Amanhecer de um sonho
Eu indico Amanecer de un sueño (Espanha, 2008) Marcel (Alberto
Dirigido por Jake Kasdan, o filme vai na carona da empolgante música do Guns N' Roses, “Welcome to the jungle”, usada também no subtítulo do filme, somos inseridos na terra de Jumanji, com florestas densas e criaturas perigosas, além dos inimigos humanos. A diversidade ecológica se mistura à diversidade dos personagens, sendo assim o roteiro acerta um pouco em investir na questão da diversidade na medida em que junta um nerd, uma patricinha que adora exposição, um jogador de futebol popular que não estuda e uma menina estranha e tímida.
O filme conta a história de Leslie (Elizabeth Taylor), Bick (Rock Hudson) e Jett (James Dean). Bick conheceu Leslie quando foi a casa do pai dela comprar um cavalo premiado e os dois se apaixonaram. Eles se casam e vão para o Texas - terra de Bick - e lá constroem sua família, no rancho Reata. Ali perto mora Jett, que de certa forma é inimigo de Bick. A cada dia que passa os dois continuam se odiando, ainda mais quando Jett enriquece e se torna um magnata do petróleo. O filme aborda claramente a intolerância racial e é um épico imbatível que explora o assunto e defende o fim do racismo.

A Simple Favor (EUA, 2018)
Por ser baseado num livro, da escritora americana Darcey Bell, lançado no Brasil em 2017, apontado como sucessor de Garota Exemplar e A Garota no Trem (também adaptados para o cinema), é fácil esperar uma história minimamente interessante, surpreendente e com reviravoltas. Todavia, somente no quesito reviravoltas o filme cumpre, e nem tão bem assim, essas expectativas.
A trilha sonora francesa na abertura do filme é animada demais e em pouco tempo somos apresentados a cenas bem clichês. A bem da verdade, a trilha funcionou perfeitamente no trailer do filme que, convenhamos, é um trailer excelente, são as cenas certas com as imagens certas e a frase que vai chegando “O que aconteceu com Emily?”. Quanto ao filme, o sustendo fica por conta do mistério principal da trama, chegando a estimular nossa curiosidade. Mas não por muito tempo. A cada revelação, o brilho é reduzido. Isso ocorre porque é realmente fácil sugerir e acertar as próximas cenas, ficando aquela sensação de que careceu naquele quesito “surpresa criativa”. O clímax, que é onde poderia ter dado muito certo, é bagunçado e também possui uma conclusão trivial.
Particularmente, o tom da comédia fortemente presente durante toda a trama não me agradou. As situações e comportamentos são forçados, personagens óbvios e desagradáveis, até policiais babacas com perguntas e julgamentos imprecisos. Assim, a mistura de suspense e comédia parece não ter funcionado bem aqui. Uma cena de sexo ganha de brinde uma música de fundo e faz lembrar da franquia 50 Tons de Cinza… ou seja, não poderia ser pior.
As duas atrizes agradam, claro! Elas são ótimas e seus personagens são bem diferentes. Uma é nerd, insegura, blogueira (vlogger) e tipo a mocinha do filme (Anna Kendrick, jovial como sempre)… a outra é estilosa, sedutora, intensa e volúvel (Blake Lively, potente). O ar de manipulação que fica entre elas dá uma certa força à trama e ficou interessante o fato de terem personalidades opostas mas acabarem se tornando amigas.
Após mais de 2 horas de cenas, deu saudade do potente Garota Exemplar (2014) e até de Diabolique (1996) que, por sinal, é citado durante este filme pela protagonista, em mais uma tentativa de ajudar ou manipular os espectadores que, acredito, já estão espertos demais.
Dirigido por Nick Bruno e Troy Quane. Um agente secreto, por acidente, vira um pombo. Uma proposta que só funcionaria bem mesmo numa animação. Confira a resenha de Um Espião Animal (2019)
O diretor Karim Aïnouz, de Madame Satã (2002) e Praia do Futuro (2014), destaca a força das mulheres num filme baseado no romance "A vida invisível de Eurídice Gusmão", de Martha Batalha. A Eurídice Gusmão do título da obra é uma das personagens que divide o protagonismo com a sua irmã Guida, interpretadas respectivamente por Carol Duarte e Julia Stockler. O que Bacurau (de Kleber Mendonça Filho) tem de ousado e focado, este aqui tem de delicado e universal.
Eu indico The World’s End (Reino Unido, 2013) Após falharem no
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