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Jurassic World - Domínio (2022): resenha

Quando surgiu a proposta de uma nova fase do mais amado filme de dinossauros já feito, Steven Spielberg se reuniu com o roteirista Mark Protosevich, para discutir se valia a pena fazer outra parte da franquia de filmes Jurassic Park. Grande parte das ideias do roteiro veio de Colin Trevorrow e de seu parceiro de escrita Derek Connolly, surpreendentemente impressionando Spielberg, produtor executivo do filme. Sendo assim, podemos dizer que uma segunda temporada, Jurassic World, entrou em prática em 2015 e está se encerrando agora, com o sexto filme da franquia. Portanto, um marco cinematográfico já que encerra a saga, estreando nos cinemas em 02 de Junho com o título Jurassic World – Domínio (2022).

O novo longa da franquia, inegavelmente, é marcado pelo tão aguardado reencontro de Jeff Goldblum, Laura Dern e Sam Neill, trio principal da trilogia Jurassic Park. Ainda mais, pela junção com o casal protagonista de Jurassic World, Bryce Dallas Howard e Chris Pratt. A presença de todos esses personagens é um dos grandes acertos do filme, trazendo mais nostalgia e referências a cenas dos primeiros filmes; ainda mais, essa nova roupagem dada à franquia desde o Mundo dos Dinossauros (2015) e suas movimentadas cenas de ação protagonizadas por Chris Pratt e Bryce Dallas Howard. Neste último filme, contamos também com a novata DeWanda Wise, aquela da série Netflix Ela Quer Tudo (She’s Gotta Have It), de Spike Lee.

Reencontro de veteranos e encontro de gerações

Esse encontro de gerações sobretudo dialoga com o roteiro, quando discute a convivência entre as espécies. Antes de mais nada, acerta ao mostrar que precisamos começar a conviver melhor entre nós, seres humanos. O grande vilão do filme não são os dinossauros, mas uma grande empresa e pessoas que se aproveitam dos estudos genéticos que premitiram trazer essa espécie de volta ao mundo. A preocupação com poder, dinheiro e processos, mais do que com a conviência entre as espécies, marca o lado sombrio do filme. Em contrapartida a esse mal, triunfa a mensagem inspiradora de que espécies perigosas podem conviver entre si.

Entretanto, provavelmente por uma estratégia comercial, buscando uma censura menor para o filme, ficou a desejar a presença de mais cenas violentas de dinossauros atacando seres humanos, já que o cenário neste último filme permitiria algo assim.

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Jurassic World – Domínio (2022): Sam Neill, Isabella Sermon e Chris Pratt de frente para o perigo

O mundo dos dinossauros de Michael Crichton

Antes de tudo, a Universal Pictures pagou ao escritor Michael Crichton cerca de US$ 2 milhões de dólares pelos direitos de seu romance homônimo, para levar Jurassic Park aos cinemas. Isso ocorreu antes mesmo do livro ser publicado. O diretor Colin Trevorrow, que também cuidou de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015), relatou que o desejo para esse terceiro filme era um thriller científico muito alinhado com os romances de Michael Crichton. O livro Jurassic Park foi escrito em 1990, seguido de O Mundo Perdido em 1995. Apesar de somente o roteiro dos três primeiros filmes ter relação direta com os livros, essa nova fase e este último filme estão bem alinhados com a proposta e garantem a diversão que o cinéfilo precisa conferir nas telonas, especialmente os que gostam de dinossauros.

A obra de Crichton é essencial, ele se baseou em diversas pesquisas científicas e homenageou a Paleontologia como ciência em busca da verdade. Ao propósito, podemos dizer que todos os filmes da franquia, de alguma forma, exprimem isso. Nada é melhor do que conferir como seria o mundo atual, habitado também por dinossauros. A base dada por Crichton facilitou, ao discutir a biologia que estuda a vida do passado da Terra e o seu desenvolvimento ao longo do tempo.

Dinossauros: do parque para o mundo

A transição marcante da primeira fase da franquia para esta, é o fato de que existia um parque de entretenimento para pessoas, uma espécie de zoológico de dinossauros. Agora, eles passam a dominar o mundo e gerar conflitos com os humanos, que até então se achavam dominantes. O subtítulo “domínio” é perfeito, mas o recado aqui é a busca pela convivência pacífica, baseado em respeito mútuo. Isso vai nortear algumas passagens da trama. Os personagens principais se atraem pelo propósito de buscar a liberdade dos animais (dinossauros), enfrentando o sistema. O que antes era uma tarefa solitária, deixa de ser quando mais pessoas se juntam ao clube. O resultado é libertador.

Essa liberdade que já foi difícil buscar para humanos, agora se propõe como merecida tanto para humanos quanto para as criaturas. Para isso, inevitavelmente os personagens enfretam criaturas gigantes que também precisam sobreviver, inclusive o maior predador carnívoro que já existiu na Terra. Seja homem ou animal, a palavra destemido é a que prevalece nas cenas mais agitadas do filme. O parque era quase uma prisão, e agora com os dinossauros soltos no mundo, todos anseiam por liberdade. O filme culmina com uma mensagem inspiradora sobre espécies perigosas que podem sim conviver entre si.

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