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Sonic: O Filme (2020) é uma divertida aventura em live-action!

Sonic (2020): resenha

Sonic the Hedgehog (EUA, 2020)

Pense num jogo alucinante que teve a sacada de incluir o elemento velocidade num porco espinho azul e bem simpático. A missão de trazer para o cinema esse personagem que revolucionou a SEGA – franquia mundial de vídeo games – perante seus concorrentes, foi dada a um fã de Sonic, o diretor Jeff Fowler que conhece o jogo desde seus 13 anos de idade.

Temos então o primeiro Sonic em live action no cinema, um trabalho que consegue agradar os fãs com alguns elementos do jogo, embora deixe de explorar muitos outros. Isso me pareceu estratégico, de forma a guardar munição para usar numa possível continuação. O personagem sendo jogado no mundo humano limitou o uso de elementos do jogo, por outro lado permitiu novas ideias. Todavia, temos os elementos básicos como os anéis de ouro, o portal-teletransporte e os sapatos vermelhos característicos do Sonic! Outrossim, o famoso vilão blindado de tecnologias Dr. Robotnik. Se você prestar atenção, vai identificar até a trilha sonora do primeiro jogo.

Ademais, é bem acessível para aqueles que não estão familiarizados com o personagem. O enredo de Sonic: O Filme (2020) é simples e consegue gerar simpatia e identificação. Afinal, o Sonic do filme é um garoto em fase de crescimento, precisando de amigos, diversão e orientação. A voz de Ben Schwartz ajudou muito a passar essa visão do personagem. Tudo o que ele tem é seu poder, sua velocidade descomunal. Uma verdadeira guerra do bem com os atributos velocidade e união contra o mal com sua tecnologia e egoísmo.

Nunca pare de correr! (Sonic: O Filme)

O diretor aproveita a oportunidade perfeita para incrementar as cenas com piadas que envolvem super velocidade. Além disso, boas referências a outros filmes e personagens de quadrinhos que têm o elemento velocidade na frente. Não deve ter sido difícil com a presença do produtor de Velozes e Furiosos (Neal Moritz) e Deadpool (Tim Miller).

Ainda assim, uma homenagem à SEGA com uma abertura de arrepiar tal como a que aparece em todos os filmes dos Vingadores da Marvel e deixando a esperança de mais adaptações de games para o cinema… e que funcionem. O Mário ficou para trás aqui também (Super Mario Bros de 1993 é difícil de assistir).

Aquele Jim Carrey voltou. Viva!

Jim Carrey volta às origens de seus papéis de comédia, literalmente se empolgando como Dr. Robotnik e lembrando suas performances hilárias em Ace Ventura: Um Detetive Diferente, O Máskara e O Mentiroso. É um Jim Carrey sem filtro e sem freio, tão bem que ansiamos por mais cenas com ele. A proposta de sempre (vilão que quer controlar o mundo) fez o diretor, com ajuda do próprio ator, a confeccionar um personagem moderno e acreditável, mesmo com seus exageros. Praticamente um Cérebro (aquele ratinho de Pink e Cérebro), tendo o Sonic estragando seus planos.

Sonic (2020): resenha

Jim Carrey como Dr. Robotnik

As sequências de perseguição entre Robotnik e Sonic ficaram bem bacanas, lembrando o jogo que teve muitas variações acompanhando a tecnologia que avançava no tempo. Até versões em 3D, outras para aplicativos móveis, enfim. Sonic: O Filme (2020) é um live-action que deixa uma ansiedade para termos mais disso. Afinal, existe muita coisa no universo do game a ser colocada num longa, e espero que você confira as duas cenas pós créditos para entender o que estou dizendo.

Tags Relacionadas crítica sonic, filme sonic, jim carrey, jim carrey robotnik, resenha sonic, sonic 2020, sonic jim carrey
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