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O novo filme com Danilo Ferraz é parte da jornada para que o gênero de ação com conteúdo finalmente tenha uma inserção positiva e chegue a um patamar tão merecido no cinema nacional. Como o próprio curta mostra, é possível entregar ação, suspense e levantar questões sociais numa mesma trama em contexto com situações nas quais o brasileiro convive. E tudo isso em apenas 12 minutos! Confira o cartaz oficial do filme em primeira mão aqui no nosso site e uma resenha especial.

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The Post – A Guerra Secreta (2017)

Ben Bradlee (Tom Hanks) e Kat Graham (Meryl Streep), editores do The Washington Post, recebem um enorme estudo detalhado sobre o controverso papel dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã e enfrentam de tudo para publicar os bombásticos documentos. Dirigido por Steven Spielberg.

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Duna (2021): adaptação épica a ser vista no cinema

A adaptação do best-seller de Frank Herbert é, inegavelmente, um desafio gerador de muitas expectativas por parte dos fãs do livro. A primeira versão cinematográfica foi de David Lynch, em 1984, um fracasso total apesar da inquestionável carreira de sucesso desse cineasta, decerto um dos meus preferidos. Outrossim, uma minissérie de 3 episódios longos foi lançada em 2000, com direção de John Harrison, obtendo pouca popularidade apesar de um resultado menos desinteressante. Neste ano ainda pandêmico, Denis Villeneuve, aclamado por excelentes filmes como Incêndios (2010), A Chegada (2016) e Blade Runner 2049 (2017), cumpriu uma promessa ao entregar sua versão de Duna para o cinema.

Dune (2021)

O livro de Frank Herbert foi comparado a Senhor dos Anéis por Arthur C. Clarke, escritor do conto The Sentinel que deu origem ao filme 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968). Tanto quanto e ainda mais apaixonante foi a declaração de Neil Gaiman: “Duna é o melhor dos grandes romances de ficção científica, e o que mais se manteve relevante”.

Apostas para o Oscar

Primeiramente, a melhor experiência consiste em conferir o filme nas telonas. Afinal, efeitos visuais e sonoros estão impecáveis, assim como o trabalho de fotografia e figurino. Sem dúvida a produção contratou, intencionalmente, gigantes do Oscar nas categorias técnicas: o desenhista de produção Patrice Vermette (“A Chegada”); o editor Joe Walker (“Blade Runner 2049”; “A Chegada”, “12 Anos de Escravidão”); o supervisor de efeitos especiais Paul Lambert (“O Primeiro Homem”, “Blade Runner 2049”); o compositor Hans Zimmer (“Blade Runner 2049”, “A Origem”, “Gladiador”, “O Rei Leão”) como responsável pela trilha sonora; e a figurinista Jacqueline West. Esta última foi responsável pelos trajes da família Atreides e, com mais destaque, os dos Fremen (chamados trajestiladores) com seu sistema de filtragem de água que combate a hipertermia, tão detalhados no livro e bem apresentados no filme.

Para as categorias técnicas supracitadas, espera-se que este seja um dos favoritos ao Oscar. Apesar de pouco provável, seria ótimo ver uma indicação a melhor roteiro adaptado, mesmo conhecendo a mentalidade da academia em não priorizar filmes de aventura ou ficção (especialmente com batalhas) nesta categoria.

Duna, de Frank Herbert, por Denis Villeneuve

Duna é um universo fantástico, da imaginação nata de Frank Herbert para a ótima visão de Denis Villeneuve. Um trabalho bacana de transposição para as telas de muitas passagens do livro, contudo de forma mais didática e direto ao ponto, já que muitos detalhes na obra precisaram ser desconsiderados para um formato de filme. Não há como caber tanta coisa em pouco mais de 5 horas de duração (tempo total estimado considerando a segunda parte do filme, com filmagens previstas para 2022). Villeneuve é incrível, entregando uma adaptação bem cadenciada, mantendo um pouco de todas as coisas relevantes no filme, agraciando os privilegiados leitores do livro que conheceram um mundo com sua própria linguagem, comportamentos, conteúdo misturando aventura e ecologia, religião e política. Essa primeira parte, sem dúvida, é de um filme épico, começando do melhor jeito para terminar melhor ainda.

Além do destaque da ambientação, temos as atuações de um elenco insano: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Stellan Skarsgård, Dave Bautista, Jason Momoa, Javier Bardem e Zendaya são alguns dos atores. Timothée Chalamet, de Me Chame Pelo Seu Nome (2017), encara o protagonista Paul Atreides e se destaca, lembrando muito o personagem literário. Numa atuação memorável, consegue dar vida ao herói-messias e mostrar a sua jornada de maturidade, seja para perceber armadilhas políticas, seja para encarar perigo e batalhas.

Duna (2021): resenha

Timothée Chalamet como Paul Atreides

A jornada do herói e a litania contra o medo

Algo que chama atenção nessa adaptação é a jornada do herói e como ele enfrenta seus medos. A Litania Contra o Medo, pronunciada constantemente por heróis do universo de Duna, é quase poética; com efeito, essa oração dá aos Atreides a coragem de deixar o medo passar através de si, não permitindo que ele domine a sua mente. Uma lição importante sobre controlar impulsos e ter mais clareza sobre a próxima ação que deverá ser tomada. Sabemos que, quando a religião e política andam do mesmo lado, os problemas crescem como uma tempestade de areia no deserto; dessa forma, Paul precisa enfrentar diversos problemas durante sua jornada.

Cabe destacar também as armas, tecnologias e artefatos criativos que o filme trouxe do livro, assim como os veículos inusitados. Aliás, os ornitópteros, principal meio de transporte em Arrakis, ficaram ótimos simulando grandes libélulas e foram extremamente aproveitados nas cenas de ação.

Como possível repercussão negativa, teremos a ansiedade pela segunda parte do filme, já que a conclusão deste primeiro clama por uma continuidade mais imediata. É como se fosse um ótimo final de temporada de sua serie favorita, contudo haverá um longo tempo para a temporada seguinte ser lançada. As filmagens estão previstas para 2022, então não sabemos ainda quando será lançada a sequência.

Abaixo nossa resenha do excelente A Chegada (2106), de Denis Villeneuve:

A Chegada (2016)

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