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Em um futuro próximo, uma opressiva força policial mecanizada é encarregada de patrulhar as ruas e controlar o crime em Joanesburgo, África do Sul. Um dos androides da força policial é roubado e reprogramado com o intuito de ser utilizado como arma pelos criminosos. Ao ser reprogramado, o androide se torna Chappie, o primeiro robô com capacidade de pensar e sentir por si mesmo. Isso faz com que forças poderosas e destrutivas comecem a ver Chappie como uma ameaça para a humanidade e para a ordem pública, e elas farão de tudo para garantir que Chappie seja destruído. Dirigido por Neill Blomkamp.

CHAPPiE:

Em 2004 foi lançado um curta-metragem chamado “Tetra Vaal”, do próprio diretor deste filme, Neill Blomkamp. Este então foi a base para o diretor escrever, juntamente com Terri Tatchell, o roteiro do filme Chappie.
A captura de voz e movimento do robô, que é nosso grande protagonista, foi feita utilizando o ator Sharlto Copley. Podemos dizer que a atuação do ator-robô é a melhor do filme. O grande elemento é justamente a humanização do robô, desde gestos e comportamentos, até gírias. É tão bem trabalhado que esquecemos estar diante de uma máquina “pensante”. Os personagens secundários ajudam, principalmente os pais “adotivos” de Chappie. A mãe, por exemplo, se comporta de forma bem sentimental para com ele, os dois então criam um laço “de sangue” muito forte.
É o terceiro longa-metragem de Blomkamp como diretor, que tem em seu currículo “Distrito 9” (2009) e “Elysium” (2013). Podemos perceber algumas semelhanças entre os três filmes, então parece que este é um estilo no qual o diretor quer investir. Assim como no excelente “Distrito 9”, logo no início nos deparamos com pessoas, especialistas, dando entrevistas à TV sobre a situação. Estamos em 2016 e robôs pré-programados estão substituindo e auxiliando a polícia em Joanesburgo. Este começo já maximiza o nível de realismo do filme, menos do que em “Distrito 9”, porém mais plausível porque o foco não está em alienígenas, mas em máquinas criadas pelo homem.

Sendo uma máquina evoluída, com grande capacidade de processamento e inteligência artificial, Chappie aprende muito rápido. É muito interessante acompanharmos sua evolução, inclusive emocional. A influência do meio onde vive, um gueto, com pais traficantes e excluídos da sociedade, o faz tomar um caminho inicial tortuoso. As primeiras aventuras do robô são exibidas em cenas engraçadíssimas, que superam de longe muitos filmes de comédia. A idéia das correntes no pescoço é divertida e, ao mesmo tempo, genial.

Hugh Jackman faz o antagonista, mas quase fica esquecido diante do nosso carismático protagonista, um robô. Chappie luta por conquistar uma identidade e ainda vai aprender sobre a ética e a justiça. Mas ele está no meio de um grupo de excluídos, no lixo da África. O cenário é de fábricas e prédios abandonados, favelas habitadas.
Não estamos diante de novidade alguma, é mais um filme de ficção com o tema inteligência artificial, tal como o maravilhoso “A.I. Inteligência Artificial” (2001), de Steven Spielberg. Entretanto, o filme Chappie consegue humanizar tanto a máquina pensante, focando no emocional e na linguagem corporal, que conquista seu lugar entre os melhores filmes do gênero. Mais ainda, nos apresenta um final não convencional e bem interessante, para refletir.

__________________________________
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chappie
http://omelete.uol.com.br/filmes/criticas/chappie/

Tags Relacionadas A.I., AI, Chappie, crítica, Distrito 9, Hugh Jackman, Inteligência Artificial, resenha, Spielberg
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