Dica de livro: Tudo Sobre Cinema
Recomendo esse livro que tem me ajudado muito a imergir com profundidade no mundo cinematográfico: “Tudo Sobre Cinema”, editado por Philip Kemp e com o prefácio de Christopher Frayling.
Recomendo esse livro que tem me ajudado muito a imergir com profundidade no mundo cinematográfico: “Tudo Sobre Cinema”, editado por Philip Kemp e com o prefácio de Christopher Frayling.
Na beira do rio Han, mora uma família dona de uma barraquinha de comida. O filho mais velho, Hee-bong, tem 40 anos, mas é um tanto imaturo; a filha do meio é arqueira do time olímpico coreano; e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina mais nova, filha de Hee-bong, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia, surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a menina. A família então decide enfrentar o monstro em busca da menina. Dirigido por Bong Joon-ho.
Dirigido por Chan Wook Park, este é um dos filmes da Trilogia da Vingança. Geum-ja passou os últimos 13 anos na cadeia, devido ao cruel assassinato de um garoto de 7 anos. Durante esse período, ela planeja sua vingança contra o sujeito que a obrigou a assumir a culpa pelo crime.

The Post (EUA, 2017)
Steven Spielberg já começa o ano a frente de um filme no mínimo interessante, sobre a luta que os grandes jornais na época da Guerra do Vietnã tiveram que enfrentar simplesmente para exercer o seu papel de divulgar a verdade para a sociedade. Houve uma batalha interna (secreta, como diz o subtítulo) para que os editores exercessem a liberdade de imprensa, travada principalmente entre o The Washington Post e o próprio governo dos EUA que estava com o seu 37º presidente, Richard Nixon. Assim como outros presidentes anteriores, houve abuso de poder e violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA que contém a liberdade de imprensa como um dos direitos fundamentais. O filme na verdade mostra como o país evoluiu em relação a liberdade de expressão e o quanto os jornalistas foram importantes nesse sentido, assumindo altos riscos, inclusive de prisão.
Vemos um momento da história onde o chamado ‘Pentagon Papers’, documento que continha diversas informações militares sigilosas sobre as ações dos EUA no Vietnã, acaba vazando e os jornais se sentem na obrigação de revelar o seu conteúdo. A história em si é bem conhecida pelos americanos, assim como a que foi contada num filme similar, vencedor do Oscar de melhor filme em 2016, Spotlight: Segredos Revelados, ou seja, ambos deixam de ser tão interessantes por não trazerem novidades, mas são bem contadas e reafirmam essa importância da liberdade de imprensa inclusive como uma obrigação para com a população (impulsionados também pelo marketing próprio).
A grande jogada de Spielberg – SPOILER:
Tom Hanks interpreta o editor principal do The Washington Post e Meryl Streep é primeira editora do país e dirige o jornal, ambos são atores veteranos e bem consolidados, por isso dão conta muito bem do papel. Eles estão finalmente trabalhando juntos num filme e a sintonia ficou ótima. A personagem de Meryl Streep possui uma importância maior já que, através dela, Spilberg consegue o maior triunfo filme, ao trazer à tona o processo de afirmação das mulheres em posições importantes e influentes na história da humanidade. A personagem fica numa situação delicada, se mostra tímida e insegura, precisa ter cautela, vacila, se preocupa, mas acaba surpreendendo quando é decidida e corajosa. Em mais de uma cena ela entra numa sala cheia de grandes dirigentes, todos homens, ficando assim numa posição de exposição crítica. Mas a jogada mais forte está numa frase que ela cita para filha, dita pelo escritor e pensador inglês Samuel Johnson, no século 18: “Uma mulher falando é como um cachorro andando sobre as patas traseiras. Não fazem isso bem, mas a gente se surpreende ao ver que ao menos o fazem”. Chega a ser emocionante como ela conta e lida com essa situação. Existem outras cenas emocionantes que lidam com essa questão, como aquela onde a personagem sai de um julgamento e a atenção dos repórteres está voltada para outra pessoa, contudo um monte de mulheres aguarda a saída dela e olham admiradas e agradecidas quando a mesma passa. As atitudes tomadas por ela e por alguns editores do jornal representam a coragem que foi manifestada para enfrentar o próprio governo.
O recente Globo de Ouro foi marcado pela afirmação e homenagens às mulheres, isso aparece como tema principal de alguns filmes indicados, na escolha da Oprah Winfrey como grande homenageada e também no discurso de Guillermo del Toro ressaltando as grandes mulheres que participaram de seu filme. Por fim, Spielberg vai na mesma onda e trás esse viés para o filme The Post.
Sua direção é cuidadosa, grandiosa, assim como a direção de arte e fotografia (essa última é de Janusz Kaminski). Desde um homem datilografando no meio da Guerra para enviar informações aos EUA, até nos cenários internos e conturbados dos escritórios onde operavam os jornais. Spielberg sabe para onde apontar a câmera e conseguir atenção do expectador, que normalmente é o único que consegue ter uma visão geral do que está ocorrendo, um exemplo disso é quando uma garota entra no escritório com uma caixa e não é percebida logo pelos funcionários, mas a câmera sabe focar nela mesmo rodeada de todo um cenário. Sabe também destacar isoladamente algumas palavras no meio de uma digitação datilográfica, mostrar o reflexo de uma pessoa falando num telefone público e intercalar cenas que ocorrem no mesmo espaço de tempo.
Numa das cenas clímax temos uma tomada fenomenal que mostra procedimentos, espera, autorização, cautela e decisão, chagando a passar a sensação de que estamos num filme de submarino na guerra, sendo que aqui estamos diante da expectativa de publicar ou não a matéria nos minutos finais antes de imprimir o jornal do dia.
“A imprensa deve servir aos governados e não aos governantes”
O filme conta a história de uma amizade entre um garoto (Totó) e um projecionista (Alfredo), além do amor de ambos pelo cinema, na figura do chamado Cinema Paradiso, onde Alfredo trabalhava. Já adulto, Salvatore Di Vita (Totó) é um cineasta bem-sucedido e vive em Roma. Ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo faleceu, e isso traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso.
Resgatei minha listinha de filmes favoritos e selecionei os que considero menos conhecidos, para compor a minha lista "10 filmes que sempre indico". Dessa forma espero que o leitor amplie suas experiências cinematográficas aproveitando essa preciosa lista.
Após a morte de sua esposa, o fotógrafo Fernando torna-se um homem calado e introspectivo. Ele vive cercado de objetos pessoais da falecida até descobrir, em uma fita VHS, uma surpresa que coloca em dúvida o amor da esposa por ele. A partir de então Fernando decide investigar a verdade por trás destas imagens.
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