Tudo o que Desejamos (França, 2011)
Eu indico Toutes nos Envies (França, 2011) Casada e mãe
É uma adaptação bem fiel ao livro de Agatha Christie, sendo assim não chega a trazer novidades para quem leu o livro ou assistiu ao primeiro filme. Foi uma escolha de roteiro sem riscos, neste caso pode ter sido a melhor escolha. Como investigação e suspense funciona muito bem e ressalta temas bem presentes nas obras da escritora, como tradição, vingança, poder e justiça. Destaque para Kenneth Branagh que dirige o filme e interpreta o detetive Hercule Poirot.

A Simple Favor (EUA, 2018)
Por ser baseado num livro, da escritora americana Darcey Bell, lançado no Brasil em 2017, apontado como sucessor de Garota Exemplar e A Garota no Trem (também adaptados para o cinema), é fácil esperar uma história minimamente interessante, surpreendente e com reviravoltas. Todavia, somente no quesito reviravoltas o filme cumpre, e nem tão bem assim, essas expectativas.
A trilha sonora francesa na abertura do filme é animada demais e em pouco tempo somos apresentados a cenas bem clichês. A bem da verdade, a trilha funcionou perfeitamente no trailer do filme que, convenhamos, é um trailer excelente, são as cenas certas com as imagens certas e a frase que vai chegando “O que aconteceu com Emily?”. Quanto ao filme, o sustendo fica por conta do mistério principal da trama, chegando a estimular nossa curiosidade. Mas não por muito tempo. A cada revelação, o brilho é reduzido. Isso ocorre porque é realmente fácil sugerir e acertar as próximas cenas, ficando aquela sensação de que careceu naquele quesito “surpresa criativa”. O clímax, que é onde poderia ter dado muito certo, é bagunçado e também possui uma conclusão trivial.
Particularmente, o tom da comédia fortemente presente durante toda a trama não me agradou. As situações e comportamentos são forçados, personagens óbvios e desagradáveis, até policiais babacas com perguntas e julgamentos imprecisos. Assim, a mistura de suspense e comédia parece não ter funcionado bem aqui. Uma cena de sexo ganha de brinde uma música de fundo e faz lembrar da franquia 50 Tons de Cinza… ou seja, não poderia ser pior.
As duas atrizes agradam, claro! Elas são ótimas e seus personagens são bem diferentes. Uma é nerd, insegura, blogueira (vlogger) e tipo a mocinha do filme (Anna Kendrick, jovial como sempre)… a outra é estilosa, sedutora, intensa e volúvel (Blake Lively, potente). O ar de manipulação que fica entre elas dá uma certa força à trama e ficou interessante o fato de terem personalidades opostas mas acabarem se tornando amigas.
Após mais de 2 horas de cenas, deu saudade do potente Garota Exemplar (2014) e até de Diabolique (1996) que, por sinal, é citado durante este filme pela protagonista, em mais uma tentativa de ajudar ou manipular os espectadores que, acredito, já estão espertos demais.
Os adultos de hoje lembram facilmente dos desenhos do Pica-Pau. O personagem foi criado em 1940 pelo artista Walt Lantz, tendo muitas animações produzidas pelo estúdio do próprio artista e distribuídas pela Universal Pictures. É o personagem pássaro de desenho animado mais famoso do mundo. Agora, anos depois do sucesso do desenho, resolveram fazer um filme live-action misturado com animação gráfica, para mostrar esse personagem peculiar. Dirigido por Alex Zamm e escrito por Dave Krinsky e John Altschuler.
Durante a Segunda Guerra Mundial, num campo de concentração de Auschwitz, Saul (Géza Röhrig) é um judeu obrigado a trabalhar para os nazistas, sendo um dos responsáveis em limpar as câmaras de gás após dezenas de outros judeus serem mortos. Em meio à tensão do momento e às dificuldades inerentes desta tarefa, ele reconhece entre os mortos o corpo de seu próprio filho. Dirigido por László Nemes.
A proposta é comum: espionagem, Guerra Fria, não confie em ninguém. Contudo, o enredo consegue ser atraente, a história se desenrola muito bem no roteiro de Kurt Johnstead e as cenas de ação são sensacionais e brutais, sendo postas no filme junto com músicas famosas dos anos 80 e 90. Afinal, o filme se passa em 1989, nessa transição entre duas décadas importantes na história. Os diálogos discutem de forma interessante a Guerra Fria e como os espiões foram importantes para evitar que essa guerra tomasse proporções catastróficas e estourasse como o efeito de uma bomba atômica. Mas bombástica no filme mesmo é a Charlize Theron, sua personagem é encaixada com facilidade nesse cenário onde a sobrevivência é constantemente ameaçada.
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