Dica de livro: Tudo Sobre Cinema
Recomendo esse livro que tem me ajudado muito a imergir com profundidade no mundo cinematográfico: “Tudo Sobre Cinema”, editado por Philip Kemp e com o prefácio de Christopher Frayling.
Recomendo esse livro que tem me ajudado muito a imergir com profundidade no mundo cinematográfico: “Tudo Sobre Cinema”, editado por Philip Kemp e com o prefácio de Christopher Frayling.
Extremamente talentoso mas muito tímido, o pianista prodígio Reginald Dwight muda seu nome para Elton John e torna-se uma estrela da música de renome internacional durante os anos 1970. Dirigido por Dexter Fletcher.
O livro de Frank Herbert foi comparado a Senhor dos Anéis por Arthur C. Clarke. Ainda mais apaixonante foi a declaração de Neil Gaiman: "Duna é o melhor dos grandes romances de ficção científica, e o que mais se manteve relevante". Neste ano ainda pandêmico, Denis Villeneuve, aclamado por excelentes filmes como Incêndios (2010), A Chegada (2016) e Blade Runner 2049 (2017), entrega a sua versão de Duna para o cinema.

Paulo Miklos em O Homem Cordial (Brasil, 2019)
Há quase um ano atrás estive no Festival de Gramado, em sua 47° edição. Na noite de abertura esse filme de Iberê Carvalho, O Homem Cordial (Brasil, 2019), foi exibido juntamente com o gigante popular Bacurau (Brasil, 2019). Então, neste momento, procuro relembrar o filme do Iberê Carvalho (roteiro do próprio Iberê e de Pablo Stoll) e trazer minha percepção do que foi uma excelente experiência cinematográfica.
No festival supracitado, o filme levou o prêmio de melhor ator para Paulo Miklos. O ex-vocalista dos Titãs protagoniza o filme brilhantemente, deixando os concorrentes sem muita chance. Além disso, levou como Melhor Trilha Musical (Sascha Kratzer), o que é interessante pelo fato da música fazer parte do enredo. A situação da pandemia tem segurando a estreia do filme nas salas cinemas, mas não impediu que ele recebesse outros prêmios, alguns recentes como o de Melhor Filme e Melhor Ator no Barcelona Indie Filmakers Festival.
Após um vídeo viralizar na Internet, Aurélio (Paulo Miklos) passa a ser responsabilizado pela morte de um policial. Aurélio faz parte de uma banda punk de sucesso nos anos 1980 e precisa enfrentar uma onda de indignação popular após o ocorrido.
A experiência de assistir O Homem Cordial não é contemplativa, no sentido de ver, assimilar, relaxar. Aqui acompanhamos algumas horas, quase em tempo real, na vida desse personagem após o evento estopim. Capturado pelo olhar de estranhos que assistem ao caso e a seus desdobramentos através das redes sociais, ele é julgado sem muito filtro e perseguido. Analogamente, entra em cena a polícia indignada pelo fato de um colega ter sido assassinado.
Além do mais, no quesito técnico, o enquadramento persegue Aurélio como se ele estivesse num survivor game, testando o personagem no viés reativo para com as situações e Paulo Miklos no quesito interpretativo de seu personagem. Papel difícil, atuação caprichada. Decerto que esse formato absorve bem o espectador para o cenário fictício e tortura; sabemos o quanto a proposta é real e factível e pode acontecer constantemente em nosso dia a dia.
O brasileiro, o ser humano em geral, é realmente cordial? Somos dominados por impulsos e passamos do que seria a cordialidade para a raiva e hostilidade. Nessa época onde as redes sociais influenciam rapidamente a maioria das pessoas, essa transformação da mansidão para o ódio é acelerada. E o filme segue essa cadência de hostilidades que vão ficando mais intensas, cena a cena, até um desfecho pesado e necessário, onde um tapa na cara seguido de amargura é pouco. Ademais, numa determinada cena, um policial de maior escalão, num momento de abuso de poder, ainda se permite fazer um discurso sobre prepotência.

Cartaz do filme O Homem Cordial (Brasil, 2019)
Filmado durante 12 anos (começou em 2002), este filme é um retrato dessas experiências, da infância até a juventude, focada na vida de um garoto. O diretor Richard Linklater manteve os mesmos atores durante os 12 anos de produção, cada ano reunia a todos e filmava um pouco mais.
Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. Dois Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado. Dirigido e escrito por Afonso Poyart.
Eddie Brock é um jornalista que entra em contato com um simbionte alienígena e se torna Venom, um dos principais inimigos do Homem-Aranha. Dirigido por Ruben Fleischer.
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