Willow – Na Terra da Magia (“Willow”)
Eu indico Willow (EUA, 1988) Willow Ufgood é um anão
Eu indico Willow (EUA, 1988) Willow Ufgood é um anão
Uma típica família americana vive o famoso sonho americano, moram na casa dos sonhos, numa cidade pequena e com espaço para uma piscina. Mas logo a família Freeling começa a presenciar fenômenos psíquicos, que a princípio parecem ser inofensivos, mas que cada vez se tornam mais aterrorizantes até que uma entidade “sequestra” a pequena Carol Anne (Heather O'Rourke) e tudo vira um inferno.
Aplaudido no festival de cinema independente Overlook Film Festival, um terror psicológico e, ao mesmo tempo, bastante reflexivo. Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa e o filho numa casa isolada, com uma certa segurança diante de uma espécie de epidemia. Um dia chega uma família desesperada procurando refúgio e eles aceitam. Aos poucos, a paranoia e desconfiança vão aumentando e Paul vai fazer de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando a todos. Escrito e dirigido por Trey Edward Shults.

Paulo Miklos em O Homem Cordial (Brasil, 2019)
Há quase um ano atrás estive no Festival de Gramado, em sua 47° edição. Na noite de abertura esse filme de Iberê Carvalho, O Homem Cordial (Brasil, 2019), foi exibido juntamente com o gigante popular Bacurau (Brasil, 2019). Então, neste momento, procuro relembrar o filme do Iberê Carvalho (roteiro do próprio Iberê e de Pablo Stoll) e trazer minha percepção do que foi uma excelente experiência cinematográfica.
No festival supracitado, o filme levou o prêmio de melhor ator para Paulo Miklos. O ex-vocalista dos Titãs protagoniza o filme brilhantemente, deixando os concorrentes sem muita chance. Além disso, levou como Melhor Trilha Musical (Sascha Kratzer), o que é interessante pelo fato da música fazer parte do enredo. A situação da pandemia tem segurando a estreia do filme nas salas cinemas, mas não impediu que ele recebesse outros prêmios, alguns recentes como o de Melhor Filme e Melhor Ator no Barcelona Indie Filmakers Festival.
Após um vídeo viralizar na Internet, Aurélio (Paulo Miklos) passa a ser responsabilizado pela morte de um policial. Aurélio faz parte de uma banda punk de sucesso nos anos 1980 e precisa enfrentar uma onda de indignação popular após o ocorrido.
A experiência de assistir O Homem Cordial não é contemplativa, no sentido de ver, assimilar, relaxar. Aqui acompanhamos algumas horas, quase em tempo real, na vida desse personagem após o evento estopim. Capturado pelo olhar de estranhos que assistem ao caso e a seus desdobramentos através das redes sociais, ele é julgado sem muito filtro e perseguido. Analogamente, entra em cena a polícia indignada pelo fato de um colega ter sido assassinado.
Além do mais, no quesito técnico, o enquadramento persegue Aurélio como se ele estivesse num survivor game, testando o personagem no viés reativo para com as situações e Paulo Miklos no quesito interpretativo de seu personagem. Papel difícil, atuação caprichada. Decerto que esse formato absorve bem o espectador para o cenário fictício e tortura; sabemos o quanto a proposta é real e factível e pode acontecer constantemente em nosso dia a dia.
O brasileiro, o ser humano em geral, é realmente cordial? Somos dominados por impulsos e passamos do que seria a cordialidade para a raiva e hostilidade. Nessa época onde as redes sociais influenciam rapidamente a maioria das pessoas, essa transformação da mansidão para o ódio é acelerada. E o filme segue essa cadência de hostilidades que vão ficando mais intensas, cena a cena, até um desfecho pesado e necessário, onde um tapa na cara seguido de amargura é pouco. Ademais, numa determinada cena, um policial de maior escalão, num momento de abuso de poder, ainda se permite fazer um discurso sobre prepotência.

Cartaz do filme O Homem Cordial (Brasil, 2019)
Eu indico Winter’s Bone (EUA, 2010) Ree Dolly (Jennifer Lawrence),
Nosso Yellow Beattle, o fusquinha amarelo, alienígena e robô está demais! As primeiras reações na Internet elogiaram o filme e o consideram o melhor da franquia Transformers. A interação entre Charlie e Bumblebee tem momentos engraçados, sem passar do ponto, é comovente e trata essencialmente do amadurecimento dos dois, cada um a sua maneira e ajudando um ao outro. Para nossa alegria, se passa na década de 80 e faz referências fabulosas à essa época. Dirigido por Travis Knight.
Salvador, Brasil. Roberto (Chico Diaz) acabou de perder a esposa e está solitário e infeliz. Além disso, o relacionamento com seu único filho, Júlio (Caio Castro), vai de mal a pior. Um dia, após se embebedar e fracassar ao tentar contratar uma prostituta, ele acaba atropelando um garoto. Desesperado, ele coloca o menino no carro e o leva ao hospital mais próximo. Apesar do socorro imediato, Roberto precisa prestar esclarecimentos na polícia e corre o risco de ser preso. Paralelamente, Júlio se envolve com uma garota (Camilla Camago) e procura se sustentar através do tráfico de drogas em festas badaladas que ocorrem na cidade. Dirigido por João Gabriel.
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