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Até o momento, este filme representa o mais próximo que o cinema nacional pode chegar de Cinema Paradiso (Itália, 1988). A produção é baseado no livro "Um pai de cinema" de Antonio Skármeta, escritor chileno que também tem “O carteiro e o poeta”. Na história, o jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.

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Newt Scamander reencontra os queridos amigos Tina Goldstein, Queenie Goldstein e Jacob Kowalski. Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore, para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald, que escapou da custódia da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos. Dirigido por David Yates e roteiro de J. K. Rowling.

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Historicamente, o cinema nacional deixa a desejar no gênero suspense. Talvez por conta disso é que este filme tenha se destacado quando apareceu na 42ª edição do Festival de Gramado, abrindo a programação do evento. Outrossim, estamos num ano onde o suspense e o terror não passaram muito bem pelas salas de cinema, já que as produções lançadas em 2014 foram muito fracas; dessa forma, este filme pode ser considerado a melhor opção. Sendo um filme nacional, ajuda a mudar uma imagem de que este gênero, por aqui, nunca foi destaque.

De fato, mesmo comparando com produções internacionais, este filme brasileiro é um bom suspense. O diretor Tomas Portella soube introduzir rapidamente, nas sequências iniciais, toda a atmosfera misteriosa necessária para demonstrar o que viria pela frente, e isso é suspense de verdade, suspense psicológico. O cenário das florestas de Teresópolis ajuda a contextualizar a problemática pela qual a região passa quando assassinos insanos entram em ação. A cena inicial já é forte o suficiente para ganhar a atenção do público amante do gênero. O mistério vai sendo relevado aos poucos, as informações sobre os assassinos, os quais o diretor insiste em esconder os rostos, surgem a partir de depoimentos de personagens secundários. A fotografia usa as sombras das árvores e casas do vilarejo, mais ainda do casarão onde o casal Bruno Gagliasso e Regiane Alves vão ficar, isolados, com o objetivo de melhorar a relação. A casa, cheia de buracos nas paredes com vidros e luzes coloridas, pouca iluminação, ajuda a aumentar a tensão e o suspense. Podemos também nos preparar para um final interessante e, para muitos, surpreendente. A ameaça que vem do lado de fora da casa, rodeada pela mata com seus barulhos sempre curiosos e sinistros, vai marcar os melhores momentos do filme.

Este também é o último trabalho do grande ator José Wilker, no cinema. Ele faleceu em abril deste ano de 2014. No final do filme, uma frase “in memorian”, escrita por Wilker, é apresentada. Na verdade ela faz parte de uma matéria escrita por ele, em 2001, que contém um dos melhores depoimentos sobre o cinema que eu já li. Então, reproduzindo:

“Orson Welles, provavelmente mentindo, afirma que na verdade: ‘um filme, além de morto, não está nem muito fresco. Vem numa luta. Fazer um filme leva tempo. O filme que estreia na semana que vem é do ano passado’. É um fato. Mas nós, que nos sentamos no escuro para seu velório, sempre o ressuscitamos. E quando isso acontece, que bela eternidade ele nos dá para o que sobrar do dia. Experimente. Pegue uma lanterna, uma lente e projete um fotograma na parede. O resto é the end.”
José Wilker

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Fontes:
http://omelete.uol.com.br/cinema/isolados-critica/#.VI2PhjHF8SM
http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento/inspirado-em-anticristo-isolados-amplia-o-suspense-no-cinema-nacional
http://hbois.blogspot.com.br/2014/04/a-melhor-versao-critica-para-2001-jose.html

Tags Relacionadas crítica, Festival de Gramado, José Wilker, resenha, Tomas Portella
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