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Cinco filmes para ver na semana santa: épicos, bíblicos, clássicos
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Cinco filmes para ver na semana santa: épicos, bíblicos, clássicos

Às vésperas do feriado da semana santa, Eu & A Telona selecionou cinco filmes importantes. Alguns épicos, bíblicos e até clássicos, que podem preencher o seu final de semana santa de alegria, mesmo que você não seja religioso, cristão ou o que seja, afinal são grandes produções e podem agradar a maioria.

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Super Nada
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Super Nada

São Paulo. Guto (Marat Descartes) é um artista de rua e aspirante a ator que sonha em um dia ser reconhecido pelo seu trabalho. Dedicado, ele pratica, se prepara e participa de todas as audições que pode, na espera de que um dia a sorte chegue. Ele admira Zeca (Jair Rodrigues), um comediante que trabalha na TV e é idolatrado por muita gente, apesar de estar com a carreira decadente. Os dois se encontram por acaso. O que será que o destino reserva para eles?

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Cinema Paradiso (Itália, 1988)
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Cinema Paradiso (Itália, 1988)

O filme conta a história de uma amizade entre um garoto (Totó) e um projecionista (Alfredo), além do amor de ambos pelo cinema, na figura do chamado Cinema Paradiso, onde Alfredo trabalhava. Já adulto, Salvatore Di Vita (Totó) é um cineasta bem-sucedido e vive em Roma. Ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo faleceu, e isso traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso.

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Ghost in the Shell: Vigilante do Amanhã (2017)

Ghost in the Shell (EUA, 2017)

Dirigido por Rupert Sanders, Vigilante do Amanhã é um grande entretenimento. Afinal, é futuristicamente bem feito, tem a Scarlett Johansson em versão cosplay (e de cabelo preto para arrasar corações) e representa nas telonas a tradução de um mangá clássico e respeitado. O “quadrinho japonês” (assim podemos definir um mangá) foi criado por Masamune Shirow e rendeu animações no Japão cultuadas por diversos fãs: Ghost in the Shell (1995) e Ghost in the Shell 2: Innocence (2004).

O universo cyberpunk ficou ótimo no filme e pode incentivar que outras adaptações nessa linha sejam feitas para o cinema, como o famoso Akira (animação japonesa de 1988) e o mangá futurista Ronin (de Frank Miller). Quem se arriscar nessas adaptações terá grande responsabilidade ao resumir num filme toda a riqueza já existente nelas. Neste ponto, o filme Ghost in the Shell pecou, pois não existe muita profundidade nas discussões que são apresentadas na trama. Ela segue a linha do anime e ao menos aborda os pontos críticos que esse universo trás, porém, comparado à história original, que é densamente filosófica, percebe-se que tudo ficou mais simplista e resumido. Talvez isso seja fruto da tentativa de agradar ao publico maior, que pode não conhecer o mangá/anime.

Outrossim, certa resistência pode se formar para alguns espectadores, pois de fato não existe muita originalidade na história. A proposta futurista onde o mundo se tornou altamente informatizado, pessoas podendo ser metade homem, metade máquina, e máquinas ganhando certo poder, já foi aproveitada em outros filmes futuristas e até em episódios da série Black Mirror. Contudo, cabe ressaltar que o argumento apresentado neste filme não é de agora, o mangá é de 1989. O próprio Matrix tomou este como influência!

A atriz Scarlett Johansson está ótima no papel da Major, é fácil perceber que seus movimentos são peculiares e caracterizam bem a personagem, por exemplo. Os demais personagens são meio negligenciados. O Batou é um exemplo que merecia mais aprofundamento. Contudo, é importante destacar a presença marcante do Takeshi Kitano, renomado ator e diretor japonês, que possui um grande legado contendo Zatoichi (2003), Hana-bi: Fogos de Artifício (1997) e Sonatine: Adrenalina Máxima (1993), os quais ele dirigiu e atuou.

Não podemos dizer que Ghost in the shell é um filme extraordinário. Adaptar uma obra japonesa deste porte foi corajoso, e na ambientação e visual o filme tem seus pontos fortes. Nua mistura psicodélica de imagens, luzes e som, diante de algumas cenas é como se tivéssemos assistindo ao anime, o que para os fãs será regozijante. A abordagem de que seres humanos podem chegar ao ponto de hackear ciber-cérebros é interessante, mas poderia ter sido utilizada de forma mais criativa no filme, já que no anime é um ponto bem cuidado. Torcemos por uma continuação, até porquê o anime Ghost in the Shell 2: Innocence é sensacional e os erros aqui podem não ser repetidos no futuro.

Tags Relacionadas Akira, crítica, Frank Miller, mangá, Matrix, resenha, Ronin, Scarlett Johansson, Takeshi Kitano
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