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TOP 10 filmes para tirar o sono (deu medo!)
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TOP 10 filmes para tirar o sono (deu medo!)

Aquela cena no filme assustou! Nada melhor do que sentir medo assistindo um filme bem tenso. Aquela sessão de cinema, ou em casa, com uma galera que se assusta junto é essencial para uma vida melhor. Sendo assim, selecionei 10 filmes que me deram medo e tensão e destaquei qual cena (sem muito detalhe para não estragar a surpresa de quem ainda não viu) ficou na memória ou nos meus pesadelos. Posso afirmar que todos são filmes de terror eficientes.

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Milagre em Milão (Itália, 1951)
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Milagre em Milão (Itália, 1951)

Uma mulher adota um bebê abandonado em sua horta. Depois de sua morte, o garoto é enviado para o orfanato. Ao completar 18 anos, Totó (Francesco Golisano) vai para Milão, onde passa a morar num terreno ocupado por miseráveis, mudando a vida de todos com sua bondade. Após descobrirem petróleo, os moradores são ameaçados pelo proprietário, que manda a polícia desocupar o local. Quando tudo parece perdido, Totó recebe uma ajuda dos céus, começando a fazer muitos milagres. Dirigido por Vittorio de Sica.

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O Médico e o Monstro (“Dr Jekyll and Mr Hyde”, EUA, 1931)

Eu indico
Dr Jekyll and Mr Hyde (EUA, 1931
O cientista Henry Jekyll, fascinado pela dualidade entre o bem e o mal, desenvolve um elixir que o transforma num perigoso assassino, que passa a ser conhecido como Sr. Hyde, revelando o lado sombrio que se esconde dentro dele. Dirigido por Rouben Mamoulian.
Doutor Jekyll e o Senhor Hyde:
No mesmo ano foram lançados “Frankenstein”, “Dracula” e “O Médico e o Monstro”, entrando para a lista dos primeiros grandes filmes de terror. Terror este que vem com toda uma temática de drama associada, servindo como um palco para discutir questões humanas. Para uma época onde o som praticamente acabava de surgir no cinema e não existiam recursos suficientes para grandes efeitos especiais, este filme surpreende. Contemplamos os efeitos durante as mudanças físicas do personagem principal, que se transforma num mostro bizarro, assim como a mudança de comportamento deste, que ganha destaque na grande interpretação do ator Fredric March, que acabou levando o Oscar de Melhor ator, dividindo o prêmio com Wallace Beery (“O Campeão”) por conta da diferença de apenas um voto (na época isto era considerado um empate na categoria). Complementando, temos a ótima fotografia de Karl Struss, na produção de Adolph Zukor (que também foi o produtor da versão anterior, de 1920) e, por fim, um diretor respeitado e ousado, Rouben Mamoulian, adaptando para as telas um grande clássico sobre a dualidade da alma humana, escrito por Robert Louis Stevenson: “The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde”, publicado em 1886.
O resultado, considerado bem fiel à proposta da obra escrita, discute a existência do bem e do mal dentro de cada pessoa. A transformação da personalidade fica bem representada nas mudanças da voz, na expressão corporal (com direto a um pouco de acrobacias), nos gritos, violência e falta de cuidado e educação com os outros, contradizendo exageradamente com o Dr Jekyll, sempre gentil, bondoso e cuidadoso com as pessoas. Com grandes enquadramentos e movimentos de câmera, ficou fácil contemplar o filme. Logo no início podemos perceber a originalidade no uso da técnica de mostrar a visão da perspectiva do médico. Em outros momentos, a exibição de 2 cenas ao mesmo tempo – com a tela dividida – também se tratou de uma das primeiras inovações do tipo.
Somente no final da década de 60 o diretor revelou como os efeitos foram produzidos. Ao que parece, a equipe de maquiagem da Paramount construiu uma prótese para o personagem do Sr. Hyde, e os efeitos para a transformação usavam manipulação de uma série de filtros de cores na frente da lente da câmera. Durante a primeira cena da transformação, os ruídos que acompanham a trilha sonora incluem um sino soando ao fundo e supostamente uma gravação com a batida do coração do diretor Rouben Mamoulian. Incrível e original.

“São as coisas que não podemos fazer que sempre me seduzem”
Dr. Jekyll (Mr. Hyde?)
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Fontes:
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