tem ficado em destaque, com mérito. Na Inglaterra do século 18, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana. Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail, nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes essa oportunidade única. Dirigido por grego Yorgos Lanthimos.
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