O discreto charme da burguesia (Espanha, 1972)
Eu indico Le charme discret de la bourgeoisie(França / Itália
Eu indico Le charme discret de la bourgeoisie(França / Itália
Escondido no porão para passar suas férias de inverno, Lorenzo, um jovem de quatorze anos, introvertido e um pouco neurótico, está se preparando para viver seu grande sonho: nada de conflitos, nada de colegas chatos de classe, nada de brincadeiras e falsidades. O mundo lá fora com suas regras incompreensíveis e ele deitado no sofá, bebendo muita coca-cola, comendo atum em caixinha e com livros de terror ao seu redor. Será Olivia, que chega de repente no porão com sua agressiva vitalidade, a tirar Lorenzo de seu universo sombrio, para que ele tire a máscara de adolescente complicado e aceite o jogo caótico da vida fora de quatro paredes. Dirigido por Bernardo Bertolucci.
Parabéns a todas as mulheres neste dia 08 de março de 2017! Quero homenagear destacando as minhas 10 maiores musas do cinema, excelentes atrizes e deslumbrantes mulheres, cada uma em um papel marcante

A Coleção Invisível (Brasil, 2012)
A família de Beto (Wladimir Brichta) é dona de uma tradicional loja de antiguidades que está passando por uma crise financeira. Para tentar solucionar este problema ele se lança numa viagem até a cidade de Itajuípe, interior da Bahia, atrás de uma coleção raríssima de gravuras que foi adquirida há 30 anos por um antigo cliente, o colecionador Samir (Walmor Chagas). Entretanto, logo ao chegar Beto enfrenta uma forte resistência da esposa dele e de sua filha Saada (Ludmila Rosa). Dirigido por Bernard Attal.
Filme baiano, sensível e bem contextualizado:
Baseado no contro do austríaco Stefan Zweig (1881 – 1942), este é o primeiro longa-metragem dirigido por Bernard Attal, francês radicado na Bahia. Foi o último trabalho do ator Walmor Chagas no cinema, que faleceu neste ano de 2013. A ideia de existir uma rara coleção de gravuras de Cícero Dias (pintor do modernismo brasileiro), na mão de um fazendeiro no sul da Bahia, assim como todo o mistério que ronda a região e a reação da esposa e da filha em não cooperarem com o protagonista Beto, já apresenta uma característica de conto. Beto se mostra preocupado com o próprio problema, mas encontra uma realidade dura na pequena cidade de Itajuípe e, a partir dos acontecimentos, vai se transformando gradativamente. Desde o momento em que chega a cidade, fica sabendo da “bruxa”; essa praga famosa, a “vassoura de bruxa”, na década de 1920, destruiu milhares de plantações de cacau na Bahia, acabando com a economia de muitas cidades e levando pessoas da fartura à pobreza, em pouco tempo. Este retrato da destruição que a praga deixou na região, junto com o mistério da trama e a transformação pessoal de Beto, tornam o filme algo bem contextualizado, ao mesmo tempo simples e sensível. Vemos até a luta que ocorre na atualidade, através da filha do casal, interpretada por Ludmila Rosa, quando esta se mostra uma batalhadora vendendo cacau que colhe da própria fazenda, e defendendo a natureza das famosas queimadas que também caracterizam bem nossa realidade. O filme ficou com o prêmio de júri popular no Festival de Gramado.
A trama começa no ambiente urbano, onde Beto sofre a perda de amigos num acidente de carro, na cidade grande de Salvador. Pressionado pela sensação de culpa e pelas dificuldades financeiras, ele vê na coleção de gravuras uma oportunidade boa de melhorar sua situação. É a primeira vez que o baiano Vladimir Brichta atua como protagonista dramático, e ele passa um realismo bacana em sua interpretação, quando lembra de seus traumas e quando encara novas vivências.
A atriz Clarisse Abujamra passa a dor e a revolta da situação que vive, como esposa do fazendeiro colecionador, em poucas cenas e poucas falas, mas com uma atuação madura, tendo assim uma premiação merecida (melhor atriz coadjuvante no Festival de Gramado). Mais ainda o ator Walmor Chagas (melhor ator coadjuvante), que já estava com a visão prejudicada durante as filmagens, mostrando um fazendeiro já decadente que mantém uma paixão pela sua coleção de gravuras de Cícero Dias. Porém temos outros personagens que acrescentam bastante, como o motorista de táxi (Frank Meneses) e o radialista da cidade (Paulo César Pereio), além de crianças locais, que servem de guias para Beto. Representam bem a realidade social da cidade e, o pouco convívio que Beto tem com eles, acaba sendo um dos principais motivos de sua transformação.
Revelações no final da trama nos pegam de surpresa, da mesma forma que pegam o personagem, e assim podemos nos sentir tão transformados quanto ele. O nome “invisível” do título remete à coleção (e colecionador) esquecidos, assim como àquelas raras pessoas da cidade, esquecidas (quase invisíveis para o mundo). Gente invisível, gente esquecida. A trajetória de redescobrimento de Beto é o ponto forte do filme, por ser bem construída e por deixar a mensagem de que, muitas vezes, nos resta oferecer uma atitude humilde e uma amizade. Oferecer um abraço para um garoto, no final no filme, tem profundo significado, tão simples e tão raro que até causa estranheza ao garoto.
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Fontes:
http://cinema.terra.com.br/premiado-em-gramado-a-colecao-invisivel-marca-despedida-de-walmor-chagas,24a1f37a09ae0410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
http://www.cinepipocacult.com.br/2013/09/a-colecao-invisivel.html
Situações aparentemente insignificantes ganham um grande significado nesta obra cinematográfica do diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul. Retrato da modernização da Tailândia e as síndromes do século, através de situações em um hospital.
O filme segue a história de um misterioso homem que parte em busca de sua vizinha, uma criança que foi raptada por traficantes de órgãos. Escrito e dirigido por Lee Jeong-beom.
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