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Anna Muylaert dirige este filme nacional que poderia vencer um Oscar. Baseado em um caso real, mostra um garoto de 16 anos que descobre que sua mãe não é biológica, quando a mesma é presa pela polícia. Confuso e tendo que morar com seus parentes verdadeiros, que o conhecem como Felipe, o rapaz tem que se adaptar à nova realidade.

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O ano é 2045. Em Columbus, Ohio, vive Wade Watts (Tye Sheridan), jovem que se vê preso a um mundo onde em vez de resolver os problemas, as pessoas apenas sobrevivem a eles. Morando sob o mesmo teto de sua tia Alice, constantemente vítima de seus detestáveis companheiros perdedores, o garoto encontra a fuga deste ambiente na realidade virtual do jogo OASIS. Dirigido por Steven Spielberg. Resenha SEM spoilers.

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Brightburn – Filho das Trevas (2019)

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O que mais chama a atenção no trailer de Brightburn é a semelhança com a história do Superman, principalmente a infância do Homem de Aço. Não chega a ser uma paródia pois não estamos numa releitura cômica, mas sim num filme de terror com ficção. Uma coisa é certa: a semelhança não tem como ser coincidência. É como ver o Superman chegar na Terra e acabar indo para o lado negro da força. O título do filme é o nome da cidade no Kansas onde a criança vinda do espaço cai e é acolhida por um casal, assim como a série Smallville que possui também o nome da cidade onde Kal-El cresceu.

Mesmo não assumindo a referência, a inversão do papel aqui é bem interessante e o filme entrega algumas cenas fortes de horror. Também discute, pontualmente, como é complicado criar um filho, principalmente um que possui habilidades especiais, e que nem sempre o desvio dos filhos acaba sendo culpa dos pais. Nos dias de hoje é ainda pior, qualquer castigo acaba sendo julgado como violência dos próprios pais. Um dos personagens fala em dado momento algo neste sentido: “Antigamente eu tomaria uma surra de meu pai se fizesse algo assim”.

Mesmo não explicando algumas coisas, o roteiro acerta na formação da versão maléfica do garoto Brandon Breyer (Jackson A. Dunn), inclusive na parte visual, quando simula uma vespa, animal no qual o garoto demostra certo fascínio quando compara com as abelhas. Ficou bem legal o “uniforme” improvisado dele, até com capa vermelha mas com uma máscara sinistra e dando um ar de vilão sinistro. Outro detalhe legal são as cenas nos créditos finais em formato de noticiário, dando um certo realismo, assim como a música no final com o trecho “I’m a bad guy“. Com grandes poderes, podem vir grandes catástrofes.

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