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O filme mostra a história do cão de raça mista Hagen que se muda, junto com sua guardiã Lili e o pai dela. O pai recusa-se a pagar a multa do cão "híbrido", imposta pelo governo e acaba por abandonar o cão. O cachorro Hagen logo atrai um grande número de seguidores mestiços que começam uma revolta aparentemente organizada, contra os seus opressores humanos. Dirigido por Kornél Mundruczó.

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Steven Spielberg já começa o ano a frente de um filme no mínimo interessante, sobre a luta que os grandes jornais na época da Guerra do Vietnã tiveram que enfrentar simplesmente para exercer o seu papel de divulgar a verdade para a sociedade. Houve uma batalha interna (secreta, como diz o subtítulo) para que os editores exercessem a liberdade de imprensa, travada principalmente entre o The Washington Post e o próprio governo dos EUA que estava com o seu 37º presidente, Richard Nixon. Assim como outros presidentes anteriores, houve abuso de poder e violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA que contém a liberdade de imprensa como um dos direitos fundamentais. O filme na verdade mostra como o país evoluiu em relação a liberdade de expressão e o quanto os jornalistas foram importantes nesse sentido, assumindo altos riscos, inclusive de prisão.

Vemos um momento da história onde o chamado ‘Pentagon Papers’, documento que continha diversas informações militares sigilosas sobre as ações dos EUA no Vietnã, acaba vazando e os jornais se sentem na obrigação de revelar o seu conteúdo. A história em si é bem conhecida pelos americanos, assim como a que foi contada num filme similar, vencedor do Oscar de melhor filme em 2016, Spotlight: Segredos Revelados, ou seja, ambos deixam de ser tão interessantes por não trazerem novidades, mas são bem contadas e reafirmam essa importância da liberdade de imprensa inclusive como uma obrigação para com a população (impulsionados também pelo marketing próprio).

A grande jogada de Spielberg – SPOILER:

Tom Hanks interpreta o editor principal do The Washington Post e Meryl Streep é primeira editora do país e dirige o jornal, ambos são atores veteranos e bem consolidados, por isso dão conta muito bem do papel. Eles estão finalmente trabalhando juntos num filme e a sintonia ficou ótima. A personagem de Meryl Streep possui uma importância maior já que, através dela, Spilberg consegue o maior triunfo filme, ao trazer à tona o processo de afirmação das mulheres em posições importantes e influentes na história da humanidade. A personagem fica numa situação delicada, se mostra tímida e insegura, precisa ter cautela, vacila, se preocupa, mas acaba surpreendendo quando é decidida e corajosa. Em mais de uma cena ela entra numa sala cheia de grandes dirigentes, todos homens, ficando assim numa posição de exposição crítica. Mas a jogada mais forte está numa frase que ela cita para filha, dita pelo escritor e pensador inglês Samuel Johnson, no século 18: “Uma mulher falando é como um cachorro andando sobre as patas traseiras. Não fazem isso bem, mas a gente se surpreende ao ver que ao menos o fazem”. Chega a ser emocionante como ela conta e lida com essa situação. Existem outras cenas emocionantes que lidam com essa questão, como aquela onde a personagem sai de um julgamento e a atenção dos repórteres está voltada para outra pessoa, contudo um monte de mulheres aguarda a saída dela e olham admiradas e agradecidas quando a mesma passa. As atitudes tomadas por ela e por alguns editores do jornal representam a coragem que foi manifestada para enfrentar o próprio governo.

O recente Globo de Ouro foi marcado pela afirmação e homenagens às mulheres, isso aparece como tema principal de alguns filmes indicados, na escolha da Oprah Winfrey como grande homenageada e também no discurso de Guillermo del Toro ressaltando as grandes mulheres que participaram de seu filme. Por fim, Spielberg vai na mesma onda e trás esse viés para o filme The Post.

Sua direção é cuidadosa, grandiosa, assim como a direção de arte e fotografia (essa última é de Janusz Kaminski). Desde um homem datilografando no meio da Guerra para enviar informações aos EUA, até nos cenários internos e conturbados dos escritórios onde operavam os jornais. Spielberg sabe para onde apontar a câmera e conseguir atenção do expectador, que normalmente é o único que consegue ter uma visão geral do que está ocorrendo, um exemplo disso é quando uma garota entra no escritório com uma caixa e não é percebida logo pelos funcionários, mas a câmera sabe focar nela mesmo rodeada de todo um cenário. Sabe também destacar isoladamente algumas palavras no meio de uma digitação datilográfica, mostrar o reflexo de uma pessoa falando num telefone público e intercalar cenas que ocorrem no mesmo espaço de tempo.

Numa das cenas clímax temos uma tomada fenomenal que mostra procedimentos, espera, autorização, cautela e decisão, chagando a passar a sensação de que estamos num filme de submarino na guerra, sendo que aqui estamos diante da expectativa de publicar ou não a matéria nos minutos finais antes de imprimir o jornal do dia.

“A imprensa deve servir aos governados e não aos governantes”

Tags Relacionadas crítica, filme A Guerra Secreta, filme Nixon, filme The Post, filme Vietnã, globo de ouro, Meryl Streep, Pentagon Papers, resenha, Spielberg, The Post, The Post A Guerra Secreta, Tom Hanks, Vietnã, Washington Post
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