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Duas famílias devem lidar com o desaparecimento de suas filhas pequenas. Quando um dos pais suspeita que o detetive encarregado das buscas já desistiu de procurar pelo culpado, desesperadamente ele começa a desconfiar de todas as pessoas ao redor. Fazendo sua própria investigação, encontra o principal suspeito e decide sequestrá-lo. Dirigido por Denis Villeneuve. Roteiro de Aaron Guzikowski.

Legenda para quem não ouve, mas se emociona!
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Um dos momentos mais marcantes no Festival de Cinema de Gramado em 2019 foi o Encontro Nacional da Legenda (LEG.NAC) que é coordenado por Fabiano Bertoluci. Abrindo o Festival, ele destacou a importância desse movimento que está em sua 15ª edição.

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O Homem da Terra (2007)
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O Homem da Terra (2007)

Trata-se de um roteiro com muito conteúdo histórico com cerne na ciência e religião. Para isso, o diretor Richard Schenkman, a partir do roteiro de Jerome Bixby, opta por uma trama com muitos diálogos, todos inteligentes, até porquê entre os personagens temos professores, doutores, pessoas bem formadas. Um deles, John Oldman (David Lee Smith), protagonista, está de mudança e vai se afastar dos amigos, e resolve fazer uma revelação chocante sobre si mesmo, o que dá início a uma série de reações e discussões que vão nos dar uma aula de história, ciência, de tudo.

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Lady Bird: É Hora de Voar (2017)

Lady Bird (2017)

Quando vejo, agora, a Greta Gerwig chegando a esse ponto, me dá uma felicidade, pois desde que vi Frances Ha (2013), filme maravilhoso, original, na qual ela faz a personagem principal com uma atuação brilhante, acompanho com bons olhos suas aparições e feitos para o cinema. Ela cuidou do roteiro deste último e de alguns poucos outros filmes, como Mistress America (2015). E agora escreveu e dirigiu este filme e se consagrou no mundo do cinema.

Lady Bird apresenta uma história aparentemente simples, mas que diz muito e pode emocionar bastante. É sobre uma adolescente amadurecendo, sobre um relacionamento de mãe e filha naqueles moldes onde ambas possuem uma personalidade forte e discutem bastante, quando no fundo sempre existe amor e preocupação. É também uma homenagem a cidade de Sacramento, Califórnia, que universaliza essa coisa de valorizarmos a nossa terrinha natal, nossas origens e raízes. A direção é impecável e rendeu a Greta, já neste primeiro filme que ela dirige, uma indicação ao Oscar como melhor diretora (a única mulher na categoria), assim também recebeu indicação para melhor roteiro original, melhor filme e pelas atuações de Saoirse Ronan (Lady Bird, a filha) e Laurie Metcalf (mãe).

Para quem acompanha a trajetória e estilo de Greta Gerwig, principalmente seus roteiros e personagens, percebe que existe muito dela aqui. Contudo, genialmente, a cineasta introduz um diferencial que só aparece lá pelo final do filme – ALERTA DE SPOILER – que surpreende a quem achava que seria um pouco do mesmo, pois a nossa Lady Bird, ao alcançar um pouco do seu sonho que, entre outras coisas, envolvia se distanciar de casa, percebe o quanto a felicidade estava mais perto do que imaginava, seja na relação com sua família (principalmente com a mãe), com amigos ou nas coisas mais simplórias que ela fazia na sua cidadezinha natal. Suas palavras finais deixadas na secretária eletrônica para a mãe são significantes.

Assim como ocorre com a nossa Francis Ha, se trabalha aqui as altas expectativas e a realidade contra os sonhos, mas se percebe após um longo caminho que o importante não é só seguir em frente com otimismo, mas sim saber valorizar o que se tem, respeitar e se colocar no lugar do outro, principalmente das pessoas que são mais importantes para nós. Da mãe para a filha podemos capturar duas observações belíssimas:

“O dinheiro não deve ser o boletim da nossa vida”

“Quero que você seja a melhor versão de si mesma”

A atriz Saoirse Ronan tem 23 anos, mas na pele de Christine “Lady Bird” McPherson ela realmente parece ter seus quase 18, uma garotinha confusa, que apronta um pouco com a melhor amiga, vive seus primeiros romances e sonha… sonha bastante. É teimosa e não perde sua meta de vista. Esta é sua terceira indicação ao Oscar, após Desejo e Reparação (2007), um dos meus favoritos, e Brooklyn (2015). Já a mãe é interpretada por Laurie Metcalf, atuação coadjuvante impressionante, sem contar que estamos falando de uma personagem com alta importância no enredo. Existe vários momentos que mostram isso, mas a cena na qual ela chora dirigindo, durante a partida da filha para Nova York, mostra uma atuação sublime.

Personagens de Saoirse Ronan e Laurie Metcalf

Greta Gerwig dirigindo

Existe uma dinâmica legal no filme quando algumas cenas parecem bem naturais, como quando uma música de Alanis Morissette chama a atenção da personagem, ou num momento clichê – e proposital – de término de namoro onde ela e amiga escutam uma música romântica e choram, ou quando ela e a mãe escutam o áudio do livro As Vinhas da Ira e depois discutem. Também existem alguns momentos bem divertidos, só mesmo para quem assistir.

Tags Relacionadas crítica, crítica Lady Bird, É Hora de Voar, Frances Ha, Greta Gerwig, Lady Bird, Laurie Metcalf, Mistress America, resenha, resenha Lady Bird, Saoirse Ronan
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