Um Espião Animal (2019)
Dirigido por Nick Bruno e Troy Quane. Um agente secreto, por acidente, vira um pombo. Uma proposta que só funcionaria bem mesmo numa animação. Confira a resenha de Um Espião Animal (2019)
Dirigido por Nick Bruno e Troy Quane. Um agente secreto, por acidente, vira um pombo. Uma proposta que só funcionaria bem mesmo numa animação. Confira a resenha de Um Espião Animal (2019)
Eu indico Diário de um Jornalista Bêbado (EUA, 2011) Paul
Não podemos negar que o diretor David F. Sandberg conseguiu manter o nível do precursor James Wan, criador de Invocação do Mal e toda essa franquia que também incluí Annabelle e os futuros filmes A Freira e Invocação do Mal 3. A conexão que este filme faz com os anteriores é bem feita, disposta no meio da trama para agradar aos fãs e, para melhorar, esse filme é infinitamente superior ao primeiro Annabelle, que não agradou. É o mesmo diretor de Quando as Luzes se Apagam, que merece ser visto também. O roteiro é do mesmo do primeiro Annabelle, Gary Daubermann. E, é claro, James Wan está na produção, cuidando de seu legado.

A Vida Invisível (Brasil, 2019)
Existe um conflito entre a mulher e o patriarcado que é histórico e universal. Aqui, ele se mostra muito presente numa família brasileira, no final da década de 1940, que possui duas filhas. O diretor Karim Aïnouz, de Madame Satã (2002) e Praia do Futuro (2014), destaca a força das mulheres num filme baseado no romance “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha. A Eurídice Gusmão do título da obra é uma das personagens que divide o protagonismo com a sua irmã Guida, interpretadas respectivamente por Carol Duarte e Julia Stockler.
Propositalmente carregado de drama e cenas de sofrimento, contudo numa dosagem tranquila de assistir, é como se Karim tivesse extraído a parte que vale a pena das melhores novelas brasileiras. A narrativa alterna entre a vida de Eurídice e Guida, após a separação delas por conta de uma mentira cruel. Existe um elo de ligação lindo entre as duas, a todo momento procurando se encontrar de novo, representando uma luta, uma força, contra uma sociedade conservadora e machista que as afasta, assim como esse tal destino. Ao mesmo tempo, essa separação faz com que cada uma encontre outras pessoas tentando sobreviver na mesma sociedade. Separadas, elas se sentem mulheres sozinhas no mundo, mas não estão, principalmente a Guida que foi expulsa da família e acaba encontrando outra.
Não somente a dosagem do melodrama é tranquila, mas também é honesta. A forma como é abordado o machismo no filme não contém exageros. Não envereda pela violência física e emocional, mas pela forma como as relações são mostradas. Uma mãe que só consegue ser a sombra do marido, uma mulher que aceita ser aquela que vai servir a mesa e lavar os pratos, um homem que não acredita que sua esposa pode correr atrás do próprio sonho. Assim também são as cenas de sexo, em sua maioria não dá prazer em ver, são naturais demais e reforçam a realidade onde as personagens se encontram.
O que Bacurau (de Kleber Mendonça Filho) tem de ousado e focado, este aqui tem de delicado e universal.
Apesar de atuações esforçadas e acima da média, em personagens marcantes, nenhuma das atrizes principais chama a atenção como poderia. Já os coadjuvantes, em sua maioria, estão sublimes. Gregorio Duvivier, como o marido de Eurídice, está muito bem no papel. Destaque maior ainda para Bárbara Santos, famosa em teatros e que faz aqui seu primeiro papel num filme, como Filomena (tia Filó), uma mulher forte, figura marcante numa atuação de muito destaque. Nenhum personagem foi desperdiçado.
Enfim, o grande momento, como esperado, foi de Fernanda Montenegro. Não tenho palavras para descrever sua presença em tela, mesmo tendo sido pontual. Ele vem com toda sua experiência na cena que considero a mais importante e emocionante do filme. A melhor atuação feminina do ano. Mesmo que você se canse lá pela metade do filme, afinal são 2 horas e 20 minutos, aguarde para ver a Fernanda e conferir também um final sublime, muito bonito. Encantador. Delicado.
Filmado durante 12 anos (começou em 2002), este filme é um retrato dessas experiências, da infância até a juventude, focada na vida de um garoto. O diretor Richard Linklater manteve os mesmos atores durante os 12 anos de produção, cada ano reunia a todos e filmava um pouco mais.
Em seu perfil no Instagram, Getúlio Felipe declara "O impossível não existe". Esse garoto brasileiro não andava até os 7 anos de idade, em virtude de uma paralisia cerebral. Inesperadamente, contrariando o que a medicina apontava, ele começou a dar os primeiros passos. Do mesmo modo, aos 14 anos, ainda com dificuldade em caminhar e sem as tão aguardadas cirurgias, "Getulinho" aceita o desafio de escalar uma das maiores montanhas da Itália, após convite do diretor Pedro McCardell que nos mostra essa jornada no documentário independente "Imparável" (Driven, 2021).
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