Search

Você pode gostar disso:

confusedcrying
Frances Ha (2012)
Drama Épico Ficção Científica Na pré Romance

Frances Ha (2012)

Frances (Greta Gerwig) divide um apartamento em Nova York com Sophie (Mickey Sumner), sua melhor amiga. Brincalhona e com ar de quem não deseja crescer, ela recusa o convite do namorado para que more com ele justamente para não deixar Sophie sozinha. Entretanto, a amiga não toma a mesma atitude quando surge a oportunidade de se mudar para um apartamento melhor localizado. A partir de então Frances parte em busca de um novo lugar, já que ela é apenas aluna em uma companhia de dança. Mesmo diante das dificuldades, Frances tenta manter o alto astral diante dos problemas que a vida adulta traz. Dirigido por Noah Baumbach.

laughingconfusedtongue
John Wick 3: Parabellum (2019)
Drama Épico Ficção Científica Na pré Romance

John Wick 3: Parabellum (2019)

Chad Stahelski dirigiu os três filmes e considero que houve uma importante melhoria a cada vez. Este novo tem aquilo que desejamos: muitas cenas com tomadas longas de ação e Keanu Reeves numa ótima performance. Aqui o John Wick está no modo survivor man, ele é perseguido pelo mundo do crime e ajudado por poucos, sendo inclusive obrigado a cobrar dívidas passadas para receber um auxílio. Mas tudo o que ele precisa são de armas, um monte de armas!

laughingangelmoustache
Viagem ao Mundo dos Sonhos (Explorers, 1985)
Drama Épico Ficção Científica Na pré Romance

Viagem ao Mundo dos Sonhos (Explorers, 1985)

Tudo com o que Ben Crandall (Ethan Hawke) sempre sonhou torna-se real quando, com a ajuda de seus amigos Wolfgang Müller (River Phoenix) e Darren Woods (Jason Presson), além da sua imaginação, ele se lança na descoberta de uma nave espacial em seu laboratório. Os três jovens garotos vêem então cada vez mais próxima a oportunidade de fazer a viagem interplanetária que sempre desejaram. Dirigido por Joe Dante.

cryingmoustachetonguemoney

Duna (2021): adaptação épica a ser vista no cinema

A adaptação do best-seller de Frank Herbert é, inegavelmente, um desafio gerador de muitas expectativas por parte dos fãs do livro. A primeira versão cinematográfica foi de David Lynch, em 1984, um fracasso total apesar da inquestionável carreira de sucesso desse cineasta, decerto um dos meus preferidos. Outrossim, uma minissérie de 3 episódios longos foi lançada em 2000, com direção de John Harrison, obtendo pouca popularidade apesar de um resultado menos desinteressante. Neste ano ainda pandêmico, Denis Villeneuve, aclamado por excelentes filmes como Incêndios (2010), A Chegada (2016) e Blade Runner 2049 (2017), cumpriu uma promessa ao entregar sua versão de Duna para o cinema.

Dune (2021)

O livro de Frank Herbert foi comparado a Senhor dos Anéis por Arthur C. Clarke, escritor do conto The Sentinel que deu origem ao filme 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968). Tanto quanto e ainda mais apaixonante foi a declaração de Neil Gaiman: “Duna é o melhor dos grandes romances de ficção científica, e o que mais se manteve relevante”.

Apostas para o Oscar

Primeiramente, a melhor experiência consiste em conferir o filme nas telonas. Afinal, efeitos visuais e sonoros estão impecáveis, assim como o trabalho de fotografia e figurino. Sem dúvida a produção contratou, intencionalmente, gigantes do Oscar nas categorias técnicas: o desenhista de produção Patrice Vermette (“A Chegada”); o editor Joe Walker (“Blade Runner 2049”; “A Chegada”, “12 Anos de Escravidão”); o supervisor de efeitos especiais Paul Lambert (“O Primeiro Homem”, “Blade Runner 2049”); o compositor Hans Zimmer (“Blade Runner 2049”, “A Origem”, “Gladiador”, “O Rei Leão”) como responsável pela trilha sonora; e a figurinista Jacqueline West. Esta última foi responsável pelos trajes da família Atreides e, com mais destaque, os dos Fremen (chamados trajestiladores) com seu sistema de filtragem de água que combate a hipertermia, tão detalhados no livro e bem apresentados no filme.

Para as categorias técnicas supracitadas, espera-se que este seja um dos favoritos ao Oscar. Apesar de pouco provável, seria ótimo ver uma indicação a melhor roteiro adaptado, mesmo conhecendo a mentalidade da academia em não priorizar filmes de aventura ou ficção (especialmente com batalhas) nesta categoria.

Duna, de Frank Herbert, por Denis Villeneuve

Duna é um universo fantástico, da imaginação nata de Frank Herbert para a ótima visão de Denis Villeneuve. Um trabalho bacana de transposição para as telas de muitas passagens do livro, contudo de forma mais didática e direto ao ponto, já que muitos detalhes na obra precisaram ser desconsiderados para um formato de filme. Não há como caber tanta coisa em pouco mais de 5 horas de duração (tempo total estimado considerando a segunda parte do filme, com filmagens previstas para 2022). Villeneuve é incrível, entregando uma adaptação bem cadenciada, mantendo um pouco de todas as coisas relevantes no filme, agraciando os privilegiados leitores do livro que conheceram um mundo com sua própria linguagem, comportamentos, conteúdo misturando aventura e ecologia, religião e política. Essa primeira parte, sem dúvida, é de um filme épico, começando do melhor jeito para terminar melhor ainda.

Além do destaque da ambientação, temos as atuações de um elenco insano: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Stellan Skarsgård, Dave Bautista, Jason Momoa, Javier Bardem e Zendaya são alguns dos atores. Timothée Chalamet, de Me Chame Pelo Seu Nome (2017), encara o protagonista Paul Atreides e se destaca, lembrando muito o personagem literário. Numa atuação memorável, consegue dar vida ao herói-messias e mostrar a sua jornada de maturidade, seja para perceber armadilhas políticas, seja para encarar perigo e batalhas.

Duna (2021): resenha

Timothée Chalamet como Paul Atreides

A jornada do herói e a litania contra o medo

Algo que chama atenção nessa adaptação é a jornada do herói e como ele enfrenta seus medos. A Litania Contra o Medo, pronunciada constantemente por heróis do universo de Duna, é quase poética; com efeito, essa oração dá aos Atreides a coragem de deixar o medo passar através de si, não permitindo que ele domine a sua mente. Uma lição importante sobre controlar impulsos e ter mais clareza sobre a próxima ação que deverá ser tomada. Sabemos que, quando a religião e política andam do mesmo lado, os problemas crescem como uma tempestade de areia no deserto; dessa forma, Paul precisa enfrentar diversos problemas durante sua jornada.

Cabe destacar também as armas, tecnologias e artefatos criativos que o filme trouxe do livro, assim como os veículos inusitados. Aliás, os ornitópteros, principal meio de transporte em Arrakis, ficaram ótimos simulando grandes libélulas e foram extremamente aproveitados nas cenas de ação.

Como possível repercussão negativa, teremos a ansiedade pela segunda parte do filme, já que a conclusão deste primeiro clama por uma continuidade mais imediata. É como se fosse um ótimo final de temporada de sua serie favorita, contudo haverá um longo tempo para a temporada seguinte ser lançada. As filmagens estão previstas para 2022, então não sabemos ainda quando será lançada a sequência.

Abaixo nossa resenha do excelente A Chegada (2106), de Denis Villeneuve:

A Chegada (2016)

Tags Relacionadas crítica duna, Denis Villeneuve, duna, duna 2021, duna filme, filme duna, Frank Herbert, resenha duna, Timothée Chalamet
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

laughingtongue
Shazam! (2019)
Na pré

Shazam! (2019)

Dirigido por David F. Sandberg, Shazam! vem com um tom despretensioso e muitas piadas inclusive com outros personagens importantes como Batman e Superman. Meio à parte do clima obscuro da maioria dos filmes anteriores, mas podemos dizer que a introdução do Shazam nesse universo veio para somar.

cryingmoney
Hanami – Cerejeiras em Flor (Alemanha, 2008)
Romance

Hanami – Cerejeiras em Flor (Alemanha, 2008)

Quando descobre que seu marido tem pouco tempo de vida, Trudi não sabe se deve contar a ele a verdade. Em vez disso, ela decide planejar com Rudi uma viagem, para que aproveitem bem estes últimos momentos juntos. Sonhando conhecer o Japão, país pelo qual é apaixonada, a mulher decide que este será o destino do casal, mas que antes eles irão até Berlim, para fazer uma última visita a seus dois filhos que moram lá. Dirigido por Doris Dörrie.

confusedcryingmoney
Azul é a cor mais quente (França, 2013)
Romance

Azul é a cor mais quente (França, 2013)

Adèle é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma, sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente. Dirigido por Abdellatif Kechiche.

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário