Um dia, um gato (Checoslováquia, 1963)
Eu indico Az prijde kocour (Checoslováquia, 1963) Um contador de
O filme mostra a história do cão de raça mista Hagen que se muda, junto com sua guardiã Lili e o pai dela. O pai recusa-se a pagar a multa do cão "híbrido", imposta pelo governo e acaba por abandonar o cão. O cachorro Hagen logo atrai um grande número de seguidores mestiços que começam uma revolta aparentemente organizada, contra os seus opressores humanos. Dirigido por Kornél Mundruczó.

Lady Bird (2017)
Quando vejo, agora, a Greta Gerwig chegando a esse ponto, me dá uma felicidade, pois desde que vi Frances Ha (2013), filme maravilhoso, original, na qual ela faz a personagem principal com uma atuação brilhante, acompanho com bons olhos suas aparições e feitos para o cinema. Ela cuidou do roteiro deste último e de alguns poucos outros filmes, como Mistress America (2015). E agora escreveu e dirigiu este filme e se consagrou no mundo do cinema.
Lady Bird apresenta uma história aparentemente simples, mas que diz muito e pode emocionar bastante. É sobre uma adolescente amadurecendo, sobre um relacionamento de mãe e filha naqueles moldes onde ambas possuem uma personalidade forte e discutem bastante, quando no fundo sempre existe amor e preocupação. É também uma homenagem a cidade de Sacramento, Califórnia, que universaliza essa coisa de valorizarmos a nossa terrinha natal, nossas origens e raízes. A direção é impecável e rendeu a Greta, já neste primeiro filme que ela dirige, uma indicação ao Oscar como melhor diretora (a única mulher na categoria), assim também recebeu indicação para melhor roteiro original, melhor filme e pelas atuações de Saoirse Ronan (Lady Bird, a filha) e Laurie Metcalf (mãe).
Para quem acompanha a trajetória e estilo de Greta Gerwig, principalmente seus roteiros e personagens, percebe que existe muito dela aqui. Contudo, genialmente, a cineasta introduz um diferencial que só aparece lá pelo final do filme – ALERTA DE SPOILER – que surpreende a quem achava que seria um pouco do mesmo, pois a nossa Lady Bird, ao alcançar um pouco do seu sonho que, entre outras coisas, envolvia se distanciar de casa, percebe o quanto a felicidade estava mais perto do que imaginava, seja na relação com sua família (principalmente com a mãe), com amigos ou nas coisas mais simplórias que ela fazia na sua cidadezinha natal. Suas palavras finais deixadas na secretária eletrônica para a mãe são significantes.
Assim como ocorre com a nossa Francis Ha, se trabalha aqui as altas expectativas e a realidade contra os sonhos, mas se percebe após um longo caminho que o importante não é só seguir em frente com otimismo, mas sim saber valorizar o que se tem, respeitar e se colocar no lugar do outro, principalmente das pessoas que são mais importantes para nós. Da mãe para a filha podemos capturar duas observações belíssimas:
“O dinheiro não deve ser o boletim da nossa vida”
“Quero que você seja a melhor versão de si mesma”
A atriz Saoirse Ronan tem 23 anos, mas na pele de Christine “Lady Bird” McPherson ela realmente parece ter seus quase 18, uma garotinha confusa, que apronta um pouco com a melhor amiga, vive seus primeiros romances e sonha… sonha bastante. É teimosa e não perde sua meta de vista. Esta é sua terceira indicação ao Oscar, após Desejo e Reparação (2007), um dos meus favoritos, e Brooklyn (2015). Já a mãe é interpretada por Laurie Metcalf, atuação coadjuvante impressionante, sem contar que estamos falando de uma personagem com alta importância no enredo. Existe vários momentos que mostram isso, mas a cena na qual ela chora dirigindo, durante a partida da filha para Nova York, mostra uma atuação sublime.

Personagens de Saoirse Ronan e Laurie Metcalf

Greta Gerwig dirigindo
Existe uma dinâmica legal no filme quando algumas cenas parecem bem naturais, como quando uma música de Alanis Morissette chama a atenção da personagem, ou num momento clichê – e proposital – de término de namoro onde ela e amiga escutam uma música romântica e choram, ou quando ela e a mãe escutam o áudio do livro As Vinhas da Ira e depois discutem. Também existem alguns momentos bem divertidos, só mesmo para quem assistir.
Andreas desembarca numa cidade estranha sem lembrar como chegou ali. É recebido de forma cordial e inicia uma vida regrada, com trabalho, casa e até uma mulher encantadora. Mas rapidamente percebe que tem alguma coisa errada neste mundo perfeito. As pessoas não parecem sentir emoções genuínas e só falam de trivialidades. Dirigido por Jens Lien.
O filme conta a história de uma amizade entre um garoto (Totó) e um projecionista (Alfredo), além do amor de ambos pelo cinema, na figura do chamado Cinema Paradiso, onde Alfredo trabalhava. Já adulto, Salvatore Di Vita (Totó) é um cineasta bem-sucedido e vive em Roma. Ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo faleceu, e isso traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso.
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