Na Estrada (On The Road, 2011)
Eu indico On The Road (Brasil / França / Reino
O filme nacional Proteção, impactado pelo atual cenário de pandemia, é uma ficção científica que discorre justamente sobre uma epidemia... uma epidemia intitulada como a "peste branca". Promete render boas discussões ao jogar o espectador num dilema: "Você entregaria a cura para salvar a vida do seu inimigo?". Roteiro e direção de Alberto Sena.
Um menino encontra o equipamento de um Predador e acidentalmente dispara um alerta que os traz de volta à Terra. Os caçadores mais letais do universo se atualizaram geneticamente com DNA de outras espécies alienígenas e apenas um grupo de ex-soldados, junto com uma professora de ciências descontente, pode parar os caçadores antes que todos se tornem suas presas. Dirigido por Shane Black.

Prisoners (EUA, 2013)
Duas famílias devem lidar com o desaparecimento de suas filhas pequenas. Quando um dos pais suspeita que o detetive encarregado das buscas já desistiu de procurar pelo culpado, desesperadamente ele começa a desconfiar de todas as pessoas ao redor. Fazendo sua própria investigação, encontra o principal suspeito e decide sequestrá-lo. Dirigido por Denis Villeneuve. Roteiro de Aaron Guzikowski.
Priosioneiros:
O diretor canadense Denis Villeneuve, do filme “Incêndios” (Canadá, 2010), indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, apresenta este suspense que trata de uma situação comum nos Estados Unidos, e que qualquer família pode acabar vivenciando, que é o desaparecimento de crianças. A sequência de abertura com a oração do Pai Nosso entrelaçada com um pai instruindo um filho a caçar um cervo já mostra a seriedade e algumas questões da trama. Muita tensão, valores morais e uma ótima forma de mostrar as transformações dos personagens – cada um reagindo à sua maneira – diante da situação foco de tensão do filme.
Com suas duas horas e meia, o diretor consegue prender a atenção do espectador e ainda consegue reunir provavelmente o melhor elenco do ano: Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Viola Davis, Maria Bello, Terrence Howard, Melissa Leo, Paul Dano e Dylan Minnette. Os destaques vão para Hugh Jackman – como um pai preocupado ao extremo e que acaba tomando uma difícil decisão pensando na família, Jake Gyllenhaal – como um policial dedicado a ponto de se consumir bastante com o caso e, também, Paul Dano – como o principal suspeito, com um comportamento desassociado do mundo ao redor e que praticamente não fala. Dano é o único que ainda não teve indicação a premiações por suas atuações anteriores, apesar de que seus papéis (pequenos em sua maioria) costumam ter relevância, como em Sangue Negro (2007), Pequena Miss Sunshine (2006) e Roubando Vidas (2004); provavelmente depois deste filme, o ator será mais valorizado. Um destaque especial para Jake Gyllenhaal, pois se encontra em um papel mais difícil de ter visibilidade em termos de atuação, pois suas emoções não ficam tão explícitas como acontece com os demais personagens (seu envolvimento com a situação é mais indireto, pois ele está prestando um serviço); mesmo assim, cada detalhe de sua atuação, seja um piscar repetitivo de olhos, ou um escorregão, parecem tão reais como se fossem improviso, não estivessem no papel. Este deve ser o melhor trabalho de Gyllenhaal, uma boa aposta para o próximo Oscar.
Os Suspeitos alterna as histórias do pai e do detetive, ambos com sua obsessão, e vai mostrando a reação dos demais personagens. Pistas são apresentadas e reviravoltas testam o raciocínio e a tensão do espectador. Porém, os dilemas morais dos personagens, suas transformações e decisões, é o forte do filme. O drama dos pais diante do tempo cruel enquanto suas filhas estão desaparecidas. O mal, em sua essência e implicações morais, e o limite de cada um são alguns pontos focados no filme. O título original, Prisioneiros, é mais adequado, já que cada personagem se torna um prisioneiro de algum forma, mesmo que seja da sua própria consciência, de sua angústia. Como em “Incêndios”, o canadense Villeneuve acumula reviravoltas e um final impactante, mas no primeiro filme o impacto é maior. Vale a pena ver os dois.
__________________________________
Fontes:
http://omelete.uol.com.br/festival-de-toronto/cinema/os-suspeitos-critica/#.UmQ40RVTtFY
http://cinema.terra.com.br/os-suspeitos-combina-suspense-e-dilema-moral-de-personagens,3696ccd86adc1410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html
Aflitivo e angustiante, ‘Os Suspeitos’ traz à tona o problema do desaparecimento de crianças
O novo filme com Danilo Ferraz é parte da jornada para que o gênero de ação com conteúdo finalmente tenha uma inserção positiva e chegue a um patamar tão merecido no cinema nacional. Como o próprio curta mostra, é possível entregar ação, suspense e levantar questões sociais numa mesma trama em contexto com situações nas quais o brasileiro convive. E tudo isso em apenas 12 minutos! Confira o cartaz oficial do filme em primeira mão aqui no nosso site e uma resenha especial.
Este comentário foi removido pelo autor.